Lá no Last.FM, que cria gráficos do que eu mais ouço e menos ouço (no que se refere a música, claro, nada a ver com vozes na cabeça e esquizofrenias afins), consta que minha música mais ouvida, desde que o perfil foi criado, é All These Things That I’ve Done, dos THE Killers. Odeio esse THE que algumas bandas colocam no começo do nome, porque nunca sei se devo ou não suprimi-lo. Então uso sempre e chamo de THE Killers. Chamar só de “Killers” soa muito… muito… informal pro meu gosto.
Mas então. Eu gosto dos THE Killers, gosto muito. Quero dizer, não deles, claro, porque nem conheço os caras e não sou chegado em tietagem. Gosto muito das músicas que eles tocam, do som que fazem e essas coisas todas, apesar do primeiro CD, Hot Fuss, ser incomensuravelmente melhor que o segundo, Sam’s Town, na minha humilde, pequena, restrita e muito, muito válida opinião. E olha que não sou chegado nessas bandas que tocam de terninho e com ar Blasé. Salvo os THE Strokes, que, embora não toquem de terninho, tem o tal ar blasé, mas eu acho que é só porque os sujeitos usam tantas drogas e têm tanto cabelo caindo sobre os olhos que fica difícil enxergar qualquer coisa além de um palmo do nariz, daí ficarem olhando pro infinito o tempo todo e sem expressão, porque determinados narcóticos fazem isso mesmo, dão aquele ar “vacal” (ou bovino, como preferirem).
Mas, como eu dizia, essas bandinhas que tocam de terno e com jeitão de “foda-se o público, o sucesso não nos interessa” não me interessam. Não é que eu queira ver músicos com pinta de mendigo - como os caras do Hurra Torpedo - e/ou que parecem perseguir a fama inescrupulosamente - como um monte de gente que prefiro nem citar pra não ter problemas com os fãs das bandas (é, Pedrão, quem te viu e quem te vê…). Mas, pô. As coisas têm limite. Quando colocar terninho e subir ao palco com olhos pintados e com cara de viado metido a besta virou comportamento padrão, deu no saco.
De todo modo, comecei falando que gosto de The Killers e que All These Things That I’ve Done é minha música preferida, segundo o audioimbróglio. E é mesmo, eu acho, porque ouço esse troço há anos e não me lembro de uma ocasião, até hoje, na qual tenha conseguido ouvi-la apenas uma vez. Sempre preciso repetir. Isso deve significar qualquer coisa. Sei lá, devo ter a consciência pesada ou qualquer porra dessas.
E sabe o que vai pesar ainda mais na minha consciência? Hein? Hein?
- Sei!
Cala a boca, sabe porra nenhuma. Mas vou dizer: publicar esse texto capenga.