Não é preciso sofrer de esquizofrenia (embora ser minimamente neurastênico seja provavelmente um pré-requisito) para alguém brigar sozinho com outras pessoas.
A afirmação acima pode soar esquisita se você se atem ao ditado que diz “quando um não quer, dois não brigam”. De certo modo é verdade, já que uma rusga só vai acontecer entre duas pessoas se ambas estiverem inclinadas a isso. Mas é mais que possÃvel que altercações homéricas ocorram unilateralmente, sem que um dos lados se manifeste, enquanto o outro arranca os cabelos.
O “brigão passivo”, se é que podemos chamá-lo assim, não se envolve no turbulento redemoinho de discussões, zanga e ofensas por motivos que vão desde achar exageradas as reações do brigão ativo - o que torna a cena toda muito engraçada, aliás, pois enquanto um se descabela por razões pÃfias, o outro ri - até por total falta de inclinação (natural ou momentânea) para brincar daquilo.
Mas o motivo que as pessoas deveriam manter em mente é que às vezes um dos lados da rixa não se manifesta - ou se manifesta tentando botar panos quentes - porque sabe que tudo aquilo pode descambar para algo muito, muito desagradável, caso ele perca a cabeça e resolva entrar na onda.
Meu caso.
É uma atitude bem inteligente, essa de evitar discutir a sério com as pessoas por conhecer seu temperamento o suficiente pra saber até onde você se dispõe a levar uma desavença. Até porque não existem assuntos dignos ou indignos de discutir sobre, mas pessoas dignas ou indignas de discutir com.
Porque têm aquelas mais razoáveis, com quem é possÃvel expor os problemas e negociar soluções. E têm as outras. Que são metidas a besta demais, ou nervosinhas demais, ou donas da razão demais. Daà pra pior.
Quem tenta brigar com alguém e vê que seu (suposto) adversário não faz nada além de rir e tecer comentários irônicos devia cair em si e esfriar a cabeça. Convenhamos: se um sujeito notoriamente esquentadinho não tá discutindo é porque não existe motivo para tanto. Porque tudo bem se, vez ou outra, você fizer tempestades tropicais em copos d’água.
Mas algumas coisas são simplesmente ridÃculas!
Depois de se meter em incontáveis arranca-rabos, você se cansa disso. Ou um dia percebe, com o mÃnimo de sabedoria que a idade há de trazer - infelizmente só para alguns, devo acrescentar -, que não vale a pena, que esse tipo de coisa não traz nenhum resultado positivo. Que é melhor buscar outros meios de dar fim aos desentendimentos.
Infelizmente alguns antagonistas não notam que o silêncio de quem ouve o sapo calado não significa que ele notou o quanto está errado, e como o outro está certo, é sagaz, incisivo e genial.
Esse silêncio, via de regra, é pura falta de saco.
Então tome cuidado com seus amigos que não brigam, brigões de plantão: pessoas rancorosas nunca mais voltam a falar com você como falavam antes.
É o que eu faço.

Pois é, que coincidência…Mas as pessoas gostam de discutir e brigar, sabe. Vou fazer uma tese. Por quê pessoas sentem prazer em levar tudo para o lado pessoal em uma simples conversa, parte I.
Realmente… é pura falta de saco! Esse post me fez lembrar de uma frase dos Malvados: “Alguns rancores guardo com muito carinho”.
Sou muito rancoroso. Não sou de ficar dizendo “Poxa, mas que texto legal!” mas eu me vi aqui. Tou pra sair fora e deixar todo mundo falando só. Seguinte, não sei se vc curte isso mas me identifiquei com esse texto… acho que posso dizer que sei (sinto) exatamente o que vc tá falando…
Hum…
…
Filhodaputa!!!
mas tbm tem aquele q jah vai pra brigar… e msm quem num queria vai ter q brigar pra preservar seu espaço.
Seu post merecia citação na blogueiros, sabe. Mas vão achar que é spam.