Arquivos mensais para August, 2005

Dizem por aí que continua lindo… (eu tenho cá minhas ressalvas)

Acidente de avião é um negócio esquisito. Passa-se meses sem ouvir falar em nenhum e de repente essas porras começam a cair de tudo quanto é lado, como um enxame de abelhas que recebeu uma dose bem aplicada de baygon. Estamos numa época dessas.

Considerando que meu sobrenome é Perigo (Nunes é apelido), resolvi voar um pouco, pra desafiar as leis da probabilidade (e da gravidade, mas essas aí ninguém respeita mais). Amanhã vou ao Rio de Janeiro. Volto domingo.

Então, se eu não escrever mais essa semana, não é por falta de vontade (como costuma ser em todos os outros dias), mas é porque não vou estar aqui, e não estando aqui fica difícil eu fazer alguma coisa… aqui. Deu pra entender? Beleza.

Então é isso.

Dad’n'Me

Esse aqui é, disparado, o melhor jogo em flash que eu vi nos últimos tempos, em todos os aspectos: jogabilidade, trilha sonora, efeitos sonoros, conceito…

Aliás, tem UM defeito, mas só um: é muito curto. Eu poderia jogar horas disso.

Doom

Por mais que exista gente por aí com mania de dizer que sexo é a ferramenta que move o mundo, qualquer um que passe três minutos (sério, já cronometrei) refletindo sobre o assunto vai perceber que, na verdade, a força motriz da humanidade é a violência. Os mais apegados à teoria do sexo como alavanca histórica hão de torcer o nariz para essa afirmação, mas o que posso fazer se a verdade está aí, na cara de quem quiser ver? Pare para analisar! Se o sexo fosse mesmo o mais importante engenho social, as maiores obras já produzidas pelo cinema seriam De Quatro No Trilho, Um Jumento Em Minha Cama e Buttman em Amsterdã. Aliás, John Stagliano seria o maior cineasta da atualidade. Em contrapartida, os livros de história não tratariam de coisas como a Guerra dos 100 anos ou a Batalha das Termópilas: estudaríamos, em primeiro lugar, a cultura sexual dos gregos e a crescente repressão da libido após a tomada do poder pela igreja católica.

Felizmente (???), entretanto, nossa sociedade acha muito mais aceitável passar fogo em determinados grupos étnicos/classes sociais do que fazer um surubão envolvendo chefes de estado, prostitutas e transeuntes escolhidos ao acaso. Mas divago.

O fato é que na década passada, mais precisamente em 1993, essa nossa cultura de violência deu a uns caras na ID Software a genial idéia de fazer um jogo que superasse o já ultrapassado (na época) Wolfenstein 3D. E aí criaram Doom!

Doom

Aliás, já começo me corrigindo: Doom não foi só “genial”, Doom foi MAGNÍFICO. Depois de conceber o jogo, o criador poderia morrer sabendo que havia deixado um legado insuperável para a humanidade. Embora não tenha sido Doom a introduzir o sistema de jogo de tiro em primeira pessoa, crédito que vai para o Wolfenstein 3D, ele refinou o estilo. Enquanto o Wolfenstein trazia ambientes iguais, som mono e mapas planos, Doom vinha com mapas de níveis diferenciados (alguns com 3 ou 4 andares), ambientes heterogêneos (com altura, iluminação e texturas diferentes) e som estéreo (era possível saber de onde vinha seu inimigo, esquerda ou direita, e ter uma idéia da distância em que ele se encontrava).

Doom foi mesmo um divisor de águas no mundo dos games. Não à toa, o jogo CRIOU a classificação “doom style”, já que o mercado foi tomado por imitações. Algumas delas eram realmente interessantes e, em determinados aspectos, superaram o predecessor (como Duke Nuken 3D, por exemplo). Outras não valiam nada.

Embora o jogo tenha se tornado controverso logo após seu lançamento, devido à enorme carga de carnificina que carregava (e sua história com boas doses de satanismo), foi sucesso imediato e faz sucesso até hoje, apesar de estar obsoleto. Convenhamos: em tempos de Playstation 2 e gráficos REALMENTE 3D, com profundidade e nuances de luz e sombra, um jogo pixelizado, apesar de ainda oferecer diversão, não é exatamente um deleite para os olhos. Por isso a ID Software tratou de lançar o Doom 3, meio que um “remake” do jogo original. Dessa vez, pasmem!, o jogo tem até história!

(E dá medo pra caralho!)

De todo modo, apesar de sua nova versão estar em alta, o primeiro Doom não foi esquecido. Tanto que o site Overclocked Remix, que faz remixes de músicas de jogos antigos, criou uma página especial, apenas com remixes de músicas do jogo (que eu já tratei de baixar por completo, incluindo as capas do CD, para poder gravar e ouvir quando e onde me der vontade).

E, pegando carona no sucesso da nova versão do clássico, a Universal Pictures está produzindo o filme da série. Embora as imagens, o trailer e as declarações dadas por Karl Urban (que interpreta o soldado John Grimm, o personagem com o qual você abre novos buracos nos demônios) quanto à utilização da câmera em primeira pessoa DURANTE o filme mostrem-se muito promissoras, tenho cá minhas dúvidas com relação à qualidade do roteiro. Afinal de contas, parece que cinema e videogame são duas coisas que não combinam (pelo menos não quando um jogo é transformado em filme, já que alguns filmes renderam bons jogos).

Mas preciso admitir que ainda nutro alguma esperança de que dê certo, já que Doom tem tudo pra render um filme de ação/terror capaz de esgotar bilheterias e provar que é possível levar videogames pra telona com fidelidade à história original, sem causar ataques epiléticos e síncopes furiosas nos gamemaníacos, agradando tanto os que já conhecem o jogo quanto os que nunca ouviram falar dele (se é que esses REALMENTE existem). O negócio agora é esperar ansiosamente pelo dia 21 de outubro e torcer para que a fórmula que funcionou nos computadores funcione também nos projetores.

Minha irmã ganhou um computador.

Minha irmã ganhou um computador. Só que nunca teve um aparelho desse, então não tem lá muita familiaridade com o bicho. Ontem, aproveitando o tempo livre (hehe), fui lá dar uma mão, mostrar alguns macetes, passar umas dicas, ensinar determinadas regras… dar pitaco, enfim.Quando abri o Internet Explorer, notei que havia uma referência ao orkut no histórico.

- Bia, você tá no orkut?
- Tô. Me convidaram.

Olhei pra ela, muito sério.

- Me promete uma coisa.
- O quê?
- Você promete?
- Depende do que é.
- Promete!
- Tá, prometo. Agora diz o que eu prometi.
- Promete que você NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM vai repassar desenhinhos de scrapbook.
- Vou repassar O QUÊ? O que é isso?
- Você vai saber. Mas lembre-se: já prometeu que não vai repassar.

Espero que ela cumpra a promessa. Assim poderei dormir tranqüilo, sabendo que fiz minha parte para tornar o mundo um lugar melhor.

Aleluia.
Amém.
Namastê.
Paz e luz.

Lars Grael Von Trier

Seguinte: tá rolando uma mostra só de filmes do Lars Von Trier lá na casa Thomas Jefferson da asa sul. De graça.

Interessou? Mais informações aqui.

O filme de segunda-feira, “O Elemento do Crime”, foi uma merda. Dormi o sono dos justos dentro da sala de projeção. Acordei sobressaltado algumas vezes, temendo estar babando ou roncando, mas felizmente não fiz nada disso. Já o de ontem, Europa, foi muito bacana. Tinha um lance meio esquisito de preto-e-branco/colorido que eu não saquei bem o que devia significar. Também rolaram umas cenas em que era possível notar que as pessoas estavam paradas fingindo que andavam. Mas o final tem uma tendência meio “Um dia de fúria” e, só por isso, vale a pena.

Os filmes são passados num auditório até bem espaçoso, a tela é grande e não rola muito aquele problema de cabeçudos atrapalhando sua visão (principalmente se você, seguindo meu exemplo, sentar na primeira fileira). O único problema é a legenda em português de Portugal, que pode confundir em algumas falas.

Hoje vou lá ver se o cara só errou a mão no primeiro ou se ele alterna bons e maus momentos.

Piano

Eu não havia me dado conta. Até agora. De repente a realidade caiu sobre mim como um piano de cauda despencando do topo de um prédio de 40 andares.

Porra, show do CAKE em Goiânia e eu vou perder. Caralho. Que merda.

Falem baixo, por favor. Meu bom-humor acaba de sofrer uma súbita parada cardíaca e está extremamente combalido. Aliás, tenho a impressão de que está morto, mas não me animei a verificar seu pulso.

Em Goiânia!
Bah.