Arquivos de Julho, 2004

Questionamentos transcedentais

Diante disso aqui, tal e qual filósofos gregos e outras figuras histórias de notável capacidade cognitiva, me pego evocando aquela grande pergunta que atormenta a humanidade através dos séculos:

Que porra é essa?

Textículo em uma letra

Galgou a graúda grade, o gato-pingado. Gramou o gramado, grimpou um gárgula e ganhou o gabinete do governador. Gargalhou, galhofeiro, o gaudério ganancioso. Grande garabulha: um guarda o grampeou.

Um garboso general guiou-o à gaiola. Gozou:

- Gravatão gabarola, grampamo-lo graças à garridice. Gloriosa gracinha. Gostaste?

O ganhoso grunhiu, genioso.

Claro que existem as boas notícias!

A versão cinematográfica de Sin City, uma das obras-primas de Frank Miller, está sendo produzida, levando, como co-diretores, Quentin Tarantino e o próprio Miller, cuja (curta) carreira cinematográfica inclui o excelente Robocop 2.

Essa canoa VAI virar

Sabe qual é o grande problema da DC Comics? Ela não se leva nem um pouco a sério. E, por conseqüência, caga e anda - com toda solenidade que tal ato permite - para seus leitores. É triste, mas é verdade.

Desde 1999 que a Marvel vem investindo pesado em cinema. X-Men, Hulk, Demolidor, Homem-Aranha e Justiceiro já saíram nos cinemas com produções respeitáveis. Quarteto Fantástico, Homem de Ferro e Namor estão por vir. E os executivos da empresa responsáveis pelas licenças cinematográficas sabem que o público desses filmes não é formado por criancinhas de 5 a 10 anos, mas por adolescentes e adultos também, daí a exigência de que as produções tenham roteiros bem traçados (na medida do possível), diálogos minimamente inteligentes, personagens com alguma profundidade. Enfim, a Marvel respeita seus leitores e os leigos em quadrinhos que resolvem assistir os filmes apenas por interesse nos heróis.

A DC, como eu já disse, caga solenemente nesse sentido. Parece que só se preocupa com os desenhos animados que cria (que deixam os da Marvel no chinelo, tenho que admitir), com a grana de seus produtos e em fazer algum dinheiro com filmes ridículos. McG foi seriamente cogitado para dirigir o filme do Super-Homem (e se você não sabe quem é McG é porque não viu “As Panteras”, nem “As Panteras: Detonando”, e por isso deveria dar-se por feliz), mas felizmente não emplacou, sendo sabiamente substituído por Bryan Singer (diretor de X-Men e X2); Mulher-Gato, a estrear em agosto, está fadado a ser uma bosta colossal; e eu não apostaria minhas fichas em Batman, apesar do bom cast selecionado para o filme e de todas as fotos empolgantes já divulgadas, porque odeio me decepcionar. Agora, só para que possamos dizer “só me faltava essa”, Jack Black vai interpretar o Lanterna Verde numa COMÉDIA à lá O Máskara! Triste, triste.

A venda de quadrinhos da Marvel apenas cresce, não só nos EUA, mas em todos os países em que são licenciados. A DC, entretanto, não aparenta temer sua inevitável derrocada e cada vez mais dirige-se para o limbo. Porque se eles pensam que Smallville ajuda a vender quadrinhos, estão seriamente enganados. É melhor levarem mais a sério seu público, ou correm o risco de perdê-los para os filhos do Stan Lee.

(in)Consideráveis

Ela disse que eu era imaturo. Não usou eufemismos, não fez rodeios, não tentou aliviar. Disse que eu era imaturo, exatamente assim. “Talvez tenha achado você um tanto imaturo, sim”. E ao contrário de todas as Ayezths no mIRC, de todas as Biancas se passando por Lorelais se passando por Beatrizes, de todos os anti-Pedro Nunes, aquilo me deixou pensativo. E me fez rever um monte de coisas. Porque foi tão leve, tão educado, tão desprovido de qualquer intenção ofensiva e tão natural, tão assustadoramente natural, que provavelmente era uma verdade que eu ainda não tinha percebido.

Não fiquei bravo, não fiquei magoado, não guardei rancores. Reli a frase algumas vezes, respondi o e-mail e pensei muito a respeito.

Porque quando pessoas sinceras e confiáveis dizem algo, devem ser levadas em consideração. Se alguém te ofende usando um nick pra fazer isso, correndo pras barbas dos amigos atrás de apoio ou pra fazer bonito, por que é que você vai prestar atenção, se a própria atitude mostra covardia? Pra quê esquentar a cabeça com gente que não vale um punhado de subnitrato de pó de peido?

Leve a sério quem diz as coisas na sua cara, independentemente de quão duras possam ser as críticas. Quem te elogia quando está tudo bem e te avacalha quando a coisa fede é falso.

E falsas são as críticas.

Não se leva a sério essa gente.

Dessa gente se ri.

20 de julho, o dia do amigo

Daqui a dois dias comemora-se o Dia Internacional do Amigo. Embora aqui no Brasil a data esteja relegada a segundo plano - o que é compreensível, dentre tantos feriados já existentes no calendário do país -, em países vizinhos, como o Paraguai, é motivo de comemoração tão capitalista quanto o Dia dos Namorados. Aparentemente nossos vizinhos sabem dar valor ao que é realmente importante em detrimento do que é passageiro.

Vinte de julho também é meu aniversário. Constatação que faço, surpreendentemente, sem qualquer rancor ou amargura. Não adianta lutar contra a realidade de que terei que me aturar diariamente durante os próximos anos, até que alguma coisa ou alguém dê cabo da minha vida. Nos anos anteriores, minha visão sobre mim mesmo era de crítica, desprezo. Este ano é mais de… condescendência. Não sinto a velha vontade de chutar com força o pobre do Pedro Nunes, mas de tirar o garoto da toca e deixá-lo seguir a vida adiante. Acho que está precisando pegar um pouco de sol, afinal.

Então vou, depois de 13 aniversários passados no isolamento, me reunir com amigos na terça-feira, dia 20. Vamos ` Domino’s Pizza da 504 norte, `s 18:30, e depois vamos comer um crepe (o meu sairá de graça, já que serei aniversariante). Não vamos comemorar aniversário algum, pois isso não tem nada que ser festejado. Vamos, sim, nos reunir em nome do dia do amigo.

Seria bacana se meus amigos que não foram convidados pelo telefone e que estão lendo isso aparecessem.

Espero vocês por lá. =)