Gabi e Leonardo, nos comentários do post abaixo, parecem acreditar que é possível agir de forma amotinada impunemente nesta baiúca (notem o acento – chupa, reforma ortográfica!). Num dia normal eu consideraria com prazer a idéia (impraticável, principalmente pela distância) de deslocar quatro ou cinco juntas desses vermes e deixá-los curtindo a sensação de ter vidro moído entre as articulações. Hoje é um dia normal. Mas a idéia, já disse, é impraticável. Portanto vou me resignar a rebater as baboseiras ditas, só por esporte: os feeds não eram regulados para que alguém viesse até aqui ver o layout do blog, até porque uma pessoa que adiciona esta porcaria em seu agregador (nota mental: usar isso como analogia para mandar alguém introduzir algo em algum orifício) precisa, antes, passar aqui e ver a aparência. E a aparência nunca foi o forte desta página – em um claro reflexo de quem escreve -, o que interessa aqui é o… o… hm. Então. O que interessa aqui é a… aquele… o… essa…
Bom, nada, eu acho.
Continuando. A limitação dos feeds era, além de uma forma divertida de incomodar os leitores e mostrar quem manda nesta porra – hábito que alimento desde meu primeiro blog, o bom (figura de linguagem, apenas) e velho (interneticamente falando, claro) Butequim -, também um jeito de mantê-los coerentes.
A meu ver, a incoerência em relação a feeds é que as pessoas dizem usar esse recurso para “poupar tempo”. Dentro da minha percepção das coisas, você precisa administrar seu tempo de forma produtiva e agilizar suas atividades diárias quando – e apenas quando – tem uma agenda tão apertada que não pode perder 5 minutos da sua existência navegando a esmo por uma página, buscando o texto que quer ler. Uma pessoa ocupada a tal ponto, sinceramente, sequer deveria estar lendo blogs. Ainda mais ESTE blog, que não tem qualquer relevância na Meritocracia Informal da Internet®. Logo, nenhum dos meus leitores é TÃO ocupado, e tamanha resistência a clicar em um link pra ler o texto completo é apenas um sintoma do mal secular ao qual dá-se o nome de preguiça.
Meu uso de feeds é meramente para fins organizacionais. Não me preocupo com tempo, mas tenho memória de peixe e sei que esqueço de verificar páginas com regularidade. Então uso o Google Reader pela praticidade de chegar em casa à noite, depois do trabalho, e saber quem atualizou o quê. A partir daí, abro todos os links em abas e leio cada blog em sua respectiva página. Por isso o corte no rss do utops: para forçar todo mundo a agir da mesma forma que eu. É ditatorial, eu sei, mas se você não tem tempo para clicar em um link e ler com cuidado, não leia. Vá fazer outra coisa com seu preciosíssimo tempo e sua ocupadíssima vida. Juro que não vou chorar sua ausência.
Em suma: não dou a mínima pra contadores, pra aparência do blog, pra nada disso. Meu prazer é incomodar vocês.
Jaime avisa que atualizará essa joça. Jaime sabe o que faz, portanto não me meto, deixo as decisões a critério dele. O que faço aqui é escrever, apenas, portanto escrevo. O layout deste blog não é importante (tampouco os textos, mas não consideremos isto), já que vocês curtem um feedzinho babaca, bando de preguiçosos que são. Mas aviso apenas para os que se surpreenderem ao esbarrar com mudanças por aqui: não se surpreendam, pois. O K2 – esse layout (não a segunda maior montanha do mundo, no Himalaia, com 8.611 metros de altura) – é bacanudo em sua organização e tal, mas tem que sair, porque é totalmente psicótico e neurastênico (combinamos, eu sei) e surta com tudo.
Sério que alguém ainda acha essa coisa nojenta chamada de “tiopês” minimamente engraçada? Alguém ainda ri de “pegael”, “meldels” ou da batidíssima “comofas”? Alguém mais aí enxerga que isso é “humor” (perdoem pelo uso leviano do termo) de Praça É Nossa, que são chavões sem nenhuma graça repetidos ad nauseam por gente que não sabe ser espontânea, mas não se conforma? Vai ser preciso alguém criar um personagem no Zorra Total que fale “q”, “brinks” e assemelhados pra vocês se darem conta do quanto suas risadas espasmódicas são deploráveis e forçadas?
Mulheres, pelo amor de deus, PAREM de falar como os viados! Parem de usar gírias de viados, de usar expressões como “Mara!”, chamar umas às outras de “bee” ou se referir a homens como “bofe”! Ok, o time masculino vem diminuindo consideravelmente nos últimos anos, muitos dos nossos membros passaram a integrar o lado róseo da força recentemente, outros tantos estão encaminhados. Entendo esse esforço que vocês fazem, procurando parecer interessantes a quem já está com um pé do outro lado da linha, mas lembrem-se que muitos ainda estão aqui, honrando a camisa e mantendo um legítimo e intenso interesse no sexo OPOSTO. E quando o sexo oposto começa a falar e se portar como as criaturas do mesmo sexo, qual é a graça? Se querem imitar os gays em alguma coisa, comecem a dar a bunda com desenvoltura. O resto, por favor, é assunto deles.