Arquivos de Junho, 2005

Nota mental (agora uma nota escrita)

Desenvolver:
- As palavras da vez
- Nosso mau-gosto de ontem visto hoje e o de hoje visto amanhã
- O mais recente acústico MTV, intitulado “Bandas Gaúchas” (que eu chamaria de “várias porcarias”).
- O “ou não” e suas aplicações na física quântica.

E antes que vocês perguntem, achei melhor escrever um lembrete para não esquecer dos tópicos e desenvolvê-los depois porque não tive paciência pra redigi-los agora. E quem manda nessa budega (ainda) sou eu.

É isso aí.

::UTOPIA DILUCULAR::
Não é ditadura, é “manutenção da ordem”!

O desespero da (falta de) inspiração

Marco Aurélio nunca foi um sujeito muito apegado à verdade. Aliás, é reconhecidamente um grande mentiroso! Não sei se vocês sabem, mas aqueles textos do Balde de Gelo… ih, tudo mentira. Ele inventou aquilo lá junto com uma AMIGA (pois ele nunca foi casado). Ele não tem uma coleção de vinis. NEM UM BALDE DE GELO ELE TEM!

E podem acreditar em mim, pois já estive na casa dele.

Agora, entretanto, a coisa chegou a níveis imperdoáveis. Antes eu mantinha minha boca fechada e fazia vista grossa pra esses deslizes do cara, porque, pô, é meu amigo e tal, mas agora não dá mais: ao se dar conta da gravidade de sua atual falta de inspiração, ele resolveu apelar dizendo que viu um anão japonês numa parada de ônibus.

Balela, meus caros leitores. Balela da grossa.

Todo mundo sabe que “anão japonês” é um paradoxo. Anões são criaturas bem-dotadas, portadoras de mastruços opulentos e intimidadores. Japoneses, por outro lado, são notórios por sua capacidade genética de fazer tudo pequenininho. Se é que me entendem.

Um anão japonês, então, é um ser mitológico. Inviável. O próximo passo do nosso amigo Marco é ser abordado por aliens procurando o caminho mais curto pra Rua dos Bobos, n.º 0.

Oras, Corélio, faça-nos um favor: pare com essas invencionices infantilóides e vá parodiar a bíblia, que é o que você faz melhor!

::UTOPIA DILUCULAR::
Nosso compromisso é com a verdade!

Há (quase) dois anos…

Merchandising
Parmalat
Fim do Merchandising

O que você vê aí em cima? Caixas de leite longa vida, certo?

Tudo que é feito pode ser usado de forma mais ou menos prática. Caixas de leite longa vida não são exceção.
A maneira mais prática, em geral, é uma só. Já as formas menos práticas costumam ser inúmeras. A forma mais prática tem embasamento, explicação racional, demonstração convincente de sua utilidade. As formas menos práticas são aquelas das quais as pessoas menos inteligentes - e, por conseqüência, sem grande capacidade de raciocínio lógico - fazem uso.

Pois bem. Você usa uma caixa de leite longa vida de forma prática quando corta as duas orelhas dela. Levanta as duas pontas e corta. Perceba que quando você corta apenas uma ponta a caixa engasga ao servir o leite, ou seja, assim que você reduz a inclinação do objeto e o leite pára de cair, o ar entra em grande fluxo. Se o vasilhame estiver quase vazio, isso não é problema. Se estiver quase cheio, isso gera lambança. Além do mais, se você corta apenas uma ponta, precisa apertar a caixa pro leite sair a contento.

Agora corte as duas orelhas e perceba: à medida que o líquido sai por um lado, o ar entra por outro, fazendo assim com que o leite não derrame e aumentando o seu controle da situação. Ao mesmo tempo, não é necessário apertar a caixa, pois o conteúdo sai assim que se dá ao invólucro a inclinação necessária. Simples. Prático. Viu?

Mas aqui em casa, se eu corto as duas orelhas da caixa, logo algum imbecil reclama:

- Imimimi… eu apertei a caixa e o leite saiu pelas duas pontas… imimimi…

Os idiotas da minha família sentem necessidade de apertar algo pra extrair leite.

Vou comprar uma vaca e deixar ali na área de serviço.