Archive for Maio, 2004

Esses homens agressivos e suas respostas escrotas

ou: Tratando mal quem liga pra minha casa.
ou: Grahan Bell miserável e sua invenção maldita.

O telefone toca. Eu atendo, já furioso, e é uma guria.

- Alô?
- Ehr… Oi. Eu queria falar com o Marcelo.
- Peraí. Vou ver se ele tá em casa.
- Ok.

(30 segundos depois)

- Oi.
- Oi.
- Olha, ele tá no banheiro e mandou dizer que tá se masturbando, e não pode falar com você agora. Liga daqui a uma meia hora.
- …
- Ok, então tchau.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Cinco minutos depois, o telefone toca de novo. É outra pessoa. Dessa vez um guri atrás do Murilinho.

- Alô?
- Oi. O Murilo está?
- Qual deles?
- O Murilinho.
- Não.
- Ele tá na casa da mãe dele?
- Não, ele tá no hospital. Tava brincando de acender os peidos e acabou queimando o cu no processo.
- Cê tá falando sério?
- Acha que eu ia brincar com a saúde do meu irmão?
- …
- Ok, então tchau.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Mais uma vez, em menos de cinco minutos. É a Mércia. Agora eu vou avacalhar.

- Alô?
- Oi, Pedro. Os meninos tão aí.
- Peraí que eles desceram correndo um atrás do outro enquanto se pegavam de porrada, Mércia. Vou atrás deles.

Volto pra sala do computador - não sem antes tirar o outro aparelho do gancho, de modo que ela não possa ligar pra cá de novo por causa da demora. Dou uns 5 minutos e vou desligar o telefone. Mas antes resolvo conferir se ela desligou. Ouço uma respiração.

- Alô?
- Conseguiu alcançar os meninos, Pedro?

Prendo as risadas.

- Consegui. Eles já tão vindo pra cá. Espera mais um pouco.
- Tá.

Dou mais um tempo. Pelo menos uns dez minutos. Vou ao telefone.

- Alô?
- Cadê os meninos, Pedro?
- PORRA! Você ainda tá aí?

Deus ajuda quem, Seu Madruga?

Sete e trinta e dois da manhã (segundo o relógio do meu computador, ignoremos este aqui sob o post) e eu acordado, veja só que discrepância. Um típico notívago aproveitando o salutar ar frio pós-sereno em uma manhã de pouco sol.

Se eu tivesse passado a noite sem dormir seria compreensível estar acordado até agora, mas qual nada! Fui me deitar meia-noite e pouco e dormi da uma da matina até agora. O negócio é que a patroa acordou muito cedo hoje, pos terá horário corrido no trabalho, e para que não ficasse sem ter o que comer eu me dispus a levantar e fazer dois misto-quentes para ela levar de lanchinho. Aproveitei e preparei também um leite com chocolate, pra ela não ficar andando por aí de barriga vazia, que isso não é bom pra saúde e blá blá blá (papo de velho, melhor pular essa parte).

É, Pedrão.

Quem te viu e quem te vê.

A Interneta, essa infladora de egos…

Segundo esse site eu tenho 150 de QI.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH…

Ai, ai.

Enfim. Faça o teste também. Você tem 45 minutos para 60 questãs (que eu devo ter respondido em uns 20 minutos, dada sua lógica geralmente muito óbvia) e se classifique como um superdotado.

Vamos lá. Se eu fiz 150, imagine só o quanto você vai conseguir?

Celulares, essas desgraças

Li ontem, folheando uma Veja relativamente antiga, matéria sobre pessoas que seguem as tendências tecnológicas da moda. Mais especificamente: que aderem ao telefone celular da moda.

Meu ódio por esses aparelhitos barulhentos é tamanho que jamais me permiti ter um e nutro especial desprezo por quem os têm em alta conta, principalmente essas pessoas que afirmam não saber viver sem eles. Já cheguei ao ponto de empurrar gente que, no meio da rua, diminuía o passo na minha frente por estar falando ao telefone. Não tenho paciência com esses filhos da puta.

Ao ler, na tal revista de qualidade plenamente duvidosa, a “notícia” (se é que se pode classificar assim algo de importância tão nula), praguejei por alguns minutos e larguei a leitura de lado. Parti para uma das minhas edições especiais Demolidor de Frank Miller, que valiam muito mais a pena. Em linhas gerais, a repórter dizia que muitas pessoas trocam de aparelho uma vez por ano. A matéria era ilustrada com duas fotos: uma de um sujeito obviamente gay que dizia, sem a menor vergonha na cara, gostar de “personalizar” seu aparelho com adesivos e outras viadagens, e outra de uma mulher que afirmava trocar seu celular uma vez a cada seis meses, pois criava “alergia tecnológica” aos “velhos” modelos. Ambos trabalhavam na “indústria da moda”, como era de esperar de gente tão tacanha. Pessoas dessas MERECEM ter um berro apontado para sua cara uma vez a cada três meses - religiosamente - e perder seu celular e o produto de sua conta bancária pra um marginal. A violência, afinal, tem seu lado louvável.

O velho

- Ô pai, tá sabendo que vão baixar as passagens de ônibus?

- Como é que é?

- Vão baixar o preço das passagens de ônibus.

- Claro, meu filho. Vão, sim. E os cientistas desenvolveram em laboratório uma fórmula pra criar elefantinhos voadores, que eles vão soltar pelo céu pra enfeitar a cidade.

- Velho miserável.

O Ópio é o ópio dos blogs

Aqui jaz - vivo e escrevendo cada vez melhor, para que não tomem esse início de parágrafo como um epitáfio prematuro - um sujeito foda.

Será conduzido neste exato instante para o seleto grupo à direita.