Arquivos mensais para July, 2005

Tops

Peguei isso aqui com a Fer, que pegou com esse cara, que pegou com esse, que… bom, vocês entenderam. Uma daquelas coisas que é difícil saber onde começa e mais difícil ainda saber onde vai acabar.

Igual suruba.

Vamos à bagaça:

1. Melhores filmes dos últimos anos:
(CAZZO! Essa é difícil. Mas dos últimos QUANTOS anos? Pode ser dos últimos 100?)

- E aí, meu irmão, cadê você?
- Sin City (vi ontem!!!)
- O filho da noiva
- Madagascar (FODÃO!)
- Estrada para perdição
- Reviravolta
- Efeito Borboleta
- Os Incríveis
- Homem-Aranha 2 (”ai, filme comercial, credo!” RATOMÁN’MEID’SEUCU!)
- Um sonho de liberdade
- Dia de treinamento
- Círculo de Fogo
- Filme do bateman (Mai comé que pode sê verdade uma pôrra dessa, heim? Me explica essa porra!)
- O Homem que Copiava
- Cidade de deus

Achei o número 2 lá no nababu:
2. Filme “da vida”:

Esse é difícil. Deixa eu ver…
Certo. Só podia ser: Três homens em conflito!

3. Atores com pujança:
(vou copiar a lista da Fer - ô bom gosto cinematográfico que tem essa guria! - e adicionar mais alguns)

- Christopher Walken (”I hid this uncomfortable piece of metal up my ass for two years!” - um cara que diz isso sem esboçar qualquer constrangimento merece dois Oscar)
- Benicio Del Toro
- Edward Norton
- Jim Carrey
- Tom Hanks
- Morgan Freeman
- Tim Robbins
- Sean Penn
- Jack Nicholson
- Jude Law
- Johnny Depp

4. Atrizes de mão cheia:

- Naomi Watts
- Natalie Portman
- Scarlett Johanson (muito boa de serviço, mas não sei que grande beleza - fora aqueles peitos fenomenais - as pessoas vêem nessa feinha engraçadinha)
- Christina Ricci
- Toni Collette
- Mila Jovovich
- Jessica Alba (não é que ela seja uma boa atriz, mas… bem, ela é particularmente GOSTOSA!)

5. O meu musical:

Cantando na Chuva

6. Realizador(es) com ‘r’ grande:

- Tim Burton
- Quentin Tarantino
- Guy Ritchie
- Robert Rodriguez
- Clint Eastwood
- Pixar
- Jorge Furtado
- Sam Raimi

7. Lanço o testemunho a outros cinco blogueiros lá pra casa do caralho!
Quem quiser copiar e responder em seu próprio blog, fique à vontade.
Quem não tiver blog e quiser responder na caixa de comentários, NÃO RESPONDA NA MINHA! Use… sei lá, a do Marco Aurélio.

A roupa do rei

Sabe aquelas comunidades do orkut sobre gente que lê os recados alheios? Então.

Eu não faço isso, até porque nêgo diz muita merda nessas páginas de recados e eu não tenho paciência com bobagens. Vira e mexe vou deixar mensagem pra algum amigo e acabo retrucando alguma asneira que outra pessoa disse, simplesmente porque não consigo ficar quieto ao ler um lusitanismo daqueles.

Pense numa pessoa agradável!

Mas eu gosto de abrir as páginas de amigos dos meus conhecidos e ir verificando, meio que aleatoriamente, os perfis das pessoas presentes ali. Depois verifico os perfis dos amigos dos amigos e por aí vai… bem coisa de quem não tem o que fazer, eu sei.

Dia desses me deparei com um fato intrigante. Cheguei até um sujeito que sofre do que batizei de Síndrome de Paulo Coelho (o Daniel Lima certa vez chamou característica semelhante de “Perdigotos Filosóficos”, que é um ótimo nome, mas não sei se poderia se encaixar nesse caso): o sujeito escreve (aparentemente) muito bonito, mas o fato é que, na verdade, não diz coisa alguma.

Pra algum leitor desavisado, tudo aquilo ali na descrição dele soa altamente poético, tão carregado de subjetividade, de uma profundidade tal, que a interpretação fica a critério de quem lê. Coisa fina mesmo. Já para qualquer um que tenha o mínimo conhecimento da língua portuguesa e saiba o significado das palavras com mais de 4 sílabas que ele tanto gosta de usar, fica claro que o texto é praticamente uma versão “intimista” do Gerador de Lero-Lero: é bonito pra caralho, mas sofre de uma total carência de significado.

Quero dizer, eu não sou um gênio, mas também não sou um retardado. Se leio três orações e não consigo entender patavina, convenhamos, é porque não tem nada escrito ali. São palavras aleatórias alinhadas na mesma sentença, coisa fácil de fazer, já que “as improbabilidades estéticas, exauridas de infindável reflexividade e absortas por estremecimentos fugazes, então alimentam a extrapolação minimalista dos dissabores destrutivos”.

Viu? O próprio título do blog, Utopia Dilucular, tá aí pra provar que qualquer seqüência de duas palavras complexas pode formar uma expressão de suposto cunho poético. Embora o nome desse blog seja bonito pra caralho, foi escolhido ao acaso, enquanto eu folheava um dicionário.

Fazer um texto “bonito” é simples assim.

De todo modo, cada um faz uso das armas que quiser pra comer as menininhas. Não sou eu aquele que pagava de intelectual? Pois então.

O que mais me surpreendeu, porém, não foi o belo-embora-vazio português do cara, de modo algum. Já li uns relatórios, quando ajudava meu pai em um esquema do Fome Zero, que faziam essa tática dele parecer amadorismo barato. O que circula de coisa complexa-porém-vazia no governo é de fazer cair o queixo até dos mais fleumáticos. O que realmente me espantou foram os depoimentos sobre o sujeito: TODOS estão escritos em português semelhante (e vejam, estou ignorando aqui o alto teor de pederastia contido em vários deles). TODOS!

Daí me surge a grande questão: afinal de contas, esse povo REALMENTE se entende? Quero dizer, eles conseguem compreender as idéias (???) contidas nas sopas de palavras mal-arranjadas pelos outros?

Ou é um relacionamento baseado pura e simplesmente na lei da roupa do rei? Tipo “veja, não entendo PORRA NENHUMA do que você escreve, mas prefiro exaltar seus textos ininteligíveis a admitir uma suposta ignorância da minha parte, então BRAVO! BRAVO!”.

Procurei uma maneira de entrar em contato com ele, porque queria dizer “cara, eu não entendo uma vírgula do que você escreve! Dá pra me explicar o que você quer dizer com isso aqui, isso aqui e isso aqui?”. Menos por qualquer tipo de implicância ou revanchismo do que pela curiosidade legítima de saber se ele realmente tem noção das coisas que diz.

Mas não havia nenhuma forma de falar com ele.
O que é uma pena: essa, sim, seria uma conversa interessante!

Água fria

A freqüência com que meus sonhos têm me acordado esses dias está acima do normal. Fico em dúvida se é o sinal da idade chegando ou se é só coisa de momento.

E veja só, tenho meros 24 anos e já fico me queixando da idade, como se tivesse 74. Tô parecendo aquelas pessoas de 30, 30 e poucos que ficam se dizendo velhas.

Coisa ridícula!

Se bem que eu me digo velho desde os 13.
Mas isso só torna tudo MAIS ridículo.

Melhor eu parar por aqui… deixa ver se consigo escrever algo que preste (mas acho difícil, já que não há precedentes desse acontecimento).

Levanta pra cair de novo!

Por volta de 1995 (ou talvez fosse 1994… hm…), como um prelúdio para o que viria a seguir, como um aviso de “vejam só, vamos naufragar com esta merda, a indústria de quadrinhos está prestes a ir ao fundo do poço e cavar mais 30 metros”, o pessoal da DC Comics resolveu que seria uma boa matar o Super-Homem. Claro que era querer demais que eles, já que iriam partir para tal cretinice, simplesmente usassem um inimigo já existente, como Lex Luthor ou Brainiac ou qualquer outro sujeito desses. Não.

Se iam fazer merda, tinham que fazer direito. E aí criaram um sujeito novo. Apocalipse.

O personagem em si não era ruim, a história tampouco. A falta de seriedade com que trataram um assunto tão importante como a morte do maior marco da história dos quadrinhos, isso, sim, foi um chute nos colhões muito, muito bem aplicado.De todo modo, o azulão - como era de se esperar da DC - voltou meses depois, numa outra trama que não merece grandes ressalvas (apesar de ter aberto as portas para o genial Crepúsculo Esmeralda que, por sua vez, foi o ponto de partida para a grande porcaria que se mostrou Zero Hora) e que introduziu mais personagens dispensáveis. E o escoteiro acabou por encarar o Apocalipse novamente, numa outra história que, tal e qual as duas anteriores, não foi lá grandes coisas.

Claro que, pros padrões do Super, foram grandes histórias.

O fato é que ficamos sabendo depois, nessa terceira história, da característica mais interessante a respeito do Apocalipse: ele “não podia” ser morto (na DC NINGUÉM pode, até que o editor-chefe prove o contrário, mas enfim). Ele podia levar um sacode servido, cair aparentemente morto por meses, anos, talvez, mas iria se recuperar e voltar a sair por aí matando tudo o que se movesse, com um diferencial: seria imune a tudo aquilo que tivesse conseguido a proeza de feri-lo em sua “última morte”.

Bom, é a DC. Temos que relevar.

Uma habilidade notável, essa de se imunizar contra o que já te feriu antes. O tipo de coisa que é preciso desenvolver. Claro que isso não significa, em absoluto, que alguém que tenha sido atropelado por uma betoneira - e sobrevivido, já que milagres acontecem - deve sair por aí ignorando o tráfego e caminhando pelo asfalto como se fosse invencível. Mas acho que desilusões e mágoas criam uma certa capa protetora em torno das pessoas que as impedem de viver aquele sentimento de desgraça final que se tem diante de alguns fatos particularmente desagradáveis.

Não é bem o lance do Nietzsche de “o que não me mata me torna mais forte” (frase da qual eu discordo, em parte graças ao exemplo do caminhão), mas também não deixa de ser.

É interessante ver que, apesar de estar longe do ideal, alcancei um grau de isolamento e abstração, com relação a determinados problemas, que beira o zen. Óbvio que não foi à toa: o ano passado foi especialmente severo comigo em alguns pontos e esse começo de 2005 também não deu muita trégua. De todo modo, cheio de cicatrizes e hematomas, pisoteado, cuspido e ainda com lama até o pescoço, toco o barco adiante e ligo o botão de foda-se.

Os problemas, afinal, servem pra isso: são a bateria mais eficiente que existe para o campo de foda-se natural que todo ser humano tem (mas que poucos sabem, de fato, ligar). Se, depois de algum tempo, você consegue ver os murros na cara do passado como um tapinha nas costas, um “vai por ali, ó, que é o caminho certo”, parabéns!

Seu foda-se está ligado e funcionando a contento.
Claro que isso não funciona para murros na cara REAIS, ok? Eles SEMPRE vão quebrar seu nariz, não existe imunidade a isso. Só achei que devia ressaltar.

Finalmente!

Emile Zola - Germinal

Consegui, depois de quase um mês, terminar de ler o famigerado Germinal (não foi exatamente ESSE aí em cima, não, mas é que não consegui encontrar uma imagem da capa do livro que tenho aqui e também não tava a fim de escanear, por pura preguiça, e… enfim)! Bom pra caralho. Leiam, fulanos. Leiam! As primeiras vinte páginas serão meio sofridas, dado o teor descritivo do começo do texto. Mas depois o autor engata a segunda e a narrativa corre muito mais dinâmica. O mais legal é a capacidade do autor de narrar a mesma situação de duas perspectivas diferentes. Gostei tanto que agora quero ver o filme, apesar de ser francês e eu ter os dois pés atrás com filmes franceses, desde fiascos como Amelie Poulain e Pacto dos Lobos. Vou dar um pulo ali na locadora pra ver se encontro.

Só pra constar

Meu sumiço é apenas momentâneo, apesar de estar sendo um momento dos grandes, ok? Não abandonei o blog de vez, só pareço ter feito isso.

Devo voltar depois, quando pensar em algo, quando sentir vontade, quando escrever qualquer coisa e concluir, depois de analisar o resultado, que aquelas palavras não contém qualquer indício de sentimentalismo barato.

No mais, tudo tem andado na mais perfeita ordem, se você considerar que a mais perfeita ordem é a presença ininterrupta das leis de Murphy, sempre levando tudo por água abaixo quando menos se espera.