Arquivos mensais para March, 2010

Passa gelol que passa!

Olá. Olá, você, que lê este blog sabendo com o que vai se deparar, sabendo que uma opinião que contrarie a tua te espera no próximo texto. Olá.

Senta aí um minuto, deixa eu te explicar um negócio. Tendo tempo suficiente aqui, você já leu isso algumas várias vezes e eu poderia apenas linkar ou republicar um desses textos que dizem o mesmo que será dito agora, mas por que perder a chance de exercitar minha verve, repetir o óbvio, “redizer” - e se o termo não existia, acabo de assinar seu decreto de criação - o que já foi exaustivamente dito? Vamos, deixa eu falar. Sentou aí? Tá confortável? Tá felizinho? Tá? Bicha!

Pois o caso é o seguinte: existem duas maneiras de ofender alguém: uma delas é você ofender a pessoa. A outra é a pessoa se ofender com você. E são coisas diferentes. Explico:

Você está usando um óculos wayfarer. Eu te abordo e digo “Ei! Ei! Por que tu usa isso, hein? É feio pra caralho, sério. Já se viu no espelho com essa porra? Já? Mesmo? E achou bonito? Certeza que não era daqueles espelhos que distorcem as coisas? Porque, cara… cara, olha só isso. Isso é feio pra caralho, cara. Tu acha mesmo isso bonito? De verdade? E merda, você come?”. Eu estou te ofendendo.

Eu, quieto no meu canto, ou ao ter minha opinião solicitada, digo que acho óculos wayfarer feio pra caralho. Que os anos 70 vão ligar e pedir o apetrecho de volta pra quem tá usando. Você se ofende. Você está se ofendendo.

No primeiro caso, qualquer aborrecimento é natural e justificável. Eu inclusive mereço levar um murro na cara por bancar a Annoying Orange. No segundo você está sendo uma bicha fresca do caralho e chilicando porque não acho bonita essa merda que vossa senhoria insiste em colocar na cara. Está alegando que emitir um juízo negativo sobre o que você usa é, sob algum aspecto absurdo e deturpado, uma maneira de te tolher, te impedir de ser feliz do seu jeito. Pois saiba: eu APÓIO o seu mau gosto. SEJA FELIZ sendo ridículo, se é o que te apraz. Ninguém, nem mesmo eu, tem o direito de te impedir de usar o que você quiser usar, vestir o que quiser vestir, andar com quem quiser andar. É seu direito e juro que sairia na porrada por ele, se necessário fosse.

Da mesma maneira, não há no mundo quem diga que não posso me manifestar negativamente a respeito das coisas. Uma crítica não é uma proibição, uma afronta ou uma ofensa, e é uma pena que qualquer um se sinta assim, porque esse é um sintoma de um defeito intolerável, grave, particularmente brasileiro: o melindre. Gente melindrada é aquela com quem você precisa pisar em ovos, ou eles pisam nos seus. É gente que tá sempre em carne viva, se deixa ferir por qualquer fagulha e não agüenta ser contrariada. Gente sem auto-estima, incapaz de fincar o pé no que acredita e dizer, ao ouvir tuas opiniões ruins: FODA-SE. Saber tocar um foda-se direito é essencial. Saber ignorar a opinião dos outros sobre o que você pensa, porra, isso é uma arte.

Eu ouço trocentas bandas criticadas duramente por 99% das pessoas que conheço. E ouço mesmo, e canto as músicas e tudo. Estão no meu last.fm e mando tomar no cu sempre que alguém vem encher meu saco por gostar daquilo. Mas não vou xingar quem, sem me dirigir a palavra, fala mal da parada. Sério, NO QUE isso afeta a minha vida? POR QUE DIABOS eu consideraria isso uma afronta? Qual a diferença, no plano geral das coisas? Que grande alteração na minha existência tem a opinião, a respeito do que escuto, de um camarada que mora na esquina da puta que pariu com a casa do caralho? MEU VIZINHO pode não gostar do que ouço e isso não muda em nada o fato de eu ouvir ou não.

Pra mim, minha opinião é superior. Meu gosto é superior. Você, se discorda, é um imbecil e tem mau-gosto. Não sabe de nada e eu sou o dono da razão. POR FAVOR, sinta-se da mesma maneira a meu respeito! Considere-me um imbecil e ESQUEÇA o que eu disse, se o que eu disse te contraria. Não vai me ofender ou me incomodar, juro. Isso não impede nossa convivência pacífica, isso não inviabiliza um diálogo amigável, ainda que cheio de provocações e piadas!

Mas não me venha cobrar satisfações, demonstrar magoazinhas ou querer mudar minhas idéias. Não tente. Gente melhor já falhou nessa empreitada. Você é um bosta e não vai conseguir. Me deixe em paz e prometo que não vou importuná-lo. Não esfrego opiniões na cara de ninguém, sequer ofereço. Solicita quem quer. E freqüentemente nego, inclusive.

Então, se tua opinião tá apoiada em palitos, se teus gostos são um castelinho de cartas e qualquer soprada mais forte joga tudo ao chão, se você precisa reafirmar suas razões de ouvir o que ouve, ler o que lê, assistir o que assiste, gostar de quem gosta, e etc, etc, etc, fica longe de mim. É mais saudável pra sua cabecinha. Vai se cercar dos seus amiguinhos que vão te aplaudir, invariavelmente. Se tranca na sua bolha e seja feliz.

Mas se tu güenta o tranco, se suas opiniões estão apoiadas em pilares e não se abalam com qualquer pancadinha, se você sabe que o que eu penso a respeito do que você curte é irrelevante, chega mais. É desse tipo de gente que eu gosto: de quem não toma as coisas pra si e entende que democracia não é eu não poder falar mal do que você acha bonito, mas o contrário. É você ter o direito de gostar do que eu não gosto e vice-versa.

Dos protocolos

Existem certos protocolos a serem seguidos, se você espera fazer parte de determinado grupo (ou ser CONSIDERADO parte do grupo, o que parece ser mais importante, afinal). Descumpra muitos deles e veja sua inestimável reputação escoar pelo ralo.

Um dos eternos grupos dos quais as pessoas querem participar - e se esforçam para isso - é o das pessoas legais. As pessoas legais não são exatamente aquelas que te tratam bem, seguram a porta do elevador para que você possa entrar/sair, dão passagem quando você quer atravessar a rua ou cedem o lugar no ônibus lotado. Essas pessoas são legais, claro. Mas não são AS pessoas legais.

Há alguns anos, quando comecei nessa vida de blogueiragem, logo ficou claro pra mim que as pessoas legais liam Bukowski, curtiam O Apanhador no Campo de Centeio, usavam termos como hype e indie e manjavam de bandas semi-desconhecidas, tipo Franz Ferdinand, Muse, Strokes e tal. Iam ao cinema ver filmes de arte, comentavam a respeito da última do David Lynch e eram grandes fãs de Amélie Poulain. Invariavelmente, usavam all star.

Hoje em dia você pode até não usar um all star, mas tem que gostar de óculos Wayfarer. Strokes e Franz é caído e curtir essas bandas pode até te tornar uma pessoa chata, em vez de alguém legal. Legal é se divertir com Lady Gaga, por ser tosqueira, e se amarrar em She & Him. Tem que ter lido os livros e visto os filmes do Harry Potter, tem que se lembrar com saudade de Pokémon, porque quem determina o que é legal agora é a geração que cresceu curtindo esse tipo de porcaria. Achar que Amélie Poulain é foda dá +REP e pode te tornar benquisto, mas não é crucial. Crucial MESMO é gostar da Zooey Deschanel e se vestir como os adolescentes de Juno.

A Zooey Deschanel é a famosa mais superestimada do momento, sucedendo Audrey Tatou, Angelina Jolie e Scarlett Johansson no posto. Ao menos a Jolie e a Johansson são gostosas, a Deschanel e a Tatou nem isso têm de mérito. O que as torna tão interessantes é que não ter graça nenhuma tá em voga. Quanto mais sem-graça você for, mais longe você vai. Estão aí os caras do CQC, que não me deixam mentir. Pokémon passa na TV até hoje e Freakazoid só teve uma temporada. Cada vez mais a tv dá espaço a Naruto e assemelhados, e onde foi parar o [adult swim]? Ser nerd tá na moda, amigo. Ser nerd é ser legal, ok? Se existe sinal maior de que ser derrotado e irrelevante é bonito, por gentileza, apontem, pois me escapa.

A meu ver, a única diferença entre a Zooey Deschanel e a Hilary Duff é que apenas uma delas vive de acordo com sua época e aceita sua postura de liferuleira, enquanto a outra adota ares de quem acaba de chegar dos anos 50, vestindo-se e usando o cabelo de uma fã dos beatles recém-desperta de sua câmara criogênica, direto do início dos anos 60. De resto, ambas alternam demonstrações de falta de talento quando atuam e quando cantam, e fazem questão - deve estar em todo contrato que assinam - de cantar em todos os filmes nos quais trabalham. Azar o nosso, que temos que aturar atuações canhestras alternadas com capacidade musical nula.

Mas da Hilary Duff você pode falar mal, ok? Pode criticar os cabelos, as roupas, os filmes. Pode ridicularizar, pode dizer que é atriz pra adolescentezinha acerebrada… da Deschanel, não. A Deschanel se veste como sua avó, oras. E se vestir como sua avó é a moda agora. Como você ousa dizer que os sapatos que ela usa são ridículos? Que aquela franja é medonha? Que aquelas roupas são cafonas e que aquela aparência não caiu em desuso por acaso?

Dizer isso é quebrar o protocolo das pessoas legais. Pessoas legais acham a Deschanel legal e ouvem She & Him. Se tu acha a Deschanel passável e acha que o M. Ward é foda sozinho e ridículo em dupla; se tu ri de quem curte wayfarer, porque te dá a sensação de que os anos 70 estão prestes a ligar e pedir os óculos de volta; se tu acha que ukelele é só um cavaquinho metido a besta… você não é uma pessoa legal. Vai ser acusado de troll!

Vai ser comparado comigo.

Diga: sua reputação pode agüentar um baque desses? Não é para os fracos, gafanhoto!

Brigas de rua

No começo dos anos 90, pipocavam joguinhos estilo Beat’em Up. Esses em que você tem que ir caminhando e metendo porrada numa horda interminável de inimigos. Em diversos deles, o cenário era uma cidade infestada de membros de gangues, punks, prostitutas chicoteadoras e outras figuras bizarras (como ex-lutadores de telecatch, agora no mundo do crime) sob o comando de algum mafioso. Streets of Rage, Final Fight, Double Dragon, só pra citar os mais famosos.

Guardadas as devidas proporções, essa era a realidade dos Estados Unidos então. Os índices de criminalidade subiram vertiginosamente durante os anos 80 e só pelo meio da década de 90 novas políticas implementadas alguns anos antes começaram de fato a fazer efeito. Os jogos, a grosso modo, só tentavam reproduzir as experiências da época.

A questão que me ocorre é a seguinte: caso um beat’em up fosse desenvolvido atualmente, seguindo aquela linha de sentar o braço em figuras que infestam as ruas, quem teríamos que arrebentar? Emos? Neo-Nerds? Indies?

Eu satisfatoriamente desceria o sarrafo em pessoas usando óculos Wayfarer. Imagino não estar sozinho nessa. Então, Sony, tá esperando o quê?

Advogando pelo diabo

Podia até existir alguma tolerância, da parte do altíssimo, em relação à humanidade. Até podia, ok? Não acho que esse seja um argumento que eu possa refutar desde sua criação, em sabe-se lá quando antes do JC nascer, crescer, virar hippie, surfar sem prancha e empacotar. Acredito que, até um certo ponto da nossa evolução, se deus existe, e se ele presta alguma atenção ao que fazemos - duas afirmações questionáveis, cada uma a seu modo, e por razões diferentes, mas aceitemos a hipótese de serem reais -, ele podia ter um certo carinho pelos homens.

“Sabe, são uns filhos da puta do caralho, traiçoeiros como poucas criaturas, mas olhe só que bonitinhos eles são, navegando nos fiordes.”
Deus, uma mulherzinha jogando SimCity.

O problema é que nós, seres humanos - e você, aí, que despreza a humanidade, TAMBÉM está incluído -, não sabemos quando parar. Criar a igreja e associar o pobre criador àquela atrocidade não foi o suficiente. Inventamos o café descafeinado, o leite sem lactose. Ofendemos o todo-poderoso uma vez atrás da outra. E ignoramos o alerta, quando Krakatoa foi pro vinagre. O sujeito explodir uma ilha inteira, como retaliação por qualquer merda, não nos desmotivou. Claro que não.

Insistindo em nosso comportamento suicida, em afrontar Javé, tínhamos que fazer o impensável, tínhamos que criar o Ades de Manga com Laranja.

A Face da Besta

Ok, aí está você, meneando a cabeça e resmungando “Você está exagerando, Pedrones” (pra não mencionar todas as ofensas à minha mãe, alusões pouco educadas ao meu brioco e idéias semelhantes). Mas na verdade não estou. Pensa aqui comigo: cê sabe QUANTAS frutas existem? TROCENTAS! Você tem idéia da dificuldade que deve ter sido criar cada uma delas? Você acha que teria sido capaz de pensar na jaca? Na sirigüela? No kiwi? Na fruta do conde? No caqui? Pensa na trabalheira do caralho que foi o processo de criação.

Aí uma criatura um dia acorda e diz “Foda-se isso tudo”. E, cagando pro trabalho de deus, pega a soja - SOJA!-, mói e faz um caldo. Joga ali algum produto químico escroto pra simular um gosto que não seja o gosto da soja - que, se fosse boa MESMO, não era comida de VACA - e chama de suco.

(O demônio, que nesse momento ocupava-se de alguma maldade menor, como a fome na África ou a guerra no Oriente Médio, sentiu um abalo na força, ouviu o berro da indignação divina estraçalhando as vidraças nos limites do universo, observou atentamente a última criação da humanidade e pensou “Caralho, como eu sou n00b!”. Entre lágrimas, escreveu sua carta de demissão, botou o tridente numa sacola e o rabo entre as pernas e mudou-se pra uma comunidade de hippies isolados em algum lugar na califórnia, onde espera pelo juízo final. True story!)

O Ades, por si só, é, como a cirurgia de redução de peitos, um desavergonhado tapa na cara de deus. E uma entidade que tem “O Senhor dos Exércitos” entre suas alcunhas claramente não é grande fã do perdão.

Essa nojeira feita de soja foi a pá de cal nas relações entre nós, pobres seres derivados de carbono, e o gerente desta birosca. Pense aí em todas as misérias que poderiam ter sido evitadas, fôssemos menos cretinos e, para fazer SUCO, espremêssemos FRUTAS em vez de moer grãos, seguindo o plano divino.

Rebolation, terremoto no Haiti, morte da Dercy Gonçalves… deus está pegando mais e mais pesado a cada dia que passa. Como o Joselito Original que é, YHWH não sabe brincar. E agora que provocamos o cara, quem terá piedade de nossas almas? Estamos fodidos.

Espero que, ao beber essa coisa asquerosa da próxima vez, você consiga pensar “Esta merda vale o sacrifício deste plano de realidade!”.

Uma pitada de otimismo

Primeiro eu acreditei na família. Que eram meus protetores, que estavam ali pra me apoiar e que se importavam com a minha felicidade. Que trabalhavam e trabalhariam sempre em prol do que era o melhor pra mim. E mantive essa idéia por algum tempo, mas por bem pouco. Todo esse ideal digno da TFP, todo esse pensamento de que a FAMÍLIA é uma coisa bonita e grandiosa foi sendo diluído e desconstruído, tijolo por tijolo, antes que pudesse sequer ter fundamentos na minha cabeça. A família é uma ilusão, é uma conversa idiota da igreja católica e dos reacionários. Não existe “A FAMÍLIA”, essa entidade superior e infalível. Existe gente perturbada e fodida, que erra e massacra os filhos sem saber, que causa cicatrizes e ferimentos eternos, e gera novas pessoas perturbadas e fodidas, que reproduzem o ciclo em cima das novas gerações. Quem dera construíssemos o caráter dos pequenos; nem pra isso nossas cagadas servem.

Depois disso veio o amor. Essa coisa bonita, esse poder supremo, pairando sobre nossas cabeças e conduzindo cada um, individualmente, a seu destino inexorável. Se deus é o amor, o amor é deus. E, como deus, trabalha por meios tortuosos e inexplicáveis. Confiei no amor e o amor, amigo, não existe. Existe a atração física, existe a boa companhia. Não existe esse poder supremo que te faz fechar os olhos às outras oportunidades, esse choque nas sinapses que clareia sua mente e mostra a realidade permeada de corações, com o nome da sua mulher/homem pipocando em todos os lados. Existe o querer ficar junto, mas é um sentimento tão volátil e impermanente quanto qualquer outro. Hoje está aqui, surge sabe-se lá de onde. Amanhã foi embora, mudou seu foco, partiu pra outro alvo. Ou apenas sumiu, sem qualquer outro alvo, em absoluto. O amor é uma construção social. Você não ama ninguém, ninguém te ama. São apenas hormônios na sua corrente sangüínea, substituídos pelo conformismo e pela rotina. Fiar-se nisso como algo sólido, confiável e eterno é o cúmulo da estupidez. Cometi esse erro, não cometo mais. Tornei-me um cínico.

Mas ainda existia a amizade. A amizade era o que o amor não é, nunca foi, jamais será: era o companheirismo incondicional; a companhia que estende a mão nas piores horas; a lealdade acima de tudo. O amigo é quem nunca fará a seu respeito um julgamento precipitado, o amigo é quem sempre te dará o benefício da dúvida. O amigo te defende, ainda que te veja errado; te critica apenas para você, buscando sua melhora. O seu amigo te respeita e te faz justiça. E amores vêm e amores vão, mas os amigos permanecem. Seu amigo é o irmão que você pôde escolher, é quem te liga nas horas difíceis e festeja a sua felicidade. A amizade, ah, a amizade…

A amizade não existe. Quando você pensar que as coisas não podem piorar, essas pessoas vão te deixar sozinho. Serão você e seus problemas, você e seus pensamentos.

Não existem amigos, não existe família e não existe amor. Existe você, aí, fodido e sozinho. E o mundo lá fora, que ainda não se deu por satisfeito, não te ferrou ou isolou o suficiente. Existe a vida, esse processo miserável, árduo e gradualmente desagradável. Dante estava errado. Não é na porta do inferno que se lê a placa “Deixai toda a esperança, vós que entrais”. É na saída pra cá.

(e este será o prefácio do meu próximo livro de auto-ajuda)

No cu, pardal.

Esse povo que diz que escreve porque isso ajuda a entender o mundo, pra poder compreender melhor como as coisas funcionam, porque é a forma que conhecem de dar sentido à vida e etc: essas pessoas mentem pra caralho.

Pra escrever você faz uso de coerência e coesão. Não existe porra nenhuma disso na vida.