ou: Tratando mal quem liga pra minha casa.
ou: Grahan Bell miserável e sua invenção maldita.
O telefone toca. Eu atendo, já furioso, e é uma guria.
- Alô?
- Ehr… Oi. Eu queria falar com o Marcelo.
- PeraÃ. Vou ver se ele tá em casa.
- Ok.
(30 segundos depois)
- Oi.
- Oi.
- Olha, ele tá no banheiro e mandou dizer que tá se masturbando, e não pode falar com você agora. Liga daqui a uma meia hora.
- …
- Ok, então tchau.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Cinco minutos depois, o telefone toca de novo. É outra pessoa. Dessa vez um guri atrás do Murilinho.
- Alô?
- Oi. O Murilo está?
- Qual deles?
- O Murilinho.
- Não.
- Ele tá na casa da mãe dele?
- Não, ele tá no hospital. Tava brincando de acender os peidos e acabou queimando o cu no processo.
- Cê tá falando sério?
- Acha que eu ia brincar com a saúde do meu irmão?
- …
- Ok, então tchau.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Mais uma vez, em menos de cinco minutos. É a Mércia. Agora eu vou avacalhar.
- Alô?
- Oi, Pedro. Os meninos tão aÃ.
- Peraà que eles desceram correndo um atrás do outro enquanto se pegavam de porrada, Mércia. Vou atrás deles.
Volto pra sala do computador - não sem antes tirar o outro aparelho do gancho, de modo que ela não possa ligar pra cá de novo por causa da demora. Dou uns 5 minutos e vou desligar o telefone. Mas antes resolvo conferir se ela desligou. Ouço uma respiração.
- Alô?
- Conseguiu alcançar os meninos, Pedro?
Prendo as risadas.
- Consegui. Eles já tão vindo pra cá. Espera mais um pouco.
- Tá.
Dou mais um tempo. Pelo menos uns dez minutos. Vou ao telefone.
- Alô?
- Cadê os meninos, Pedro?
- PORRA! Você ainda tá a�