Monthly Archive for October, 2006
O lusitano que criou o blogger criou um botão pra selecionar quantos textos você pode ver/modificar na janela de edição. Só que o máximo permitido por esse menu são 300 posts. Só que eu tenho mais do que isso, então fico sem ter como fuçar nas publicações mais antigas.
E agora, José?
Brasileiro é burro.
Sem querer cair no lugar-comum, mas já caindo.
O fato é que brasileiro não entende que certas coisas são necessárias para que a vida prossiga sem atropelos. Se você tem uma família – em especial alguns fedorentinhos – é imprescindível ter plano de saúde (se sua renda familiar assim o permitir). E se você paga plano de saúde, deve ficar feliz, contente, sorridente e abicholado todos os meses em que não precisar usar. Quanto menos for preciso se internar em quartos de hospital com televisão, frigobar e massagista, quanto menos tiver que fazer cirurgias, utilizar UTIs e assemelhados, melhor (a menos, claro, que você seja um hipocondríaco contumaz, situação na qual toda essa lógica e bom-senso tornam-se improcedentes).
Mas se você tem inteligência pra se dedicar a coisa mais importantes, como ganhar dinheiro, e em vez de uma família tem uma empresa de tamanho significativo com uma pequena rede de computadores em funcionamento, troque o termo “plano de saúde” por Suporte Técnico. Você PRECISA de um suporte, a menos que todos os funcionários sejam inteligentes o bastante para não baixar as fotos da festa (que, diga-se de passagem, ficaram ótimas!) ou o arquivo com o som da caixa preta do avião da gol.
E creia: eles nunca são.
É diferente ter uma empresa com computadores em rede e ter um desktop em casa. Se o pc caseiro onde você baixa pornografias e joga Doom 3 com aquela galera bacana do fórum que freqüenta der pau, é só chamar o técnico e pronto. Problema resolvido. Pode-se perder alguns dados, mas nada muito importante (ou você teria feito backup, espertão). Mas se, no ambiente de trabalho, com todas as máquinas compartilhando dados, aquele teu amigo asno que não sabe ler a informação na barra de status do navegador clicar num arquivo .exe safadamente enviado por um phisher doido pra dar uma espiadinha na sua conta bancária, fodeu tudo, porque essas coisas se espalham pela rede e sem um serviço de suporte CONFIÁVEL – de preferência um que tenha montado sua rede e acompanhe o desempenho dela com freqüência – pode crer que vai tudo pro caralho.
Tudo por causa de um usuário punheteiro que queria muito ver as fotos daquela gostosa fake do orkut.
Todo mundo que trabalha com suporte conhece a regra de ouro que rege as relações entre suporte e cliente: “O usuário é um imbecil até que se prove o contrário”. E o contrário raramente é provado, se me permitem acrescentar. Vejamos o caso de alguém que reclame, por exemplo, que suas caixas de som não estão funcionando. As primeiras perguntas feitas pelo atendente serão “O senhor tem certeza que elas estão ligadas na tomada? Verifique se há um botão de ligar/desligar, por gentileza. Olhe atrás da CPU para ver se o plugue está encaixado com firmeza e na saída certa.”
O atendente faz isso porque SABE que o usuário provavelmente ligou o plugue no lugar errado (talvez na saída de microfone), que o cabo de força das caixas está fora da tomada ou que todo o problema resume-se ao fato de alguém ter ficado incomodado com o led das caixas de som acesas e resolveu desligá-las. Após perscrutar quão imbecil é seu cliente, ele passa para a etapa seguinte, na qual o nível de conhecimento é um pouco mais avançado. É quando o atendente pede que você reinstale o driver de som ou vá ao Painel de Controle, por exemplo.
No fim das contas, acredite, o problema do computador, 99,9% das vezes, é o usuário. O usuário instalou algo que não devia, desinstalou algo que não devia, baixou algo que não devia, deletou algo que não devia, modificou algo que não devia, abriu um arquivo que não devia, fechou um processo que não devia… o usuário nem devia ter sentado naquela cadeira, pra começo de conversa.
Voltem para as máquinas de escrever, seus pulhas.
(não voltem, não, ou eu perco meu emprego)
Eu queria conhecer o ser humano que ouviu Bob Dylan cantando pela primeira vez e disse “Rapaz, continue com isso que você tem talento!”. Queria mesmo.
Juro que pagaria do meu bolso um tratamento de ouvido (ou uma lobotomia, caso o problema fosse “apenasmente” – e suspeito que seja – um tremendo mau-gosto) a esse cidadão.
Porque sou generoso.
E porque, graças a essa aberração, aquele velho miserável não calou a boca desde então.
Vocês não odeiam gente incapaz de andar em linha reta? Tipo aquelas patricinhas cretinas que sacam o celular sabe-se lá de que orifício pouco ortodoxo de sua anatomia e imediatamente reduzem o passo e começam a caminhar como se traçassem no chão uma senóide imaginária?
Pois é.
Eu odeio.
Àqueles que também passam pelo Meia-lua + Soco: que conste nos autos – a meu favor, claro – que a debulhação de Megaman X está em andamento. A demora dos textos se deve ao fato do meu cacetinho da felicidade de Playstation 1 adaptado pro computador ter parado de funcionar sem razão aparente (além das centenas de quedas que levou nos últimos dias, já que meu irmão é um filho da puta que não toma o menor cuidado ao entrar na sala do computador). E jogar Megaman X no teclado é castigo que eu só desejaria ao mais sórdido dos filhos da puta (no caso, acho que sou eu).
De todo modo, o texto está caminhando. A passos de uma tartaruga meio bêbada que aguarda uma lesma andando de ré cruzar na frente dela. Mas está.