Monthly Archive for July, 2004

Curto e conciso

Vá ler isso aqui. É bom. Cheguei lá por causa do meu nedstat drogado.

Li na capa de uma Contigo!: Juliana Paes vai aos EUA trazer a mãe de volta. Esses jornalistas não têm o menor tino comercial. Eu, no lugar do editor, lascava logo: Juliana Paes vai aos EUA tirar a mãe da zona. Ia vender pra caralho.

Resumindo a última música da Avril Lavigne, ela diz que, apesar do estilo “revoltadinho”, não passa de uma frígida recalcada que fica puta com um sujeito só porque ele quer comê-la. Eu não entendo mesmo as mulheres…

Entendo menos ainda o sujeito que quer comer aquela fedorenta. Vá procurar uma guria bonita. E limpa. Ou pelo menos inteligente.

Pérolas do seu Murilo:

“Os pobres ignorantes não sabem o que significa perspicaz. Acham que tem alguma coisa a ver com pau duro. Que é uma benga que persegue. Um carolho teleguiado.” Não entendi porra nenhuma, mas ri pra cacete.

Questão de perspectiva

Valorizo as mulheres por um sem-número de motivos, mas, principalmente, por toda a ginástica que têm que fazer e por todo o sofrimento pelo qual precisam passar para se adequarem aos estranhos padrões estéticos da nossa sociedade.

Já vi mulheres se machucarem fazendo a unha – coisa que acontece com freqüência, aliás – e não é nada bonito. Dedos são locais com inúmeras terminações nervosas – muito sensíveis, portanto – e ferimentos nessa área são muito dolorosos.

Não sei – e pretendo morrer sem saber – qual a sensação de arrancar um punhado de pêlos do corpo utilizando plástico e cêra, mas tal prática não entraria numa lista dos 10 Grandes Prazeres Carnais escrita por mim. Provavelmente não constaria nem entre meus 1000 esportes favoritos.

Nunca aproximei um lápis do meu olho e prefiro não pensar em qual é a sensação quando, por qualquer motivo, sua mão treme e aquele objeto cutuca sua retina.

Não tenho que mudar minhas sobrancelhas (inclusive gosto delas) e não ficaria feliz em ter que me livrar dos pêlos existentes entre a esquerda e a direita, ou em ter que defini-las, pois gosto de seu aspecto descuidado. Também me agrada nunca ter que me preocupar se meus sovacos ou mamilos estão peludos.

Já fiquei com batom na boca após beijar mulheres mais vaidosas, e sei o quão desagradável é ter os lábios emborrachados e como pode ser ruim o gosto daquele negócio.

Isso tudo deixando plásticas à parte, é claro.

Sei que todo esse ritual é muito desagradável, mas não gostaria de ver um chumaço de pêlos toda vez que minha namorada erguesse o braço, nem de me deparar com 4 pernas peludas sobre a minha cama pela manhã. Duas por casal são suficientes, e que sejam as minhas. Fazer as unhas não é crucial, nem usar maquiagem, mas, quando se trata de bigode, só pode haver um: o meu.

É um pensamento machista, eu sei, mas entenda que pêlos são sinal de testosterona. E testosterona é sinal de masculinidade. Se minha mulher tem mais pêlos que eu, então é mais masculina que eu. Inadmissível! Meu instinto de macho alfa não permite ter alguém com mais testosterona do que eu zanzando pelo meu território.

Hein? Por que é que eu estou falando disso? Ah, é que toda vez que vou fazer a barba – sofrimento pelo qual passo só umas duas vezes por mês, já que sou preguiçoso e sempre deixo os pêlos crescerem a ponto de se tornarem um estorvo – penso em reclamar a respeito da tarefa. Aí olho para todos os cremes e loções e perfumes e apetrechos da minha madrasta e vejo que sou feliz.

Olha só, eu nem menstruo! Como adoro ser homem.

É pica, é pica… ok, deu pra entender.

Sempre tem um babaca pra azucrinar o pobre aniversariante cantando parabéns. E sempre tem um mais babaca ainda, que azucrina o próprio parabéns. E sempre tem alguém cuja babaquice poderia ser expressa por alguma fórmula matemática que eu não tenho paciência pra criar, mas cujo resultado seria que ele é tão babaca, mas tão babaca, que tende ao infinito, enfim, sempre tem alguém babaca ao infinito que torna o parabéns uma coisa interminável, constrangendo o pobre aniversariante até o limite do suportável.

Meu aniversário não foi diferente, é claro, mas todos os babacas presentes são meus amigos do coração, gente de quem eu gosto de verdade, e a farra foi uma maravilha. Felizmente ninguém tinha uma câmera, então vocês não terão a chance de me ver vermelho feito carne de salmão no momento em que a Nilma, aquela monstra, surgiu com uma indumentária um tanto… ehr… heterodoxa, me omilhando publicamente no meio da Domino’s.

Compareceram (quase) todos os meus amigos de Brasília. Marcim – que trabalhou comigo no ninho de cobras que era FNDE, e que, como nem tudo está perdido, sempre me ajudou quando eu precisei -, Gizelli – que ainda não me mandou a foto, mas tudo bem, tudo bem, eu espero – e seu (dela) namorado, Gabriel – que eu conheço pouco, mas que também coleciona Homem-Aranha há eras, desde que os roteiristas e as histórias prestavam, então temos assunto pra horas e horas de conversa ininterrupta -, Hikarão – que já me deu auxílios tremendamente providenciais, principalmente quando tive problemas com layouts e coisas assim – e seu (dela também) namorado Marcelo – que compareceu, apesar do dia -, Rafael – uma vez cabeludo, sempre cabeludo, cabeludo! -, Renato – o terror das menininhas de 14 anos -, Cinara – meninos têm pênis, meninas têm vaginas, é de onde partem todas as piadas de duplo sentido -, Cadu – nem pra comprar um Sucrilhos com Sbummer, vou te contar, mas os Cup Noodles compensaram a falha -, Fodriks – meu melhor amigo, vou falar o quê? -, André – empolgado com a probabilidade da gente ir à festa anos 80 da Biologia da UnB vestidos de Village People -, Cecília e Gil – meus amarelos de estimação -, Nilma – Fulano Emoções -, Rogério – se joga, bicha! – e, óbvio, a patroa – e o epíteto dela digo só pra ela, morda-se de curiosidade. Até minha mãe, minha vó e meu irmão vieram!!!

Marco Aurélio não pôde vir, mas me ligou. E fiquei feliz pra caralho com isso. Beijos na bunda, Marcão! Apolônio também não pôde vir, mas veio à minha casa no dia anterior e tomamos um milk shake de ovomaltine, como um bom casal gay. Valeuzão, Popô. A Érica também não veio, mas me mandou, de presente, uma caixinha com as sensacionais trufas que prepara – e que eu propagandearia por aqui, se tivesse algum telefone ou endereço dela que pudesse passar para vocês -, com direito a um cartãozinho bem bonitinho e um clip de papel com um caracol – adorei aquilo =).

Daniel Lima, Ligeirinho, Thiago Fialho, Tarcila e Teca deixaram comentários. Lívia, Bel, moskito, Rafael Capanema, abossal e mais alguns amigos vieram ao meu ICQ ou ao msn me desejar parabéns. Outros me mandaram e-mails.

Já falei: não tenho nada que ser parabenizado. A única coisa pela qual mereço congratulações é por ter feito tão bons amigos e, mais importante, por conseguir mantê-los por perto.

Beijos nas nádegas de todos vocês, queridões.

Apenas desencontros

Assisti Encontros e Desencontros ontem. Você sabe do que eu tô falando: aquele filme da Sofia Coppola, com o Bill Murray e a Scarlett Johansson, que se passa no Japão.

Não achei um filme ruim. Nem achei bom, também. Achei fraco. Só isso. Fraco. É um filme curto, com cenas demasiadamente longas, diálogos muito curtos e sem qualquer situação que mereça especiais recordações. Não é ruim, entretanto, não tem uma trama mal-amarrada, seus momentos de humor são engraçados, Bill Murray interpreta bem o papel de ator velho e meio esquecido, com um certo ar de desolamento que veio com a idade. Scarlet Johansson também consegue deixar claro seu ar de menina perdida, de pessoa que se sente ilhada no meio de um monte de outros seres humanos sem qualquer profundidade ou inteligência. As cenas em que a tal química dos dois protagonistas tem que ficar óbvia realmente deixam palpável a atração mútua. A trilha sonora se encaixa bem, a sacada de não colocar legendas quando os japoneses falam em japonês – para mostrar o quão perdidos estão os personagens – é bacana,

Mas é fraco. Como eu disse, não é que a história não seja boa, só é por demais costumeira, simplória, rasteira, boba, sem sal, insossa. Chame como quiser. Eu não gosto dos meus textos ficcionais por julgá-los do mesmo modo: vazios. Não é porque a Sofia Coppola filmou um roteiro que eu seria capaz de escrever, devido à sua mediocridade, que vou sair por aí destrinchando elogios.

Feira da fruta, rê! Feira da fruta, rá!

Dessa vez eu acerto esse filho da puta!
- Esse documento não prova nada! Prova só que o Coringa é um filho da puta!

Baixei o sensacional vídeo Batman – Feira da Fruta. Um episódio daquela antiga série do Adam Batman West e Burt Robin Ward, redublado por dois amigos de São Paulo, do jeito que a série deveria ser. Alguns dos diálogos mais marcantes:

Guarda: A dupla dinâmica?
Batman: Não, seu guarda. Seu pai e sua mãe vestidos para o baile dos enxutos!

***

Robin: Caralho, essa merda não funciona.
Batman: Robin, você é um garoto! Não pode ficar falando palavrões. Você é um menino ainda.
Robin: Não enche o saco, porra. Merda. Eu não acredito, porra! Essa merda não funciona.
Batman: Claro que funciona, Robin. Você não sabe mexer em porra nenhuma.
Robin: Saco, eu não agüento mais essa merda de batcaverna. Porra, só eu faço tudo nessa merda? Saco. Vou embora, vou embora daqui! Merda! Saco!
Batman: Mal-agradecido! Vou te colocar num colégio interno.
Robin: Ah, vá tomar no cu!
Batman: Robin, você me mandou tomar no cu? Eu não acredito no que eu ouvi, não acredito no que eu ouvi, não pode ser verdade isso que eu escutei agora. Você é um menino ainda, Robin, eu te criei.

***

Robin: Porra, três horas já, caramba.
Batman: Eu sei ver hora, porra!

***

Batman: Rápido, Robin, para trás do bat-escudo.
Robin: Batman, de onde cê tirou esse bat-escudo, hein? Porra, de onde cê tirou essa merda?
Batman: Cê tá muito engraçadinho, hein, Robin? Lógico que foi do cu. Podia ser mais de onde?
Robin: Vou saber onde cê guarda essa porra?

***

Capanga chegando no esconderijo: Chefe…
Coringa: Que foi?
Capanga: Eu tô cansado pacaralho! Só trabalho nesta porra. Merda. Dou o cu aqui todo dia!

***

Jogador de basquete: Olha, meu, é um documento! Tá escrito que o batman é viado!
[...]
Batman: Não se preocupem, rapazes. Eu mesmo coloquei esse documento aí. Esse documento não prova nada, prova só que o Coringa é um filho da puta. Por falar em filho da puta, o Robin vai dar o cu pra todo mundo hoje, hein. O Robin é um viado!

***

Bruce Wayne: Clotilde. O camburão está esperando.
Clotilde: [...] Olha, eu queria trepar era com o senhor, viu? Cê não quer dar pra mim, não?
Bruce Wayne: Não, minha filha, eu não sou disso. Eu sou viado, não sei se você sabe.
Dick Grayson: É, ele é viado, cê não sabia dessa? Não te falei, não?
Bruce Wayne: Calaboca, viado!

***

Clotilde: Eu quero dar pro senhor. Vou pegar no seu pinto!
Dick Grayson: Ela pega memo, hein! Cuidado!

Tudo isso tendo, como tema de fundo, a belíssima canção Feira da Fruta, do Grupo Capote. Uma estrofe:

Entrei na feira da fruta
Pra ver o que a feira da fruta tem
Tinha laranja, morango, banana
Só não tinha a jaca do meu bem

Pérolas, pérolas. Esse vídeo é um achado. Quem quiser baixar, pode pegá-lo aqui. Tem uns 100 mb, mas vale a pena o tempo de download. Tô rindo dessa merda já tem três dias.

Questionamentos transcedentais

Diante disso aqui, tal e qual filósofos gregos e outras figuras histórias de notável capacidade cognitiva, me pego evocando aquela grande pergunta que atormenta a humanidade através dos séculos:

Que porra é essa?