


Ficarei entretido com eles durante um bom tempo. Não esperem me ver aqui com muita freqüência, pois.
Senta que lá vem a história.



Ficarei entretido com eles durante um bom tempo. Não esperem me ver aqui com muita freqüência, pois.
* porque eu sou chato pra caralho.
Pensamento Lusitano:
Eu poderia usar esse recurso do blogger, que permite modificar data e hora do post, e recolocar no ar os textos armazenados no meu HD.
Esta precária página pessoal, e talvez isso seja novidade pra alguns aqui, já está no ar - apesar das eventuais paradas para retomar o fôlego, das broncas, dos rompantes de fúria e dos chiliques - há mais de dois anos. Desde junho de 2002, pra ser mais exato.
Há uma boa leva de escritos que me agradam muito que eu retirei da net quando cansei de ter de 350 a 400 visitas por dia e concluà que a única maneira de fugir das invasões bárbaras era mudar meu nome. Então adotei um pseudônimo, criei um novo blog, apaguei esta porcaria e dei um tempo até que tudo se acalmasse. O que aconteceu, inevitavelmente.
Enfim. Estou divagando.
O fato é que há novos leitores rondando a área (e isso muito me alegra), e os neófitos não têm acesso a nada que tenha ocorrido aqui antes de abril desse ano. O que também me alegra, mas apenas em parte: embora muito do que foi escrito nas priscas eras deste blog não valha muito o tempo do leitor, alguns textos são divertidos até para mim, o crÃtico mais mordaz daqui. Daà meu eventual Ãmpeto de republicá-los como arquivos.
E eu já teria feito isso há algum tempo, não fosse o fato daquele pensamento lusitano vir sempre seguido da lógica brasileira.
Lógica brasileira:
Se eu posso publicar meus textos com a data e hora que bem me aprouver, qualquer plagiador pode fazer o mesmo!
Por ser brasileira, a lógica, invariavelmente, vem impregnada do que nos acostumamos a chamar de “esperteza”, mas que tem outro nome: canalhice. Infelizmente é preciso aprender a pensar como os canalhas para não ser pêgo de surpresa por essa classe cada vez mais numerosa. E infelizmente é fato: se eu posso colar meus escritos antigos aqui com qualquer data e hora, qualquer salafrário pode fazer o mesmo por aÃ. O fato de muitos dos meus escritos estarem registrados sob a lei de direitos autorais, graças a alguns contatos no Ministério da Cultura, já me garante o poder de exigir a retirada de qualquer coisa minha publicada sem créditos, mas é difÃcil encontrar todos os safardanas.
Por isso ainda não republiquei nada, salvo uma ou outra velharia postada na série “Há um ano”. Quanto menos oportunidades eu der para me sacanearem, menor será a probabilidade de acontecer. Então disponibilizar justamente o que me agrada seria entregar o ouro ao bandido e ainda perguntar se ele não aceita um cafézinho.
Seguindo esse raciocÃnio, acabo chegando à conclusão paranóica.
Conclusão Paranóica:
Talvez eu deva armazenar no computador e apagar todos os arquivos com mais de 4 meses!
O que até seria uma boa idéia, se não beirasse a paranóia. O desejo de proteger minha produção me leva a esse tipo de neurose. Não que eu tenha meus textos em alta conta. Sei que muitos são medÃocres, alguns são ruins e outros, péssimos. Mas, tal e qual o Dr. Frankenstein, me orgulho do que fiz. É feio mas é meu, oras!
Mas, embora ceder à neurose me pareça interessante, ainda resisto bravamente. Vai que eu acabo dando uma brecha para essa psicopatologia se instalar na minha cabeça e acabo tendo que consultar um psicólogo?
Deus me livre e guarde desses picaretas.
As pessoas, em geral, são cretinas. Nelson Rodrigues já sabia disso, muito tempo antes de eu nascer. Num tempo em que os sistemas de informação eram bem mais lentos. Num tempo em que a televisão não era tão podre e muitos dos péssimos programas atuais nem sonhavam em existir. Num tempo em que o número de pessoas que ele conhecia para poder afirmar isso era bem restrito.
E estava certo, o filho da puta. Se tivesse vivido hoje em dia, na era da internet, provavelmente teria uma sÃncope toda vez que recebesse um e-mail com propaganda, corrente, pedido de ajuda para menininhas cancerosas do Gabão ou arquivo .pps de cunho religioso ou com lição de moral.
Morreria de úlcera bem cedo se vivesse nos dias de hoje, o pobre Nelson Rodrigues.
Só porque as pessoas são cretinas. Fato incontestável. Aprenda a viver com isso ou dê um jeito de se suicidar. E cuidado: a cretinice delas é tamanha que há o risco das suas fotos pós-morte irem parar na Internet.
Esse, aliás, é o único problema da rede mundial de computadores: as pessoas. Sartre já disse que o inferno são os outros. E no mundo virtual isso é mais verdadeiro do que nunca. Não houvesse ninguém online, seria uma maravilha. As empresas de acesso à internet deviam fazer uma triagem de seus clientes. Uma análise psicológica apurada em todos eles. Quem tivesse tendência a se mostrar um pé-no-saco seria banido eternamente do convÃvio cibernético. Implantariam um chip na pessoa que derrubaria qualquer conexão assim que ela colocasse a mão no mouse. Isso, sim, seria uma utopia.
Veja o Orkut, por exemplo. O novo ponto de encontro pra todo mundo que não tem um pingo de bom-senso e se dá o direito de atazanar os outros por se achar muito engraçado, inteligente ou por não ter um pingo de semancol mesmo. A moda lá, agora, é ir ao scrapbook alheio pra deixar recadinhos de natal/ano-novo cheios de desenhinhos e frescurites do gênero. Sintoma clássico de uma doença que assola a humanidade desde seus primórdios: paunocuzice crônica.
Como eu disse, é preciso aprender a lidar com a paunocuzice alheia. Você um dia pode ter a sua, quem é que sabe? Paciência é a chave para lidar com os paunocu. O que eu faço, quando um deles se manifesta no meu profile, é deletar a bela mensagem e ir até o scrap do pobre adoentado deixar uma resposta singela:
“Eu desejo que seu natal e ano-novo sejam repletos de bom-senso, e que você perceba que esses desenhinhos de scrapbook são de uma cafonice sem igual. Além de serem irritantes pra caralho.
Bicotas.”
Uma leve injeção de bom-senso talvez possa levá-los a repensar seus atos estúpidos. Isso, claro, é o que diriam os crédulos. Como sou um orgulhoso representante da Escola Cética, duvido muito. Cuspo bom-senso nesses insetos apenas porque é divertido. Eles costumam te taxar de mau-educado quando você faz isso.
Como se fossem a fina flor da educação, invadindo o seu espaço com modismos esdrúxulos…
Conversava com o estranho há apenas 20 minutos, e ele veio com aquela:
- Se você colocasse a mão no bolso esquerdo da minha calça, garanto que iria se espantar.
Ela fingiu alguma indignação, mas não muita. A abordagem direta pouco usual agradou. Durante a conversa, eventualmente descia os olhos para as calças do rapaz e constatava haver do lado esquerdo um volume maior do que o costumeiro. Sua ansiedade crescia. Queria sentir o espanto.
A conversa não demorou muito mais. Atracaram-se furiosamente. Ela escorregou as mãos para a cintura dele e de lá direto para a algibeira esquerda. Sentiu algo se mover. Segurou e puxou para fora um ratinho branco de olhos vermelhos redondos e curiosos.
Espantou-se.
Pedro, El Nuñes diz:
Eu não tenho hahaha
Vi no Ratinho já tem um tempão.(…)
Adélia diz:
hauhauhuahuhauhauhuahuhauhauhauhauhauha
Adélia diz:
pooooooowww
(…)
Adélia diz:
vc assiste ratinho????????????????
(…)
Pedro, El Nuñes diz:
Eventualmente. É massa. =)
Adélia diz:
hauhuahuauhauhuaha
Adélia diz:
eu nem lembro a ultima vez q assisti
Pedro, El Nuñes diz:
É o programa mais ZOADO da TV aberta. E o melhor é que o ratinho SABE disso e não tenta dar ares de “programa sério” à quilo.
Pedro, El Nuñes diz:
É só putaria.
(…)
Pedro, El Nuñes diz:
Onde mais na TV você pode ver um anão vestido de super-homem, um magricela vestido de flash e um gordão de maiô correndo ao redor de duas mulheres que querem arrancar a jugular uma da outra?
Pedro, El Nuñes diz:
Se isso não é entretenimento de qualidade, não sei mais o que é!
Adélia diz:
hauhuahuhauauuahuaha
(…)
Pedro, El Nuñes diz:
Você se incomoda se eu colocar no utopia um trecho dessa nossa conversa extremamente informativa?
Adélia diz:
hauauhuhauhauh
Adélia diz:
claro q n
- …então eu só tomo o meu nescau se for com duas colherinhas de açúcar. E leite gelado!
- Que legal. Eu também.
- Sério?
- Sério. Não gosto de leite quente.
- Puxa, nem eu. E só tomo no meu copo. Eu tenho um copo preferido lá em casa, sabe?
- Eu também. E sempre tem alguém que quer tomar café com o meu copo.
- Ah, lá em casa também!
- Por isso eu tenho um lugar lá em casa, nos armários, que só eu conheço, onde eu escondo minhas coisas. Prato, talheres, meu copo…
- Eu também faço isso!
- …e tenho o meu lugar preferido na casa, onde eu vou pra tomar meu café da manhã sozinho e ficar olhando pro tempo, pensando na vida.
- Nossa! Eu também gosto de tomar café da manhã assim. Se for ao ar livre, tanto melhor.
- É, eu também adoro tomar café ao ar livre.
- Puxa, nós temos muitas semelhanças!
- É, né?
- Muito legal isso.
- É verdade.
- Qual é seu signo?
- …
- Hein?
- Eu sou de ofiúco. E você?
- …
- E você?
- Qual é o seu signo, que eu não ouvi direito?
- Ofiúco.
- Ofiúco?
- É. Ofiúco.
- De que horóscopo é isso? Grego?
- Não. Do horóscopo normal, ué. Aquele que sai no jornal.
- Ofiúco?
- É.
- Fala sério.
- É sério.
- Esse signo não existe.
- Claro que existe.
- Eu nunca ouvi falar.
- Nunca ouviu falar?
- Não.
- Você é uma ignorante.
- E você é um grosso.
- Você que é apertadinha.
- Adeus.
- Já vai tarde.