Archive for Janeiro, 2005

Deixai vir a mim!

Na iminência de receber um computador novinho em folha, já me preparo para tudo o que virá com essa aquisição.

GTA Vice City, GTA San Andreas, Flight Simulator, SimCity 4000, Half Life 2, The Sims 2, Homem-Aranha 1 e 2, Warcraft 3, Diablo 2, NFS Underground, Battlefield 1942, Counter Strike, Lineages, etc, etc, etc, etc…

Bem que dizem que a felicidade está nas coisas simples da vida.

[Atualização]
Já que nêgo fica me perguntando, aqui vão informações sobre o novo aparato:
Processador AMD Sempron 2500 Box, placa mãe Asus A7V8X-X, placa de vídeo Radeon 128 mb ATI 9600 Pro, módulo de memória 512 mb PC 400 DDR, HD de 80GB.

Ah, o filho pródigo!

Adendo necessário ao post anterior

tardio. Adj. 1. Que vem fora de tempo; serôdio (uia!)

Eu tô numa boa. Essa nota final, por ser TARDIA, se refere a um relacionamento antigo. Nada a ver com o atual.

Nota final tardia

Engraçado que o ponto final foi colocado por desistência. Desistência da minha parte, claro, já que você - embora não tenha sido honesta o suficiente pra mandar a real e dizer tudo claramente - já tinha desistido há muito tempo. Mas você tinha razão em fingir que nada acontecera, já que aquilo sequer deveria ter começado.

Vou te dizer o que me deixa puto, hoje em dia, quando penso no fato: suas mentiras.

Você mentiu pra caralho. Nada daquelas mentiras comuns, do tipo “não, não tenho saído com ninguém”. Não ligo pra esse tipo de bobagem, nunca liguei. Suas mentiras eram piores. Muito mais torpes, muito, muito mais baixas. Ficavam na linha do “ainda gosto de você”.

Manja aqueles iô-iôs de silicone que viraram febre um tempo atrás? Que você puxa pra si com violência, dá um tapa pra repelir, puxa violentamente de volta, repele mais uma vez, e assim sucessivamente? Foi o que você fez comigo.

Claro que eu não enxerguei dessa maneira na época, ou teria - perdão pela grosseria, mas me conheço e seria bem assim mesmo - te mandado tomar no cu. Sem meias-palavras, porque eu sempre fui a parte sincera da dupla. Você só mentia.

Você ainda lembra das suas desculpas pra não me ver? Dizia que não queria sofrer e blá, blá, blá. Era estranho você dizer que gostava de mim e em seguida emendar com um “mas não quero te ver pra não sofrer”. Isso me faz levantar duas hipóteses:

1) Eu tenho um quê de torturador que te fazia sentir ímpetos de me pedir pra derramar cêra quente nas suas costas, enfiar agulhas sob suas unhas e te deixar imobilizada por 24 horas sob uma goteira; ou

2) Você gostava tanto, mas tanto de se fazer de vítima, era tão apegada sua mania de bancar a sofredora que se permitir alguns momentos de diversão comigo ia contra essa sua postura choramingas.

Mas não era nada disso. O que você nunca teve foi coragem pra falar sério comigo e dizer, numa boa, que eu não era o que você pensava ou qualquer coisa assim. Isso eu teria entendido e superado bem rápido.

Porra, que tipo de trouxa eu era pra não enxergar, nessa desculpinha mais furada que peneira de garimpeiro, o “não quero nada contigo” que estava implícito? Que tipo de idiota eu fui?

O pior tipo: o trouxa apaixonado. Puta palavra piegas, mas é verdade. Fazer o quê?

Mas acho que eu tive sorte, de todo modo. A cada vez que você me atraía com aquele seu jeito irresistivelmente adorável e depois me repelia com um draminha ridículo - do qual eu deveria rir, mas que me deixava muito preocupado - eu ficava com uma guria qualquer, numa tentativa vã de esquecer sua existência ou substituir o sentimento que tinha por você.

Placebos, placebos.

Há algum tempo eu me arrependia de ter dado atenção a boa parte delas, mas hoje em dia isso passou, em parte: elas não queriam porra nenhuma comigo, assim como você também não. Me acostumar rejeição imediata delas me ajudou a conviver com sua rejeição lenta.

Mas respeito mais elas do que você, já que elas foram sinceras. Você me fez de palhaço. Óbvio que a culpa não é só sua. Em boa parte é minha. Se eu não tivesse deixado, se tivesse te dado logo uma dura e dito pra você parar de viadagem, se tivesse te mandado cagar ou desocupar a moita, o processo teria sido bem mais ágil.

Não tive peito pra tanto, na época. Uma pena. Assim meu sentimento por você não teria passado por todas as etapas que passou até evaporar completamente. Depois de um tempo meus pensamentos sobre você eram repletos de mágoa. Mas isso passou.

Depois eram raivosos. Mas isso também já foi embora.

Hoje em dia, ao pensar em você, só me ocorre uma coisa: não somos conhecidos, colegas, amigos… não somos nada. Eu ignoro sua existência.

Fico meio triste quando noto o que tudo virou, porque é chato que um sentimento tão bacana quanto o que eu tinha por você acabe se tornando um vácuo. Mas não sou a primeira nem a última pessoa no planeta a carregar o arrependimento por ter dado atenção demais a quem não merecia.

E posso viver com isso numa boa.

A minha ausência me incomoda

O título esquisito pode dar a entender que ando ausente de mim mesmo, o que é impossível. Não entro nessa de viagens extracorpóreas, até porque esse tipo de coisa não existe aos olhos do cético que vos fala. Enfim.

Minha ausência aqui, neste blog, me incomoda.

Juro que gostaria de escrever mais, de fazer um texto por dia, ou dois, quem sabe três, por que não quatro? Ou vinte, talvez, como ocorria nas priscas eras desta página? Juro que o que eu mais queria era aparecer aqui com mais freqüência, mas não dá, porque… porque…

Bom, porque estou mentindo.
Não escrevo com mais freqüência porque não quero.
Até tenho umas anotações aqui pra desenvolver, mas quem disse que me apetece?

A preguiça é uma desgraça, em verdade, em verdade vos digo.

Pronunciamento oficial da Diretoria:

OFÍCIO n.º 4815/05

Amigos e Irmãos.
Namastê.
Paz e Luz.

Recebemos, hoje pela manhã, correspondência oficial de nosso Diretor, Redator e Hortifrutigranjeiro, Pedro El Nuñes. Havia, dentre outras, reclamações pertinentes à nossa administração desta abrupta página pessoal. Nas palavras de nosso Guru, Tesoureiro e Mestre-sala, Pedro El Nuñes, nossas atitudes para com este amendoado blog têm sido, na melhor das hipóteses, negligentes.

Esta Diretoria, portanto, vem a público fazer uso de seu direito de resposta, assegurado na Constituição da República Federativa do Brasil, em algum inciso de algum artigo que não sabemos dizer qual é:

SABENDO que comentários que têm como único objetivo pedir visitas e/ou links são grandes causadores de desconforto para Pedro El Nuñes, Líder, Mulambento e Playmobil desta reveillônica página pessoal;

SABENDO que é função desta Diretoria dar cabo de tais comentários antes que estes possam causar delíquios em Pedro, El Nuñes, Presidente, Carrapicho e Idiossincrático deste natalino blog;

SABENDO que zelar pela boa saúde mental do Escritor, Corretor e Rabisquento deste sítio cibernético faz parte das atribuições deste Corpo Administrativo, segundo explicitado no Regimento Interno Utópico Diluculante, em algum inciso de algum artigo que não queremos inventar agora;

Concluímos que realmente fizemos um trabalho de merda.

Tal falha, entretanto, deveu-se a tentativas desta Diretoria de criar, na página, um clima mais amigável, bacana, bonitinho, bonzinho e afetuoso.

Adiantamos, porém, que retornaremos ao nosso estilo de Eras Pregressas. Para tanto, faremos uso de determinadas ferramentas que foram consideradas obsoletas, mas que, diante da necessidade, terão que voltar à ativa. Seguem abaixo:

Agradecemos, desde já, por todas as pedras, petardos e impropérios que receberemos por nossa atitude socialmente desajustada.

Subscrevemos com nossas mais sinceras felicitações.

Sem mais,

Pedro, El Nuñes e Diretoria
Respectivamente Xique-Xique, Cangaceiro e Carcará desta Caatinguenta Página Pessoal e Diretoria