Monthly Archive for November, 2010

The Puma Hard Chorus cantando Savage Garden

Quando colocam um bando de hooligans num bar, cantando uma das musiquinhas mais bichas da história da humanidade, você percebe que a internet cumpriu sua função.

Obrigado, internet. Pode desligar agora.

Top 5 Celebridades que deveriam pagar peitinho de uma vez:

(antes de entrar no assunto, uma curiosidade: TODO post que começa com TOP 5 no título, tem a fonte zoada no corpo do texto. Por que será?)

Peitos são como materiais radioativos, amigo: atraem atenção, podem salvar sua família ou destruí-la – se utilizados de forma irresponsável – e, mais importante, têm meia-vida. Os maiores, mais desenvoltos, mais imponentes são justamente os primeiros a cair, a murchar, a perder o vigor. Isso implica dizer que aqueles peitos fantásticos daquela guria de 18 anos, ainda que permaneçam notáveis 5 anos depois, terão apenas um mero resíduo de seu potencial original. Assim sendo, precisamos encostar na parede todas essas celebridades femininas que, ignorando o clamor das massas, escondem seus peitos de nós, enquanto eles perdem o viço. Vamos a elas:

5) Jennifer Love-Hewitt

Jennifer Love-Hewitt

Jennifer Love-Hewitt está longe de ser uma estrela de primeiro escalão de Hollywood. Famosa pela série de filmes Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado, Eu Ainda Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado, Eu Não Esqueci O Que Vocês Fizeram No Verão Passado, Tô Ligado Da Parada Lá Do Verão Passado e Foda-se O Verão Passado, Saporra Já Tem Uns Dez Anos, Bora Sentar No Boteco E Relembrar Os Velhos Tempos Tomando Uma Gelada?, a atriz caiu no esquecimento depois dessas porcarias. Ok, ela faz Ghost Whisperer, mas você conhece alguém que assista essa série? Nem eu. O que falta à moça pra subir na vida e conseguir um bom papel num filme de grande orçamento e com promessa de sucesso? Pagar peitão, oras.

Bora, Jennifer. Libera aí essas potestades!

4) Yvonne Strahovski

Yvonne Strahovski

Yvonne Strahovski (apelidada StraHOTski, por motivos óbvios) é uma loira que certamente ficaria gostosa até virada do avesso e faz par com o protagonista da série Chuck. Outra que eu não conheço ninguém que assista, mas gostaria de assistir, admito, e só não o faço porque sou muito enrolado e procrastinador. Enfim. Yvonne, essa maravilha de ascendência polonesa, tem toda essa pujança que, por pudor ou coisa que o valha, continua a esconder dos homens de bem. Falha que considero terrivelmente contraproducente.

3) Kaley Cuoco

Kaley Cuoco

Kaley Cuoco (que não é parente do Chico Cuoco, eu presumo) é a loira burra de The Big Bang Theory – aquela série que é bem legal, mas não chega aos pés de How I Met Your Mother. Ok, ela está no topo agora e aparentemente chegou lá sem precisar tirar o sutiã. Mas a verdade é que os peitos dessa moça, ainda com 25 anos, já mostram, em várias fotos, severos sinais de estar cedendo à gravidade. Apresse-se, mulher, e mostre-nos essas belezas, antes que a natureza cumpra seu papel e ninguém mais queira ver essas muchibas.

E se você acha que isso não acontece, pergunte à Gal Costa se alguém ainda se interessa em vê-la pelada.

2) Katy Perry

Katy Perry

Katy Perry, a irmã gata da Zooey Deschanel, é uma daquelas cantoras gostosonas que vale a pena você assistir um clipe, nunca ouvir o CD. Se puder ver o clipe no mute, com um Motley Crue tocando ao fundo, pode até imaginar que a moça está te servindo uma boa lap dance e ser mais feliz, porque essas atrocidades musicais que ela insiste em cometer grudam no cérebro com a competências das boas músicas ruins.

Ela anda muito em alta nos últimos tempos – em parte, acredito, por se recusar a mostrar o que todo mundo quer ver, embora viva insinuando. Sendo bem sincero, de todas as mulheres desse top 5, ela e a Yvonne são as únicas que eu acredito ainda terem peitos firmes. Ela vem à frente porque os dela são maiores e porque ela é morena (e morenas são melhores do que loiras). Isso a torna mais gostosa que a Strahotski. Desculpe, polonesa, mas é verdade.

Bora, Katy, liberte seu(s) potencial(is)!

A próxima você JÁ SABE quem é, amigo, não se faça de rogado:

1) Scarlett Johansson

Scarlett Johansson

A (agora) eterna Viúva Negra e atual queridinha de Woody Allen, Scarlett Johansson vem mantendo a expectativa de nos apresentar sua PUJANÇA há anos. Metida a intelectual, curte trabalhar em uns “filmes de arte”, onde TODO MUNDO aparece pelado, menos ela. Posição meio reacionária pra alguém que se mostra tão dedicada ao trabalho de atriz. Desde que Brittany Murphy partiu pro mundo das trevas, ando preocupado com a recusa dessa moça em nos deixar conhecê-la melhor. Seria uma pena se algo acontecesse e nos privasse desses peitos pro resto da vida. Vamos lá, Scarlett, deixe-nos algo que possamos mostrar às próximas gerações! Nos dê algo que faça valer sua conversa pretensiosa e a atrocidade que você fez com as músicas do Pete Yorn!

Não queremos que você bote pra fora o que te vai na alma. O que está no seu sutiã é suficiente.

HORS CONCOURS:

Esqueci (mea maxima culpa) de incluir a Christina Hendricks nesse Top 5. Mas oras, seria maldade com as outras competidoras. Ela tem méritos tão grandes que ganharia com folga.

Christina Hendricks

Dos miseráveis travestidos

O pior elogio que alguém pode fazer ao meu blog ou ao que eu escrevo é sugerir que eu deveria trabalhar com isso, ou dar um jeito de ganhar dinheiro com essas coisas. Felizmente não é uma sugestão que ouço muito, por razões óbvias, mas ainda assim me surge, eventualmente. E embora compreenda que quem me diz isso tem em mente a melhor das intenções e o mais alto dos elogios, é difícil responder com qualquer outra coisa além de um menear de cabeça e um olhar de reprovação. Pode ser uma forma de elogio, pode ser de coração, respeito isso tudo. Mesmo assim é uma lisonja muito mal-pensada.

Eu tenho um sério problema com dinheiro: não dou a isso a menor importância. É claro que gosto de comprar coisas caras, como videogames, computadores, um bom par de tênis, um mp3 player de qualidade, um presente pra mulher, uma passagem pra qualquer lugar que me dê vontade de ver. Pra me suprir dessas necessidades existe a informática. Existem meus bicos de tradução. Existe qualquer outra coisa que eu faça, fora escrever. Escrever não serve pra isso. Escrever é algo que levo a sério, diferentemente da informática, das traduções, de qualquer outra merda que me renda uns caraminguás pra ter o que jogar no corpo, um teto sobre a cabeça e um lugar pra cair quando estiver cansado.

Escrever vai além do dinheiro, escrever é minha maneira de buscar a verdade – estou sendo bastante piegas, mas porra, reservo-me o direito. Vender a caneta, jamais. Não tenho a pretensão de estar fazendo literatura, mas talvez esteja. E talvez não esteja, que se foda isso. Dizer se é literatura ou não é só outra maneira de mensurar economicamente, o que é uma forma de diminuir tudo para caber num padrão, numa linha de pensamento que é simplista, utilitária, que não é onde eu trabalho. Mas que diabos que numa era em que todo mundo tenta enfiar uma ideologia em tudo, ainda tentam arrancar o cunho ideológico de qualquer coisa e trocar por cifras, puta que pariu três vezes de cócoras!

Sou um anacrônico em relação a isso, tenho total consciência. A internet é feita de gente que “escreve” – uso o termo com bastante liberdade aqui – alucinadamente com um objetivo muito simples: transformar isso num ganha-pão. Não é uma busca por qualquer outra coisa que não seja viver diante do computador, escrevendo sob demanda. E esta demanda pode ir desde a produção de um post até a veiculação de idéias (todas sem acento). Pagando bem, que mal tem?

É o mal do século. Um dos, sei lá quantos outros já enumerei aqui. Não existem princípios ou coesão, só existe o “quem paga mais?”. Consigo listar, de cabeça, pelo menos dez blogs de gente assim, que bate no peito para falar que tem credibilidade, quando na verdade tem apenas uma caneta de aluguel, pronta a distribuir pelo papel os mais profundos elogios, se estiver sendo bem-paga. Pesquisando internet afora, certamente conseguiria bem mais de cem. E iria por terra o que resta da minha crença na humanidade, então não cairei nesse erro. A verdade é: desses dez blogs que eu apontaria, pelo menos CINCO você costuma ler, seu idiota. Isso se não fizer parte de algum, o que é ainda pior.

Não bato no peito pra apregoar credibilidade, não garanto serem verdades as coisas que publico aqui, não peço nem quero confiança alguma de ninguém. Escrevo por compulsão, quando ela bate – e bate cada vez menos – e por prazer, que também anda muito sumido por estas paragens, então seria mais justo dizer que é por mera teimosia. Mas escrevo com sinceridade, e ainda que minta, não minto em benefício de ninguém. No máximo, pelo meu entretenimento, mas alguém tem que se divertir nesta merda. Ninguém perguntou – e ninguém perguntará jamais, porque sinceridade é contraproducente -, mas eu não estou à venda, tampouco estão minhas palavras. Se dinheiro é tudo o que você tem a oferecer nesse mundo, como elogio às coisas que gosta, se é assim que avalia sucesso, se essa é sua idéia de reconhecimento… então tenho muita, muita pena de você.

Você é pobre pra caralho.

Do amor repentino

Engole isso: “declarações” só funcionam na ficção. Não existe tal coisa nesse mundo, de duas pessoas conviverem e nutrirem um enorme amor mútuo, e um dia, debaixo da chuva, uma delas – geralmente o homem – aparecer de repente, jogando pedrinhas na janela e se declarando, só pra ouvir “Eu te amo” de volta e abraçar sua amada sob a torrente, entre beijos e lágrimas e uma enorme dose de insulina pra ninguém morrer de diabetes com toda essa viadagem.

Isso só acontece em filmes ruins, livros estúpidos e na cabeça de gente idiota. Romantismo é um conceito babaca que deveria ter morrido com todos aqueles tuberculosos, mas infelizmente há quem insista em manter acesa essa idéia cretina e contraproducente. Pior: há quem ache que isso é importante, e que “mantêm acesa a chama” dos relacionamentos. Eu gostaria de poder dizer que sim, que relacionamentos duram sem isso e que precisam de outras coisas, e enumerá-las, esfregando na cara de todos esses débeis mentais, na sua cara, o quanto essas idéias são pueris e como sequer são válidas como roteiro de Malhação, mas o fato é que não interessa o que faz com que relacionamentos perdurem. A própria idéia de que um relacionamento é essa entidade, esse ser vivo que precisa ser alimentado freqüentemente, já é um conceito idiota e romântico. “Idiota e romântico” é pleonasmo, diga-se de passagem.

(A idéia era maior que isso, mas não tô mais a fim de desenvolver. Conclua disso o que quiser, ou não conclua nada, foda-se.)