Assisti Encontros e Desencontros ontem. Você sabe do que eu tô falando: aquele filme da Sofia Coppola, com o Bill Murray e a Scarlett Johansson, que se passa no Japão.
Não achei um filme ruim. Nem achei bom, também. Achei fraco. Só isso. Fraco. É um filme curto, com cenas demasiadamente longas, diálogos muito curtos e sem qualquer situação que mereça especiais recordações. Não é ruim, entretanto, não tem uma trama mal-amarrada, seus momentos de humor são engraçados, Bill Murray interpreta bem o papel de ator velho e meio esquecido, com um certo ar de desolamento que veio com a idade. Scarlet Johansson também consegue deixar claro seu ar de menina perdida, de pessoa que se sente ilhada no meio de um monte de outros seres humanos sem qualquer profundidade ou inteligência. As cenas em que a tal química dos dois protagonistas tem que ficar óbvia realmente deixam palpável a atração mútua. A trilha sonora se encaixa bem, a sacada de não colocar legendas quando os japoneses falam em japonês - para mostrar o quão perdidos estão os personagens - é bacana,
Mas é fraco. Como eu disse, não é que a história não seja boa, só é por demais costumeira, simplória, rasteira, boba, sem sal, insossa. Chame como quiser. Eu não gosto dos meus textos ficcionais por julgá-los do mesmo modo: vazios. Não é porque a Sofia Coppola filmou um roteiro que eu seria capaz de escrever, devido à sua mediocridade, que vou sair por aí destrinchando elogios.

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