Archive for Fevereiro, 2006

Meia lua + soco

Criado o blog sobre videogames. E a primeira parte do primeiro detonado do primeiro jogo já tá lá.

Que bonito, que beleza.

Agora só é preciso CONTINUAR a bagaça. Porque dar o pontapé inicial é fácil. O negócio é driblar o zagueiro, deixar o goleiro no chão, botar a bola na rede e ouvir o narrador gritar “GOLAÇO! Campeonato Brasileño!”.

Notas

1. Há quase 2 anos, fiz um post enorme no qual, dentre diversos outros assuntos, analisava a possibilidade da criação de um blog só sobre videogames. Algumas pessoas se ofereceram pra dar uma mão com a bagaça, mas o lance nunca saiu do papel.

Bom, agora vai sair. Já criei o blog (escolhi endereço, nome), já comecei a dar umas modificadas no layout (nada drástico, só quero adeqüa-lo melhor a sua finalidade) e, mais importante, já comecei a redigir um detonado. Que tá ficando enorme, porque eu sou incapaz de escrever algo pequeno quando o assunto me interessa muito.

Assim que estrear o esquema vou pensar se vale a pena convidar colaboradores ou não.

2. Vi alguns dos filmes que estão no cinema e, embora não tenha mais paciência para escrever enormes críticas a respeito de películas (cada vez mais me convenço que isso é apenas uma maneira exercitar seu ego exibindo sua opinião, como se ela fosse muito interessante), acho bom ressaltar alguns aspectos:

- Joaquin Phoenix, Reese Witherspoon e os outros membros do elenco de Walk The Line (me recuso a usar aquele título ridículo que deram ao filme em português) estão cantando bem PRA CARALHO. Ouso dizer que uma ou outra canção na voz do Phoenix chegou a ficar ligeiramente melhor que sua versão original, na voz do bom e velho Johnny Cash. E embora o filme pise um pouco na bola dando maior atenção à vida pessoal do sujeito do que a sua capacidade artística, ainda acho que vale o ingresso.

- Considerando que Munique é um filme de um diretor judeu sobre o problema entre judeus e palestinos, é muito mais imparcial do que eu esperava. Como era de se esperar, tem uma visão meio distorcida dos fatos, mas, guardadas as devidas proporções, se mantém quase “neutro”.

E o Eric Bana precisa mesmo dar um jeito naquelas orelhas.

3. Fãs de Friends são, numa definição grosseira, pessoas que não têm inteligência o suficiente pra entender o humor de Seinfeld. Fãs de Seinfeld que gostam de Friends são pessoas inteligentes que riem de qualquer coisa (o que não é um defeito). Fãs de Friends que acham a Phoebe a melhor personagem da série são o que há de mais rasteiro em matéria de inteligência (biologicamente falando, equivalem a algo como líquem). Nada pessoal.

4. O personagem daquela porcaria do Dan Brown, O Código da Vinci, é tão IMBECIL (embora o autor insista em dizer que ele é um professor de Harvard extremamente inteligente, o que só demonstra que o autor TAMBÉM é um imbecil) que fico imaginando a grande porcaria que será o filme baseado no… cof, cof… livro. Mas já identifiquei uma maneira de fazer o ingresso pro filme valer a pena: antes de ver O Código da Vinci, veja A Pantera Cor-de-Rosa e imagine que o sujeito interpretado pelo Tom Hanks é apenas um disfarce do inspetor Clouseau. Aposto que você vai se divertir um bocado.

5. Estou me esforçando pra manter uma atualização semanal nesta página. Vamos ver se pelo menos isso eu consigo fazer.

6. Isso aqui é só pra encher lingüiça. Tenho trabalhado num texto bem besta (provavelmente será uma historieta curtita) que me veio à mente depois de uma conversa com uma amiga. Deve sair ainda essa semana.

7. Preciso arranjar uns marcadores melhores pra quando fizer textos divididos em tópicos. Idéias?

8. Ainda não tem item oito. Mas se eu pensar em algo, escrevo aqui.

Poema Escroto

Em meados de 2002, quando comecei este blog, havia uma onda de poemas escrotos. Na época, os blogs não ignoravam a existência uns dos outros e era tudo bem mais divertido. E acredito ter sido o Rafael Capanema - do saudoso Sutil Como Um Paquiderme que, se você não conhece, devia ler os arquivos pra ver o que é um blog legal DE VERDADE - que lançou a moda. O guri era bom nisso.

Enfim. Um dia resolvi fazer um poema escroto, mas fiquei muito frustrado porque disseram que o negócio era bom. Porra, não era bom. Era uma merda! Vejam:

Por trás
Trava-se
A tragédia atroz

Atrás das cidades
Atrocidades.

Podre, hein? Mas ainda assim o puto do Thiago Capanema precisava cortar meu barato e elogiar o negócio. Aquilo me tolheu, me fez sentir incompetente e eu tirei o corpo fora da brincadeira.

Até que agora, quase 4 anos depois, finalmente criei coragem para publicar OUTRO poema escroto. Esse, sim, tenho certeza que é ruim até não mais poder. Dessa vez não vai haver equívocos: o negócio é de doer na alma até do mais embrutecido Irmão Caminhoneiro Shell!

Então eu orgulhosamente apresento meu mais novo Poema Escroto, nascido trásdontonte, enquando escovava os dentes:

O Tempo

Foi-se o tempo…
Foi-se. O tempo.
Foi. Se o tempo…
Foice, o tempo.

Que venham os apupos, tomates e ovos podres.

Incomodada ficava sua vó.

Sinto falta da época em que era possível comprar roupas sem agregar quaisquer valores àquilo que se adquiria. Quando comprava-se uma camisa apenas por ser uma camisa, porque a cor dela agradava os olhos, o tecido satisfazia a pele e o caimento não empobrecia a imagem. Quando uma camisa era apenas uma camisa e pronto. Olhava-se, pensava-se “Pô, camiseta bonita. Gostei, vou levar.” e só.

Tenho saudade da época em que roupas não eram veículos de ideologias. Quando as pessoas não se vestiam desse ou daquele jeito pra parecerem mais descoladas, transadas, “relax”, antenadas ou qualquer outro adjetivo malhaciônico desses. Quando roupas eram apenas roupas, pedaços de pano sobre a pele e ponto final.

A questão é: houve uma época assim?

* * *

Mulheres nunca vão entender o que é, para um homem, usar uma cueca boxer. Não dá pra explicar, não dá pra entender. Você só poderá atingir esse conhecimento se… hm… bom, se for um homem e usar uma cueca boxer.

É inenarrável. E da mesma forma como mulher alguma jamais vai saber quão tamanha é minha felicidade e a sensação de liberdade que tenho quando visto uma boxer, eu também nunca vou saber qual a diferença entre usar um absorvente comum e um absorvente interno (graças a deus).

É apenas mais uma das inúmeras diferenças que servem somente para aumentar o abismo de incompreensão entre os sexos. Vocês não nos entendem, tampouco entendemos vocês.