Archive for Setembro, 2006

Aviso aos navegantes:

O teor do texto abaixo pode chocar os de caráter mais sensível. A esses, não recomendo a leitura.

Mas fica aqui a minha promessa, desde já, de não mais mencionar tais imoralidades. A saber: Paulo Octávio, José Roberto Arruda e PFL.

Grato.

O Gerente.

Quem vê cara…

Não era nova o bastante para ser considerada adolescente, nem tinha idade suficiente para ser uma balzaquiana. Era uma jovem de seus vinte e poucos anos, muito bonita e com inteligência pouco acima da média. Seria desmedido dizer que atraía homens como o mel às formigas, mas também não os afastava.

Assim como seria correto afirmar que era intocada, uma virgem, seria igualmente injusto chamá-la por adjetivos impróprios. Tivera sua dose de relacionamentos infrutíferos. Alguns mais duradouros, outros efêmeros. Era bem vivida, na verdade. Tinha a bagagem que alguém de sua idade deveria ter nos assuntos do amor, do sexo e da convivência. Nem mais, nem menos.

Conheceu-o por acaso, em um jantar na casa de amigos, e foi arrebatada por aquele jeito alheio, o olhar longínquo, o ar sempre distante e o comedimento com tudo. Tudo, menos comer. O homem comia como um tigre faminto. O correto seria compará-lo a um abutre, pois não fazia restrições quando se tratava de culinária, mas tal paralelo soaria grosseiro, então fica como está.

Trocaram telefones e começaram a sair.

Ele levou algum tempo até perceber suas reais intenções, mas percebeu. Ela levou algum tempo até notar que seria necessário dar indiretas que de indiretas não tinham nada para trazê-lo ao encontro de seus anseios, mas notou. Depois de breve período de romance, ele revelou que também a havia notado no dia do jantar, que ficara encantado com sua presença, seus olhos vivos e seus comentários perspicazes.

Ela sabia, graças aos romances passados, que namoros se resumiam a duas coisas: fazer sexo e comer. E sabia que seu namorado era um legítimo bom-garfo e, também por isso, apreciava sua companhia nas refeições. Mas seu grande apetite lembrou-a de certas teorias que diziam que homens muito vorazes à mesa também o eram na cama, e não via a hora de tirar a dúvida.

Certo dia em que seu pai viajou - a mãe vivia alhures -, convidou-o para jantar em casa. Ele aceitou inocentemente, como um bezerro que caminha ingenuamente para o matadouro, sem saber que nas próximas horas tornar-se-á um suculento pedaço de vitela.

Chegou pontualmente e, com os trejeitos tímidos de sempre, sentou-se empertigado no sofá da sala, como um desempregado prestes a enfrentar seu futuro chefe. Recusou copos d’água, cafezinhos, refrigerantes. Por fim, aceitou um tira-gosto e uma taça de um merlot que melhorava na adega havia alguns anos. Assistiram à programação da TV a cabo entre carícias leves, que foram se intensificando até que o controle remoto foi ao chão com estrépito quando ele se levantou e, demonstrando surpreendente força física, ergueu-a pela cintura com um braço, enquanto, ávido, mordia-lhe o pescoço e abria o fecho do sutiã habilmente utilizando apenas três dedos.

Entre beijos, ela sugeriu que fossem para o quarto e ele a levou sem colocá-la no chão, acariciando seus seios com uma das mãos.

As teorias se provaram verdadeiras. O homem era, de fato, um incubus! Ele a deitou na cama com gentileza que não condizia com o modo fremente com o qual os lábios, língua e dentes percorriam seu pescoço, queixo, nuca, boca e orelhas. Retirou sua calça jeans com espantosa velocidade e apenas pedaços de sua calcinha foram encontrados no dia seguinte, espalhados por todo o aposento. A seguir despiu-se com igual velocidade e juntou-se a ela sob os lençóis.

O rapaz alternava carinhos insolentes com carícias de desmedida ternura. A língua dele percorria cada milímetro de seu corpo, suas sensações tão transitórias que era difícil compreender o que acontecia. Mas ela compreendia e adorava. Gemia de agrado quando ele, virando-a de bruços e mordendo-a das nádegas até o pescoço, sussurrava elogios despudorados em seu ouvido. Gemia duas vezes mais quando, no instante seguinte, com um movimento brusco, ele a girava na cama, colocando-a em decúbito dorsal, e trafegava por seu corpo com mãos ágeis apertando, afagando, arranhando e massageando, e com a ansiosa boca beijando, lambendo, chupando e mordendo. Chegava até seu baixo ventre, até seus grandes, gotejantes lábios, e, entre volteios calculados e investidas competentes com a língua, que a faziam estremecer, dizia obscenidades inenarráveis que, somadas à sofreguidão de seus gestos, faziam-na pensar que estava prestes a perder o juízo.

Em um instante lambia-lhe os pés, chupava-lhe os dedos, abocanhava-lhe os calcanhares. No próximo segundo já estava manuseando seus mamilos, mordiscando-lhe o púbis. Não lhe pedia nada, não lhe dava ordens, nada lhe perguntava. Perscrutava seu corpo como se lho pertencesse, e a essa altura do campeonato já pertencia. Ela apenas mordia os lábios, voluptuosa, gemia, urrava, gritava, implorava por mais, arranhava-se, agatanhava-o, raspava as paredes, desalinhava os cabelos, descontrolava-se.

Ele murmurou em seu ouvido, em dado momento, que iria apresentá-la à sensação de descer na maior montanha-russa do mundo e riu o riso sem-vergonha dos devassos. Em seguida jogou as duas pernas dela para cima e, introduzindo-lhe dois dedos, apertou algum botão - até então desconhecido a ela - que causou efeitos imediatos. Após intermináveis segundos que chegaram ao fim mais rápido do que gostaria, seu corpo inteiro convulsionou-se como que tomado por um surto epilético. Sentiu os lençóis encharcados com a torrente de satisfação que escorria entre suas coxas lânguidas.

Depois de tão violento orgasmo, deixou-se desfalecer. Chegou a sentir a vista escurecer e o quarto girar, mas ele, veloz, apertou seu pescoço num gesto agressivo de quem tenta sufocar outrem. O afogamento súbito, em vez de apagá-la de vez, trouxe sua consciência novamente à tona. Resfolegando, olhou para ele.

Os olhos, antes aéreos, pacíficos, estavam completamente diferentes. Fitava-a como um gato que observa a presa encurralada. Não havia nada do ar distraído de outrora, apenas o olhar decidido do agressor sobre a vítima. Tremeu de espanto, mas, mais do que isso, tremeu de prazer. E ele, após assediá-la com nova série de preliminares, penetrou-a com toda a pujança de seu sexo furioso, subversivo e insaciável.

Foi uma longa noite. Fizeram amor, sexo, transaram, foderam, fornicaram… deixaram-se levar pela luxúria. Entre uma rodada e outra da mais pura, feliz e realizada safadeza, atacavam a geladeira. O mesmo apetite que ele manifestava com a comida, dirigia a ela, a seus fluidos, a seus orifícios, a toda sua anatomia. Ela descobriu no próprio corpo algo entre doze a dezessete zonas erógenas, antes desconhecidas.

Passaram a dormir juntos quase todas as noites. O pai dela, um homem instruído, com boa cabeça, razoável, não interferia no direito da filha - maior de idade, responsável, inteligente - de dormir com o namorado. Inclusive lhe agradava a companhia do rapaz. Conversavam sobre esportes, música erudita, livros, notícias, assuntos gerais, enfim. Bebericavam dos bons vinhos da adega. Um semillon para acompanhar foie gras, um cabernet para melhorar a degustação de queijos e outros frios.

A moça ficava feliz em ver o pai se dando tão bem com o namorado, em notar como as conversas rendiam horas e horas de assunto e em ver como o apetite sexual vigoroso de seu parceiro não arrefecia. Era impossível se conter durante as intermináveis maratonas de descaramento e, não tivesse o velho sono tão pesado a ponto de resistir aos próprios roncos, amargaria noites insones ao som das sessões de ode aos prazeres carnais da filha.

Um dia marcaram de se encontrar na rua. Ele iria buscá-la na saída do estágio.

Chegou um pouco atrasado, alegando que perdera a noção do tempo durante uma reunião de membros de seu partido. Trajava uma camiseta do PFL. No vidro do carro, os inconfundíveis adesivos de apoio aos candidatos do partido da frente liberal: Arruda e Paulo Octávio.

Incapaz de tolerar tamanha sem-vergonhice, ela terminou o namoro dois dias depois.

Até que a morte os separe

Tem um trecho de um stand-up do Chris Rock que acho tão importante ressaltar que vou colar aqui, em bom português:

“Casamento é difícil, cara. Casamento é difícil pra caralho. Casamento é tão difícil que Nelson Mandela se divorciou! Nelson Mandeia pediu a porra do divórcio! Nelson Mandela passou VINTE E SETE ANOS em uma prisão sul-africana. Foi surrado e torturado todos os dias, durante vinte e sete anos, e passou por isso sem problema. Foi forçado a fazer trabalhos pesados no calor sul-africano de 40 graus por vinte e sete anos e passou por isso sem problemas. O cara sai da prisão, depois de vinte e sete anos de tortura, passa seis meses com a mulher dele, e diz: ‘Não agüento mais essa merda!’”

A segunda impressão é a que fica

Uma das boas experiências da vida é entrar numa loja de CDs ou abrir algum programa de p2p - solução bem mais barata que a primeira, aliás - disposto a procurar álbuns de estréia de bandas recém lançadas. Experiência melhor ainda é quando essa garimpagem rende bons frutos. Mas apreciar o primeiro CD uma banda não é suficiente para se dizer fã do trabalho dos caras, em absoluto. Embora o álbum de estréia possa criar aquele choque inicial, aquela sensação bacana de “Opa! Isso é música, e da boa!”, ele, assim como a primeira impressão - ao contrário do que dizem -, não é o que fica.

O primeiro CD se torna, cada vez mais, apenas uma apresentação fugaz, visto que o mercado fonográfico - em especial o inglês - encontra uma nova “salvação do rock” a cada dois meses. Não sei o que as pessoas pensam que houve com o rock, para que seja necessário salvá-lo, mas enfim. Não é sobre isso que esse texto fala.

O fato é que o primeiro CD vêm apenas para preparar o público para a verdadeira chegada do artista. É como ser abordado por um desconhecido: o fato dele demonstrar carisma e ser simpático logo de cara é importante, mas é o teor da conversa que realmente determina se você irá ou não ficar ali para ouvi-lo.

Não é necessário que o segundo lançamento de uma banda seja completamente diferente do primeiro, mas é imprescindível que seja, no mínimo, tão bom quanto. E é triste quando um artista cujo primeiro trabalho é extremamente promissor te decepciona com o segundo disco.

O Franz Ferdinand, por exemplo, escolheu muito bem o nome do segundo álbum: You Could Have It So Much Better. Faz jus à sensação que eu tive ao ouvir as músicas. Salvo uma ou outra (e dentre elas devo mencionar You’re The Reason I’m Leaving), o CD simplesmente não presta. Do You Want To é enjoativa desde a primeira vez que se ouve, nem se comparando à música de trabalho anterior, The Dark Of The Matinée. O engraçado é notar que não ocorreu nenhuma mudança sensível nos arranjos, nas letras, em nada. Teoricamente o segundo CD está no mesmo patamar do primeiro.

Mas apenas teoricamente. Não tem a mesma fluidez, o mesmo ânimo, o mesmo nada. É igual, mas diferente. E diferente pra pior, o que é uma pena.

Alguns músicos, entretanto, mudam sensivelmente de um álbum para o outro. Caso dos Strokes. Julian Casablancas tinha um ar completamente desinteressado nas músicas do sensacional Is This It?, de 2001. O ouvinte sentia por parte do cantor uma posição de quem não está dando muita importância a tudo aquilo, como se cantar nos Strokes fosse só um passatempo, coisa pequena. Apesar disso, o som “borrado” das músicas, somado às composições simples e à roupagem antiquada dos arranjos, atraiu uma grande leva de fãs, que passou a mimetizar o ar blasé de Casablancas e a ver nos Strokes “a salvação do rock”.

Isso não significava, claro, que os Strokes já estavam firmados no cenário musical. Toda aquela qualidade do primeiro CD poderia muito bem ter sido um acidente de percurso. Havia uma expectativa pelo novo álbum, no qual a banda realmente mostraria a que veio e se era capaz de manter o ótimo ritmo estabelecido no primeiro. E Room On Fire não decepcionou. Nem Casablancas, que veio muito mais sincero nesse segundo CD. O vocalista parece ter notado quão divertido é seu trabalho e deixa entrever em algumas faixas certo prazer no que faz. O terceiro CD, por outro lado, parece ter dado uma caída. Enquanto Is This It? e Room On Fire são dançantes do começo ao fim, First Impressions Of Earth é mais paradão. Com exceção de algumas faixas, como Heart In A Cage, Juicebox e Electricityscape, o tempo das músicas foi consideravelmente reduzido. Ask Me Anything, que vem bem no meio do CD, deveria ser a última faixa, pois chega a dar sono. Ao mesmo tempo, a voz de Julian Casablancas soa clara pela primeira vez. O costumeiro “chiado” mantido nos CDs anteriores sobre a voz do vocalista - mais no primeiro do que no segundo, diga-se de passagem - parece ter sido abolido. Uma pena, pois era uma característica interessante.

Ainda assim, First Impressions Of Earth não está aquém de seus antecessores, só não atinge os picos de qualidade de Room On Fire.

Mas o que me moveu a escrever tudo isso, finalmente, foi Keane.

Antes de começar a falar da banda, devo alertar que estou ciente de toda a conversa sobre Keane ser para Coldplay o que o Jorge Vercilo é para o Djavan, mas isso não me incomoda nem diminui meu interesse pela banda. Sendo bem sincero, como cantor prefiro Tom Chaplin a Chris Martin. Sendo simples questão de gosto, não vou entrar no mérito de comparar os dois (até porque ambos me agradam, no fim das contas).

Agora vamos ao que interessa: venho acompanhando Keane desde que ouvi Somewhere Only We Know - sua primeira música de trabalho divulgada mundialmente, se não me engano. Procurei ouvir todo o Hopes and Fears e, embora algumas canções tenham prendido minha atenção mais que outras, o “conjunto da obra” me agradou sobremaneira.

Ainda assim, achei tudo muito tímido. Como se a banda estivesse se contendo ou agindo de forma pouco chamativa intencionalmente, como se houvesse, por trás do lançamento, uma certa descrença - até dos próprios músicos - sobre se o projeto iria “vingar” ou não.

Felizmente vingou e o segundo CD, Under The Iron Sea, veio. E é muito mais ousado, perceptivelmente mais agressivo. É o álbum de uma banda que acredita no próprio trabalho e se dá o direito de ousar, mudando inclusive aspectos elogiados pelos fãs, introduzindo instrumentos inesperados, sem receio algum de perder sua individualidade. Também as letras refletem um amadurecimento dos músicos. Enquanto Somewhere Only We Know é uma canção essencialmente ingênua, Is It Any Wonder? mostra uma boa dose de autoconfiança.

Keane, com esse segundo álbum, provou que veio pra ficar e tem capacidade para tanto. Não importa se tocando com ou sem sintetizadores, utilizando piano, teclado ou guitarra como instrumento principal: o som é competente, as letras são bem-feitas e a voz de Tom Chaplin fecha os arranjos com chave de ouro.

Clipando

Tava vendo o clipe novo da Cristina (Christina?) Aguilera (Aguillera?) na MIX TV anteontem. A música, como de costume, não vale nada, mas aquela mulher mudou um bocado. De onde vieram aqueles peitos espetaculares? E aquelas pernas grossas? Desde quando ela tem pernas grossas e peitos, aliás?

Mas vamos combinar: aquele cabelo não deu, né?

Cutucando velhas feridas

Vira e mexe tem um verme incapaz de fazer pesquisas na internet que cai aqui após digitar “tatuagem” ou coisa semelhante no google. O Todo-Poderoso, com sua veia irônica inegável, joga esses incautos justamente nesse post.

É presumível que quem entra no google caçando informações sobre tatuaggens tem - ou gosta tanto da idéia que pretende ter - uma porcaria dessas marcada na pele. E considerando o país em que vivemos, logicamente essas criaturas se melindram quando se deparam com a importantíssima opinião de um desconhecido que acha que tatuagem é para aqueles que não primam pela inteligência.

Então volta e meia eu recebo e-mails ou comentários (sim, comentários em um post feito há dois anos e lá vai pedrada) de pessoas indignadas por terem sido chamadas de imbecis por um imbecil que sequer conhecem. É compreensível, já que minha posição com relação a algo tão importante quanto fazer ou não uma tatuagem tem impactos consideráveis nas vidas desses seres humanos, “enquanto” pessoas e “a nível de” cidadãos.

Uma tecla na qual os defensores da “arte no corpo” sempre batem é o lance da expressão. Que fazem isso pra “se expressar”. Que é uma maneira de “se expressar”. Que estão tentando “se expressar”. Falei disso no texto anterior e repito nesse:

Se você quer se expressar, escreve em bom português, porra. Um símbolo chinês, japonês, coreano ou de qualquer outra etnia dessas só serve como expressão se você estiver por lá, cercado por quem sabe ler aquilo que parece uma seqüência aleatória de rabiscos a olhos não treinados pra’quele tipo de linguagem.

Além do mais, que tipo de idiota estagnado passa a vida inteira querendo expressar a mesma coisa? Porque é isso que a tatuagem faz: fica ali, na sua pele, a vida inteira. Expressando a mesma coisa, ano após ano.

Mas o ponto principal que acho interessante ressaltar aqui, o melhor argumento que eu ouço dessas pessoas, é sobre fazer uma tatuagem “para si mesmo”. A pessoa faz uma tatuagem ou um piercing pra ela. Não tá nem aí pro que os outros pensam ou vão pensar, não quer saber da opinião alheia. Faz aquilo para ter uma experiência agradável ao se olhar no espelho.

Enfim. Quem sou eu pra criticar pessoas que saem por aí caçando paliativos pra sua vida miserável? Ninguém. E quem sou eu pra dizer que alguém tem ou não o direito de ficar feliz com pouco? Ninguém!

Então não digo. Se você faz uma tatuagem ou um piercing porque isso vai te deixar feliz ao olhar para si mesmo, ótimo. Parabéns. Tomara que surta o efeito esperado. Mas aí eu tenho mais uma pergunta, só uma perguntinha, bem simplória, a fazer:

Por que diabos quase todo mundo que coloca um piercing ou faz uma tatuagem faz questão de mostrar pros outros, já que pessoas que curtem “arte no corpo” não estão interessadas na opinião alheia? Por que esses anormais tiram fotos e colocam na internet mostrando seus apetrechos corpóreos?

E por que esses mongolóides se ofendem ao ler que um completo desconhecido acredita que eles só acham essas coisas legais porque sofreram de carência protéica na primeira infância?