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Amigos! Amigos!

Cada dia que passa eu noto quão ingênuo fui em já ter achado possível fazer amigos nesta baiuca que é a internet.

Tenho, no máximo, estourando, forçando muito a barra e olhe lá, conhecidos longínquos. Gente com quem tenho a mesma intimidade e por quem demonstro tanta afeição quanto a um daqueles primos de oitavo grau que você vê uma vez por década, no enterro de algum parente velho que permanecia como um dos últimos elos entre as facções há muito separadas da família.

Quando e se nos encontramos, apenas sorrimos, dizemos “Há quanto tempo!” e a conversa termina aí.

Se uma das duas partes desaparece ou morre, a vida prossegue sem maiores dramas que não um “Veja só que pena…” dito entre um comercial e outro do Jornal Nacional.

Amizades na internet são como sites na internet.
Surgem aos borbotões e desaparecem rapidamente e sem deixar vestígios. Às vezes, com sorte, pode-se encontrar antigas referências a elas no cache do google.

Veja só meus grandes amigos da panelinha, por exemplo.

Hoje eu quero mais é que boa parte deles se foda.

Olha, não é porque o cara é meu amigo, não, mas…

Link novo ali na coluna lateral. E esse tem tanto crédito na praça que merece até um post com menção honrosa.

O Caetano foi meu professor de gaita quando eu ainda aprendia gaita, antes de virem com uma proposta que eu achei que fosse melhorar a minha vida, mas só fez me jogar no buraco.

Enfim, não é disso que eu vim falar.

Só vim dizer que não tô adicionando às minhas leituras porque o cara é meu amigo, não. É literatura da boa mesmo. Os que não foram fora. Vai pra coluna lateral.

E pro topo, só porque o cara é meu amigo.

O desespero da (falta de) inspiração

Marco Aurélio nunca foi um sujeito muito apegado à verdade. Aliás, é reconhecidamente um grande mentiroso! Não sei se vocês sabem, mas aqueles textos do Balde de Gelo… ih, tudo mentira. Ele inventou aquilo lá junto com uma AMIGA (pois ele nunca foi casado). Ele não tem uma coleção de vinis. NEM UM BALDE DE GELO ELE TEM!

E podem acreditar em mim, pois já estive na casa dele.

Agora, entretanto, a coisa chegou a níveis imperdoáveis. Antes eu mantinha minha boca fechada e fazia vista grossa pra esses deslizes do cara, porque, pô, é meu amigo e tal, mas agora não dá mais: ao se dar conta da gravidade de sua atual falta de inspiração, ele resolveu apelar dizendo que viu um anão japonês numa parada de ônibus.

Balela, meus caros leitores. Balela da grossa.

Todo mundo sabe que “anão japonês” é um paradoxo. Anões são criaturas bem-dotadas, portadoras de mastruços opulentos e intimidadores. Japoneses, por outro lado, são notórios por sua capacidade genética de fazer tudo pequenininho. Se é que me entendem.

Um anão japonês, então, é um ser mitológico. Inviável. O próximo passo do nosso amigo Marco é ser abordado por aliens procurando o caminho mais curto pra Rua dos Bobos, n.º 0.

Oras, Corélio, faça-nos um favor: pare com essas invencionices infantilóides e vá parodiar a bíblia, que é o que você faz melhor!

::UTOPIA DILUCULAR::
Nosso compromisso é com a verdade!

Males do MSN

Acho que meu msn antigo tinha uns… hm…. cinqüenta e poucos contatos. Não tenho certeza, mas era alguma coisa por aí. O que começou a me incomodar não foi o número de pessoas na minha lista, mas a quantidade de gente fora dela que tinha meu endereço adicionado. Nunca gostei de ser abordado por quem eu não conheço, daí percebi que, pra me livrar desse problema, teria que trocar o login.

Troquei.

Minha lista, agora, tem umas 48 pessoas. Dessas, umas 20 quase nunca se conectam. Compreendo que isso acontece porque devem ter outros afazeres ou simplesmente porque não querem entrar na internet. Cada um, cada um.

Do restante, uns 8 ou 9 que sempre ficam online. O resto só entra como “ocupado”, “ausente”, “em horário de almoço”, “volto logo” ou “ao telefone”.

Sigo o princípio de não falar com quem não está online, porque poucas coisas me deixam mais constrangido do que incomodar os outros. Por lógica, nunca falo com essa gente. Aí eu pergunto: com que finalidade vou manter, na minha lista de contatos, gente com quem eu NUNCA tenho contato?

Pois é. Não tem por que manter.

Então já vou avisando: vou limpar o MSN e deletar umas boas 15 pessoas dessas que sempre estão em status não disponíveis. Também vou mandar às favas aqueles que estão aqui há mais de um mês e com quem eu nunca falei. Se não tá a fim de conversar, me adicionou à sua merda de msn por quê?

Não tenho paciência com gente quantitativa.

Por fim, um aviso: quando mudei de login, enviei um e-mail pra quase toda minha lista anterior avisando da mudança. Alguns não me adicionaram, outros, sim. Presumi que quem não pegou o endereço novo não o fez porque não quis, embora alguns tenham reclamado que a mensagem não chegou. Diante disso, tenho dois pontos a ressaltar:

1 - Não é culpa minha se você não verifica sua caixa de e-mails regularmente (inclusive a pasta de spans, já que muita coisa que é mandada pra uma lista de e-mails costuma parar lá)
2 - Lá se vão QUATRO MESES E UM DIA desde que eu mudei meu MSN. Se você não fez a menor questão de adicioná-lo durante todo esse período, não vem choramingar no meu ouvido, ok?

Meus “grandes amigos” sabem muito bem como me encontrar. Têm meu e-mail, meu telefone, poderiam ter deixado uma mensagem aqui no blog ou um scrap no orkut… boa parte de vocês não moveu uma palha pra manter contato, então, na boa, vão tomar no meio do cu.

De todos os que recebiam de mim o status de amigos, só restaram uns 2 ou 3.
Os outros eu quero mais é que se fodam. Já não temos mais nenhum contato e espero continuar assim.

Momento Viadagem

- Viadagem, né?

Minha nêga! border=

Já contei aqui a história de como conheci o Marco, não vou ficar me repetindo.

- Se repetindo, né?

O negócio é que o sujeito - que considero um amigo de eras, um irmão por seleção - vai lançar um livro e eu não vou estar lá pra lhe dar um abraço, afagar sua careca, apalpar sua bunda e chamá-lo de bicha por sorrir feito criança em loja de doces (é assim que ele fica perto de quem gosta).

- Perto de quem ele gosta, né?

Ao constatar isso, fiquei triste. Queria poder comparecer a outro dos seus momentos de felicidade. Mas outros virão, indubitavelmente, e estarei lá para aplicar-lhe um pula-pirata em determinado momento de distração.

- Momento de distração, né?

Saudades do cara mais homoafetivo que eu conheço.
Vê se guarda um pouco dessa bunda pra mim. Não dê tudo pros Capanemas e pro Daniel Lima.

- Capanemas e Daniel Lima, né?

Parabéns, seu arrombado!

- Seu arrombado, né?

Política de Privacidade

Não gosto de pessoas, e não é de hoje. Não sou um misantropo, um eremita, um anti-social, nada disso. Detesto inclusive quem carrega no peito esse tipo de título, diga-se de passagem.

O fato é que eu não tenho muita paciência com as pessoas e suas características. Nem com as minhas esquisitices eu sou tolerante, por que diabos seria diferente com as alheias? Minha posição de isolamento não é por antipatia. Passo longe de ser um cara antipático, a despeito do que possa pensar e dizer a grande maioria dos leitores e ex-leitores desse blog. O que me move é pura chatice. Eu SEI tratar bem as pessoas, quando não me sinto tentado a agir em contrário, ou não teria por aí tanta gente achando que é meu amigo. Mas saber tratar bem quem vem falar comigo não significa que eu queira fazê-lo, e é aí que reside toda a questão. Não quero tratar ninguém bem pela internet ultimamente.

Ando cansado de gente cibernética, inclusive dos meus supostos “amigos” (com direito a aspas e teor cínico). Entretanto, por influência da Consciência Cósmica Universal ou qualquer baboseira dessas, é exatamente nessas fases - quando não quero ver pessoas nem pintadas de ouro - que me aparece um monte de gente que eu não conheço querendo falar comigo sabe-se lá o quê. Por isso a necessidade de escrever isso aqui para todos os poucos que ainda lêem essa página:

Não faz diferença quem você é, quão interessante você se acha ou o que você tenha a dizer. Eu não me interesso em saber, não me diz respeito e eu quero mais é que você vá se lascar. Parafraseando o saudoso Double: “Não vim aqui pra fazer amigos”. De “amigos” de internet eu já tô cheio. Preciso é me livrar de alguns, a bem da verdade.

Espero que a mensagem tenha ficado suficientemente clara.