Cada dia que passa eu noto quão ingênuo fui em já ter achado possível fazer amigos nesta baiuca que é a internet.
Tenho, no máximo, estourando, forçando muito a barra e olhe lá, conhecidos longínquos. Gente com quem tenho a mesma intimidade e por quem demonstro tanta afeição quanto a um daqueles primos de oitavo grau que você vê uma vez por década, no enterro de algum parente velho que permanecia como um dos últimos elos entre as facções há muito separadas da família.
Quando e se nos encontramos, apenas sorrimos, dizemos “Há quanto tempo!” e a conversa termina aí.
Se uma das duas partes desaparece ou morre, a vida prossegue sem maiores dramas que não um “Veja só que pena…” dito entre um comercial e outro do Jornal Nacional.
Amizades na internet são como sites na internet.
Surgem aos borbotões e desaparecem rapidamente e sem deixar vestígios. Às vezes, com sorte, pode-se encontrar antigas referências a elas no cache do google.
Veja só meus grandes amigos da panelinha, por exemplo.
Hoje eu quero mais é que boa parte deles se foda.

Dae Pedro,
há guanto tempo!
Hum… Talvez…
Mas, por quê, está decepcionado com algum?
orra.
HAHAHA!
“Pedrita!”
Foi assim que nosso amor começou, lembra?
;(
Vixe, eu sabia que o Marco arranjar uma namorarada ia dar nisso…
mas o mundo é do superficial mesmo.vínculos reais são difíceis de se criar…nem todos sabem o que eles comem!