Archive for Janeiro, 2008

M. Ward - Chinese Translation


I sailed a wild, wild sea
Climbed up a tall, tall mountain
I met an old, old man
Beneath a weeping willow tree
He said now if you got some questions
Go and lay them at my feet
But my time here is brief
So you’ll have to pick just three

And I said
What do you do with the pieces of a broken heart?
And how can a man like me remain in the light?
And if life is really as short as they say
Then why is the night so long?
And then the sun went down
And he sang for me this song

See I was once a young fool like you
Afraid to do the things
That I knew I had to do
So I played an escapade just like you
I played an escapade just like you
I sailed a wild, wild sea
Climbed up a tall, tall mountain
I met an old, old man
He sat beneath a sapling tree
He said now if you got some questions
Go and lay them at my feet
But my time here is brief
So you’ll have to pick just three

And I said
What do you do with the pieces of a broken heart?
And how can a man like me remain in the light?
And if life is really as short as they say
Then why is the night so long?
And then the sun went down
And he played for me this song

Eu também cansei

Eu não penso em mim como um sujeito de esquerda ou de direita. O conceito que faço de mim mesmo não é tão limitado. Se for questionado a respeito das minhas convicções políticas, também não sei o que responder. Mas convenhamos, que tipo de pergunta é essa, afinal?

Se tiver que escolher um lado, entretanto, se não houver opção, se for preciso definir “o que” eu sou, acho que diria que sou de esquerda. O que eu não diria, nunca, é que sou de direita. Primeiro porque não vejo como seria possível ser de direita em um país de terceiro mundo. Acredito que quem se diz de direita, no Brasil, simplesmente não faz idéia do que está dizendo. Isso é como afirmar que acha que tudo por aqui está muito certo e caminhando muito bem; que devemos ter gente nas ruas pedindo dinheiro e cidadãos morrendo de fome; que é justo que nossa economia seja explorada e é certo nos sacrificarmos pra manter a riqueza dos outros. É o mesmo que dizer “Sim, eu gosto de ser feito de capacho!”.

Porque é isso que latino-americano de direita é: o peixe pequeno que aplaude o tubarão que o devora.

A direita gosta de sugerir que ser de esquerda é ser ditador, genocida, ter mau-hálito e coisa e tal. Eu não vou negar, dizendo que nunca houve um regime de esquerda ditatorial nesse planeta porque seria uma mentira deslavada, mas a verdade é que, por mais que regimes de esquerda tenham matado pessoas e mantido genocidas tirânicos no poder, o que dizer das ditaduras de direita? Some aí todas as mortes causadas por Hitler e pelas ditaduras militares na América Latina, em Portugal e na Espanha e volte a dizer que os governos de esquerda mataram mais pessoas. Volte a dizer que a esquerda é desumana e cruel, enquanto a direita é a manifestação política do desejo divino. Não que um erro maior torne um erro menor um acerto, é claro, mas usar os dedos sujos para apontar a sujeira dos outros é uma idéia pouco recomendável. Sem contar que Bush é um presidente de direita. Entre ele e sua política externa e Fidel e sua política interna, fico com o segundo de bom grado.

Além do mais, que publicação é o expoente maior da direita nacional, atualmente? A revista Veja. E a Veja é uma piada! Não digo isso por “ser de esquerda”. É, aliás, para não ser interpretado dessa forma que não digo que sou de esquerda: vestir um rótulo traz determinadas interpretações por parte dos que vestem rótulos diferentes que torna impossível uma discussão honesta, pacífica e com tendência ao consenso.

A Veja já era uma piada quando eu me dizia apolítico. A Veja manipula, mente, fabrica informações. E isso não é implicância, mas mera questão de raciocínio lógico! Apenas compare a quantidade de “denúncias” feitas por eles durante o governo FHC, por exemplo, e a quantidade feita durante o governo Lula. Note a enorme diferença na quantidade, na postura, nos argumentos. Não é questão de ser “Lulista” ou “PeTralha” - como eles gostam de definir, em sua fúria maniqueísta fascistóide de “comigo ou contra mim”, todos os que criticam a revista -, é questão de ser justo. Acho certo que se noticie a picaretagem, que se aponte os canalhas, que se execre publicamente os corruptos, que sejamos firmes e inabaláveis na pregação da moralidade, mas não podemos fazer isso apenas com aqueles que estão do lado oposto ao nosso.

É muito fácil dizer, com base em todas as denúncias atuais contra o governo Lula, o que a direita tanto gosta de bradar: “Nunca se roubou tanto na história desse país”. É fácil, mas não sei se é certo. Ninguém sabe se é certo, por uma simples razão: porque quando quem estava no poder eram aqueles apoiados pela maioria esmagadora dos veículos de comunicação, não havia denúncia. Não havia investigação. Não havia Mainardi e seus livros de títulos engraçadinhos. Onde estava todo esse faro jornalístico do Diogo Mainardi para as fraudes e os roubos quando da privatização das teles? Nessa época - e eu falo com propriedade a respeito, pois assinávamos a revista aqui em casa - esse grande Paladino da Moral, esse Cruzado da Ética, o Vingador da Boa-Fé e Campeão da Boa-Índole falava de quê? Discutia se devia ou não haver uma orquestra sinfônica em São Paulo, divagava a respeito de palavras que existem apenas na língua portuguesa, argumentava sobre o erro que é a existência das instituições de caridade.

Não sou “Lulista”, não sou “PeTralha” e não sou “de esquerda”. Se tenho que me dar um título, que seja este: sou justo. Se vamos apedrejar, apedrejaremos todos. Se vamos passar a mão na cabeça, passaremos na cabeça de todos. Nada de ladrar para adversários e balançar o rabo para os seus. Não existe moralidade relativa, não existe honestidade relativa, não existe justiça relativa.

É isso que me leva a não gostar da Veja e de seu séquito. Não é o fato de serem “de direita”, entreguistas, neoliberais, desumanos. São posturas detestáveis, é verdade, mas ser desagradável é um direito inalienável de cada ser humano. Tenho minha cota de posturas insuportáveis, não estou em posição de desmerecer ninguém por isso. O que eu não admito, não aceito, não permito e não tolero é canalhice.

Aí já é demais. Cansei, tô cansadinho.

Outro fato:

Na minha sede de esculhambar quem me irrita, às vezes caio no erro de enaltecer uma praga em detrimento de outra, adotar posturas moralmente questionáveis ou até mesmo me aliar a demônios de um círculo do inferno para acabar com os de outro círculo.

Peço que meus elogios feitos à Microsoft abaixo sejam considerados em uma escala comparativa. As merdas da microsoft me parecem mais “funcionais” - perdão por usar o termo levianamente - do que as da Apple. O que não torna a empresa do tio Gates isenta de culpa.

São todos uns canalhas. Mas alguns mais que os outros.

Desenvolvedores pouco desenvolvidos

Imagine que você comprou um carro. Um carro novo, de uma marca nova, que você nunca usou, que já tem alguma história no exterior, até um certo renome, mas que não existia aqui no Brasil. Aliás, ainda não existe, pelo menos não oficialmente. Você mandou importar esse seu carro. Custou uma baba, mas, oras, lá fora falam tão bem dele. Por que não ter um igual aqui?

Quando o seu carro chega, você nota que ele é diferente. Bem diferente do que você está acostumado. Não tem volante, por exemplo, o que te leva a ficar por muitos minutos tentando descobrir como é que se controla o troço. A ignição também se dá de maneira diferente. Você não tem que enfiar uma chave em um buraco e rodar, apenas botar a bunda no assento três vezes após iniciar o processo de reconhecimento. O carro sincroniza com a impressão nadegal da tua bunda e te reconhece a partir disso. Da mesma maneira, os pedais - que existem, mas em maior quantidade - ficam numa ordem inusitada. Existe um acelerador apenas para a ré, por exemplo.

Diz pra mim se vale a pena comprar um carro desses. Você passa anos - ANOS! - se acostumando a um determinado desenho, a uma certa configuração que sempre deu certo. É aquela que você usa, é a que você se acostumou a usar. É simples, é intuitiva. Não requer grandes esforços, muito estudo. Pisa aqui, muda ali, agora pisa lá. Pronto, esta merda está andando.

Não existe nada - e eu disse NADA - na informática mais simples do que arrastar-e-soltar. Qualquer criança sabe usar arrastar-e-soltar. Qualquer MACACO usa arrastar-e-soltar, se receber como recompensa uma fruta bonita o suficiente. Por isso mp3 players deveriam ser assim: você conecta o apetrecho na tua máquina, abre-se uma nova pasta, correspondente a ele. Você clica nos arquivos de música que quer transferir, arrasta e solta lá dentro da pasta.

Diz pra mim: QUÃO difícil pode ser isso? NÃO É DIFÍCIL!!

Mas, oras, por que a Apple vai se render a isso? Por que a Apple iria se sujeitar a esse conceito besta, a essa idéia ultrapassada, demodé, obsoleta, anacrônica de que as coisas podem ser simples? A apple não precisa ser simples, a Apple é a Apple. Se ela fosse simples, não seria a Apple. Seria uma empresa dessas menores, que fazem coisas feias, desenvolvem programas toscos, não primam pela beleza, pelo design, pela estética. Seria… sei lá… a Microsoft?

Porque, por mais escrota, estúpida e errada que seja, a empresa do tio Gates SABE desenvolver aplicações intuitivas. Os caras sabem pensar - talvez porque de fato pensem - como um usuário idiota pensaria. Conheço pessoas que me surpreendem ao mostrar que sabem amarrar os próprios sapatos, mas não por saber entrar no MSN e iniciar uma conversa com vídeo. Cadarços não são coisas intuitivas. O MSN é. Pra caralho. Temos que dar esse crédito à microsoft. Ela sabe criar programas que você domina, ao menos no nível básico, em menos de 5 minutos.

A Apple não sabe. A Apple cria o iPod, cuja lista de méritos é tão longa que eu prefiro não escrever, mas têm a maravilhosa habilidade de cagar no pau JUSTAMENTE no aspecto que deveria ser o mais simples, mais ridículo, mais rasteiro, mais usual: na hora de definir as transferências de arquivo.

Porque, veja, você NÃO PODE clicar nas suas músicas, copiá-las e então colá-las no diretório do seu iPod, após conectá-lo ao seu computador com um cabo USB. Não pode, não é assim. Que tipo de empresa a Apple seria se não desenvolvesse uma aplicação complexa, feia, NADA intuitiva e que NÃO TE RESPONDE PORRA NENHUMA DO QUE VOCÊ QUER SABER? Oras. Seria uma empresa inteligente. A Apple não quer ser inteligente, a Apple quer ser bonita. Se a Apple quisesse ser inteligente, já teríamos iPhones à venda em todos os buracos desse planeta. Se a Apple fosse inteligente, o iTunes seria OPCIONAL, e não OBRIGATÓRIO na hora de administrar o seu maldito mp3 player. Até a FOSTON faz melhor que a Apple nesse sentido, não sei se dá pra cair mais do que isso…

Abusando um pouco dos paralelos, a Microsoft é uma moça de aparência mediana, com arroubos inesperados de beleza, mas que ao menos tem uma conversa bacana, que pode ser mais profunda, se você quiser, mas que também sabe ser superficial o bastante pra não te confundir com virtuoses técnicas. Passar os olhos sem muita atenção é o suficiente pra saber o que há com ela.

A Apple é uma mulher bonita pra caralho, mas burra feito uma porta e fútil até o limite da superficialidade.

Sinceramente, eu optaria por comer a primeira.

Fato:

A irritação me causa uma notável eloqüência, que eu sou incapaz de simular quando estou tranqüilo.

Chego a querer ter um computador à mão toda vez que fico furioso, mas sei que a probabilidade de quebrá-lo a porradas é muito maior do que a de externar minha raiva com letras.

Sonho de consumo

Um script que, ao identificar um(a) novato(a) chegando aqui pela primeira vez, o(a) jogasse direto no, a grosso modo, manual de instruções deste blog. Se os que lêem isso aqui antes lessem aquilo lá, acho que todos teríamos menos aborrecimentos.

Eu teria, pelo menos, que é o que me importa.