Archive for Março, 2007

Ghost writer

Não sei se está claro, mas não ando com vontade de escrever ultimamente. Na falta de algo meu para publicar, portanto, deixo aqui um texto que gosto muito, com o qual tive contato, pela primeira vez, há uns 12 anos. É de um sujeito pouco conhecido, um tal de… de… peraí. Preciso verificar novamente o nome do rapaz.

Ah, achei. O cara se chama Alan Moore NEIL GAIMAN (e eu sou uma besta), e essa redaçãozinha simplória dele pode ser lida na biblioteca de SimCity 2000. A tradução é minha, por isso talvez esteja um tanto capenga. E não tinha razão para ser perfeita, também, considerando que nunca fiz cursinho de inglês e tudo o que sei aprendi sozinho, jogando RPGs de Super Nintendo enquanto folheava dicionários Português/Inglês para entender os diálogos.

Segue, enfim:

Cidades não são pessoas. Mas, como pessoas, cidades têm personalidade própria: em alguns casos, uma cidade tem muitas personalidades diferentes - há uma dúzia de Londres, uma multidão de diferentes Nova Iorques.

Uma cidade é uma coleção de vidas e construções e tem identidade e personalidade. Cidades existem em lugares e tempos.

Existem cidades boas - aquelas que te recebem bem, que parecem se preocupar com você, que mostram satisfação por você estar nelas. Há cidades indiferentes - as que honestamente não se importam se você está lá ou não; cidades com suas próprias agendas, aquelas que ignoram pessoas. Há cidades más e há lugares, em cidades outrora saudáveis, tão podres e desprezíveis quanto maçãs estragadas. Existem até cidades que parecem perdidas - parece a algumas, por falta de um centro, que seriam felizes em outro lugar, algum lugar menor, mais fácil de entender.

Algumas cidades se espalham, como cânceres ou monstros gelatinosos de filmes B, devorando tudo em seu caminho, absorvendo municípios e vilas, engolindo divisas e lugarejos, transmutando-se em metrópoles sem fronteiras. Outras cidades encolhem - áreas antes prósperas esvaziam-se e acabam: prédios são abandonados, suas janelas são cobertas, as pessoas partem e, algumas vezes, não sabem sequer te dizer por quê.

Ocasionalmente passo o tempo imaginando como as cidades seriam se fossem pessoas. Manhattan é, para mim, persuasivo, desconfiado e bem-vestido, mas mal-barbeado. Londres é enorme e confusa. Paris é elegante e atraente, e mais velha do que aparenta. São Francisco é louco, mas inofensivo e muito amigável.

É uma brincadeira besta: cidades não são pessoas.

Cidades existem em lugares e existem em tempos. Cidades acumulam suas personalidades com o passar do tempo. Manhattan se lembra de quando era uma roça démodé. Atenas se lembra dos dias em que havia aqueles que se consideravam Atenienses. Há cidades que se lembram de serem vilas. Outras cidades - atualmente sem sal, destituídas de personalidade - estão preparadas para esperar até terem história. Poucas cidades são orgulhosas: elas sabem que existem apenas por um feliz acidente, um golpe de sorte geográfico - um grande porto, um vale montanhoso, a convergência de dois rios.

No momento as cidades ficam onde estão.

Por enquanto as cidades dormem.

Mas há um ribombar. As coisas mudam. E se, amanhã, as cidades despertassem e saíssem para andar? Se Tóquio tragasse sua cidade? Se Viena viesse a passos largos, colina acima, atrás de você? Se a cidade que você habita hoje simplesmente levantasse e partisse e você acordasse amanhã enrolado em um cobertor numa planície vazia, onde antes havia Detroit, ou Sydney, ou Moscou?

Não tome uma cidade como garantida.

Afinal, ela é muito maior do que você; é mais velha; e aprendeu a esperar…

Esse, sim, é um sujeito que sabe escrever.

Sintam a realidade se contorcendo e estrebuchando!

É o seguinte, cabeças: farei agora algo que raramente faço. Aliás, algo que NUNCA fiz, ou pelo menos não me lembro de ter feito. Vou pedir a opinião sincera de vocês e realmente levar em consideração a escolha da maioria na hora de tomar a minha decisão do que fazer em relação a esse blog.

Não é nada muito importante, mas também não deixa de ser. A questão que vem me incomodando atualmente é a seguinte: o blogger, de alguns anos pra cá, desenvolveu uma série de funcionalidades que podem simplificar bastante a vida dos leitores ao navegar numa página. É possível classificar os textos por marcadores, de modo que você só leia os que tratam do assunto que te interessa, a organização dos menus laterais ficou completamente ridícula, podendo ser arrumada numa tela onde tudo o que você precisa fazer é arrastar e soltar os menus, enfim.

Até um macaco bem treinado consegue deixar o blog mais “navegável”. Eu não sou exceção.

Mas aí esbarramos num problema simples. Pra poder fazer uso de toda essa organização, a fim de simplificar a vida de quem lê essa parada e coisa e tal, eu teria que modificar o template pra uma versão padrão do blogger. E é onde reside minha dúvida: devo ou não abrir mão da aparência “personalizada” do utops por algumas funcionalidades extras? E é essa a pergunta que deixo pra vocês. Ser prático ou ser único? Deixar esse template tosquíssimo, mas que é só meu, ou colocar um igual ao de muitos outros blogs por aí, mas muito mais fácil de navegar entre textos e marcadores? Sinceramente, devo estar com algum problema, porque tenho pensado seriamente que seria mais cômodo pra vocês. Oras, vocês são uns vermes e nunca me incomodou a idéia de ser difícil ou não navegar no meu blog. Pois eis que me pego aqui, pensando que talvez seria um gesto bacana da minha parte simplificar vossas vidas.

Pois aqui estou eu, vermes, levando-os em consideração. Isso só pode ser efeito de alguma mensagem subliminar ou coisa que o valha.

Então fica a pergunta pra vocês. Respondam nos comentários ou por emelho, faz favor. Ainda que você nunca tenha comentado, dê sua maldita opinião apenas dessa vez, seu stalker silencioso do caralho. Não vai te matar clicar aí no link do yaccs e escrever o que você acha. Aproveite esse evento raríssimo e sem precedentes, esse fenômeno acontecendo diante dos seus olhos: eu estou realmente interessado no que você pensa. Não perca a chance de se manifestar.

Aguardo a colaboração.

Textículo em uma letra: F (republicação)

O fluido findou, o falo faleceu e ficou, flácido, fulminado. O fojo feminino fechou-se. Finalizou-se a fornicação.

– Foi formidável! - falou a fêmea.
– Falta-me o fôlego. Feneço…
– Feneces?
– Foi façanha fatigante. Fizeste-me em frangalhos.
– Falastrão frouxo. Far-te-ei um favor.

A figura fogosa foi ao fraco fruto e fomentou-o. A ferramenta ficou forte, fornida, frondosa, firme feito foguete.

E, fuzarqueando, foderam em frenesi.

Reminiscências

- Ei!

Olhei bem pra cara do cidadão.

- Aí, a gente não estudou junto?

Sim, e eu já tinha percebido. Achei que o fato de não me manifestar a respeito fosse deixar a situação bem clara.

- É. No JK. Segundo ano. Em noventa e oito.
- É, eu tô lembrado de você. Pedro, né?
- Eu também lembro de você. Na lista de sujeitos mais babacas que eu conheci, acho que ficaria em segundo ou terceiro lugar.
- HAHAHAHA Você continua revoltado.
- E você continua um merda.
- …
- …

Percebendo que eu não sorri nem por um segundo e notando que eu não estava brincando, ele preferiu se afastar. Ótima idéia.

Pedro Nunes.
Fazendo amigos e influenciando pessoas.

Continuando…

2. Ver o clipe de Sexy Boy.

Top 5 Coisas Que Eu Não Fazia Há Uns 10 Anos E Fiz Hoje…

1. Correr sem camisa na chuva.

Sexy booooy…