* Odeio esse termo.
Vagabond vai deixar de ser publicada só por alguns meses, segundo a Conrad. Mas eu sou macaco velho com essas coisas e, via de regra, quando uma revista pára de ser publicada, geralmente não volta mais s bancas. Acho que a única exceção que eu vi a isso foi Yuyu Hakusho.
Espero que o Takehiko Inoue continue o que começou. Apesar dessa parada ser boa - desde que seja momentânea - pro meu bolso, já que serão R$ 6,30 a menos nos meus gastos mensais, lamento profundamente que uma das duas revistas que me fizeram retomar o gosto pelos quadrinhos deixe o mercado.
Na verdade, na verdade MESMO, eu tô é doido pra ver o Kojiro descer o sarrafo no Ito Ittosai, o Musashi baixar o cacete nos Yoshiokas, os dois saírem na porrada e o Matahachi se foder bonitamente*.
Maldita ansiedade.
Published on Quinta-feira, 5/5/2005 .
Tava lendo aqui uns textos do utopia de 2002 e resolvi.
Amanhã vou (tentar) voltar a escrever aqui de 35 em 35 minutos (em média).
Convenhamos, não é tão difícil.
É isso aí.
É só ter um teclado mão e uma idéia mal-resolvida na cabeça. E pronto.
Eu tenho certeza que consigo fazer aqueles textos curtos com pensamentos estúpidos, dizendo um monte de asneiras que um monte de gente vai achar lindo.
É fácil, tô dizendo.
Amanhã.
- Será um lindo diaaa…
JÁ MANDEI CALAR A BOCA, FILHO DA PUTA!
Published on Quarta-feira, 4/5/2005 .
O despertador tocou às 6:35 da manhã, como fizera nos últimos 40 anos. Mas ele não levantou. Era o primeiro dia de sua vida de aposentado. O primeiro dia do resto de sua vida.
Abraçou o travesseiro, disposto a dormir um pouco mais. Sentiu o calor da cama, a maciez do colchão. Ah, como desejara aquele pequeno prazer… pensou que sua vida poderia terminar ali!
Acordou horas depois. Espreguiçou longamente. Resolveu ler o jornal sentado na privada. Muito melhor do que apenas passar os olhos apressadamente sobre o periódico on-line sentado na cadeira do escritório. Degustou a futilidade da coluna de fofocas enquanto evacuava. Como vivera tanto sem aquele pequeno luxo? Sentiu-se pleno e pensou que sua vida poderia terminar ali…
Tomou um banho longo, lavou cada parte do corpo como se banhasse um recém-nascido. Sentiu a água quente cair na cabeça, abrir caminho entre os cabelos e escorrer pelo rosto, ombros e peito. Fez tudo sem pressa nenhuma. Como nunca aproveitara seus banhos? Curtiu a sensação da água morna limpando seu corpo e pensou que sua vida poderia terminar ali…
Preparou seu café da manhã. Misto-quente e torradas com geléia de goiaba e suco de maçã - seu preferido. Tudo feito lenta e meticulosamente, sem atropelos. Saboreou o alimento de olhos fechados, gemendo de prazer gastronômico. Era praticamente um protagonista de comercial de margarina. Pensou que sua vida poderia terminar ali…
Saiu para caminhar, disposto a respirar ar fresco, ouvir o canto dos pássaros e sentir o aconchegante calor do sol matinal. Passou por crianças que conversavam a caminho do colégio, por jovens praticando esportes e por idosos passeando com cachorros. Cumprimentou cada um como se fossem seus mais caros amigos. Sentiu-se um membro da comunidade e pensou que sua vida poderia terminar ali…
Foi atropelado por um caminhão de verduras a 3 quadras de casa e sua vida terminou ali.
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