Fere meu ceticismo ceder a superstições, assim como vai contra minha lógica racional usar de títulos baseados puramente em coincidências (que existem SIM, antes que algum fanático por Destino e Consciência Cósmica venha me encher o saco com explicações baseadas em pseudo-ciências que não explicam coisa alguma). Mas não vejo outra maneira de classificar o mês que se passou. Nunca situações desagradáveis sucederam à minha volta com tal freqüência e intensidade. A semana passada, em especial, foi uma seqüência de desgraças.Na terça-feira, a mãe da minha namorada tropeçou e quebrou o pé. Dona Lourdes é enfermeira. Trabalha em dois hospitais e ainda faz faculdade. Saía de um plantão e ia para outro, quando tropeçou na rua e quebrou o pé. Por culpa do cansaço, acredito.
Na quarta, cerca de 11 da noite, meu pai saía da casa da mulher com quem trabalha. Um moleque de rua o abordou pelas costas, com um canivete. Pediu carteira, celular e dinheiro. Sorte que o velho é um sujeito tranqüilo e nada ruim aconteceu. Os documentos foram recuperados depois, os cartões foram todos bloqueados, o celular já era - mas ele já comprou outro - e o dinheiro era pouco - 21 reais, apenas.
Na quinta, o golpe maior: minha bisavó, há quase duas semanas na UTI, morreu. Vovó era velhinha, então era compreensível que desse uma saída pra descansar qualquer hora dessas. Mas sinto falta dela, de todo modo. Passei a tarde toda no velório, acompanhei o sepultamento e depois fui para a casa da minha vó.
Na sexta morreu o pai de um grande amigo, também já velhinho, por problemas respiratórios.
Hoje é dia 31 e espero que a meia-noite chegue antes que essa data também se torne traumática…

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