Archive for the 'amigos' CategoryPage 2 of 3

…esta puta.

A vida tem um jeito esquisito de ensinar determinadas lições. Esquisitos, não por isso menos eficazes.

Vira e mexe ela berra nos meus ouvidos com toda a força - e ela pode berrar bem alto - que eu não preciso de amigos, e não deveria tê-los.

Apesar de estar errada na forma, ela está certa no mérito.
Captada a mensagem, resta apenas agir de acordo.

Jabazão descarado

Cada vez que um conhecido meu que não se rendeu ao estilo atual de escrever um blog mata sua página, morre um pedaço da pequena fé que eu tenho de que esse hábito um dia voltará a ser divertido, que esse não será um ambiente dominado por jornalistas fracassados e engenheiros sociais. Infelizmente isso tem sido muito freqüente nos últimos tempos.

Eventualmente, entretanto, surge gente que só quer rabiscar devaneios sobre amenidades. Temos três novos desses ali na lista de links:

1) Agateofobia, da senhorita M. M., quando eu a conheci, era uma menininha imberbe e recém-saída das fraldas. Muito esperta, porém, botava no chinelo boa parte dos marmanjos que eu conhecia quando a questão era argumentar sobre qualquer coisa. QUALQUER coisa, sério. Bom, talvez não sobre videogame, mas não me lembro de ter falado de Street Fighter com ela. Enfim. Certa vez até tivemos um blog juntos, eu, ela e o velho Ratamero, mas acabou não dando certo porque cada um já tinha um blog próprio, e nem eu, nem ela, nem o Ratamero escrevíamos no secundário. Acabamos perdendo contato quando ocorreu o êxodo do ICQ para o MSN, mas o orkut tá aí pra juntar as pessoas e disseminar o ódio entre elas, então nos reencontramos por lá. Ela permanece imberbe (felizmente) e tem um blog e… porra, vai lá ler e pronto.

2) Notas Frias, do NakedBoy. El Rapaz Desnudo, como é conhecido no México, onde vai para pegar dicas de beleza com seus amigos michês, é um antigo (nem tão antigo assim, na verdade) colega de trabalho. Sim, porque eu também já fui michê. Mas é um aspecto da minha vida do qual prefiro não falar, me traz lembranças dolorosas e assaduras. De todo modo, o Peladão é um mestre na arte de desenvolver textos que partem de nada e chegam a lugar nenhum, sem qualquer coesão ou coerência, porque coesão e coerência é coisa de vestibulando. Membro Fundador da clássica sociedade conhecida como Clube Irmão Caminhoneiro Shell, Mr. Desnudo sabe criar ofensas de extrema grosseria como poucos. Talvez esse lado do rapaz não transpareça em seu blog, mas tenhamos esperanças.

(só para soar clichê, e também porque é verdade, embora seja clichê)
Por último, mas não menos importante:

3) Carlota Polar, da Paula Groff. Paula Groff é uma daquelas raras pessoas que nascem em livros de ficção fantástica escritos por autores muito competentes. Todos os personagens, com exceção do protagonista, são criaturas bizarras, de hábitos absurdos, modos grotescos e, eventualmente, aparência incomum. Assim são os vizinhos e conhecidos da Paula, e digo isso assim, sabendo que ela vai ler, porque também sei que ela vai concordar com o que eu digo. É a mais pura verdade. Quando ela começou a me contar coisas a respeito da sua vida, cheguei a imaginar que se tratasse de uma mitômana, mas a verdade é que o mundo real pode ser muito mais escroto do que se imagina. Paula, além de ser bonita, escrever bem e ter um sobrenome muito bacanudo, joga RPG, Playstation 2, lê bons livros, ouve boas músicas e tem uma ironia fina, difícil de encontrar. E agora lá vai a horda de bárbaros, assediar a menina.

Cumprida minha má ação de hoje (jogar vocês, merovíngios, sobre essas pobres pessoas), retiro-me.

Propaganda (mais que merecida) para um amigo.

Garanto que ele não tá me pagando um centavo pela publicidade.
E eu também não ganho comissão por exemplar vendido.

Mas pense comigo: se a propaganda do livro é tão foda e foi escrita pelo próprio autor, é um investimento que vale ser feito.
Pelo menos vai ser fácil de rasgar, convenhamos.

Amigos! Amigos!

Cada dia que passa eu noto quão ingênuo fui em já ter achado possível fazer amigos nesta baiuca que é a internet.

Tenho, no máximo, estourando, forçando muito a barra e olhe lá, conhecidos longínquos. Gente com quem tenho a mesma intimidade e por quem demonstro tanta afeição quanto a um daqueles primos de oitavo grau que você vê uma vez por década, no enterro de algum parente velho que permanecia como um dos últimos elos entre as facções há muito separadas da família.

Quando e se nos encontramos, apenas sorrimos, dizemos “Há quanto tempo!” e a conversa termina aí.

Se uma das duas partes desaparece ou morre, a vida prossegue sem maiores dramas que não um “Veja só que pena…” dito entre um comercial e outro do Jornal Nacional.

Amizades na internet são como sites na internet.
Surgem aos borbotões e desaparecem rapidamente e sem deixar vestígios. Às vezes, com sorte, pode-se encontrar antigas referências a elas no cache do google.

Veja só meus grandes amigos da panelinha, por exemplo.

Hoje eu quero mais é que boa parte deles se foda.

Olha, não é porque o cara é meu amigo, não, mas…

Link novo ali na coluna lateral. E esse tem tanto crédito na praça que merece até um post com menção honrosa.

O Caetano foi meu professor de gaita quando eu ainda aprendia gaita, antes de virem com uma proposta que eu achei que fosse melhorar a minha vida, mas só fez me jogar no buraco.

Enfim, não é disso que eu vim falar.

Só vim dizer que não tô adicionando às minhas leituras porque o cara é meu amigo, não. É literatura da boa mesmo. Os que não foram fora. Vai pra coluna lateral.

E pro topo, só porque o cara é meu amigo.

O desespero da (falta de) inspiração

Marco Aurélio nunca foi um sujeito muito apegado à verdade. Aliás, é reconhecidamente um grande mentiroso! Não sei se vocês sabem, mas aqueles textos do Balde de Gelo… ih, tudo mentira. Ele inventou aquilo lá junto com uma AMIGA (pois ele nunca foi casado). Ele não tem uma coleção de vinis. NEM UM BALDE DE GELO ELE TEM!

E podem acreditar em mim, pois já estive na casa dele.

Agora, entretanto, a coisa chegou a níveis imperdoáveis. Antes eu mantinha minha boca fechada e fazia vista grossa pra esses deslizes do cara, porque, pô, é meu amigo e tal, mas agora não dá mais: ao se dar conta da gravidade de sua atual falta de inspiração, ele resolveu apelar dizendo que viu um anão japonês numa parada de ônibus.

Balela, meus caros leitores. Balela da grossa.

Todo mundo sabe que “anão japonês” é um paradoxo. Anões são criaturas bem-dotadas, portadoras de mastruços opulentos e intimidadores. Japoneses, por outro lado, são notórios por sua capacidade genética de fazer tudo pequenininho. Se é que me entendem.

Um anão japonês, então, é um ser mitológico. Inviável. O próximo passo do nosso amigo Marco é ser abordado por aliens procurando o caminho mais curto pra Rua dos Bobos, n.º 0.

Oras, Corélio, faça-nos um favor: pare com essas invencionices infantilóides e vá parodiar a bíblia, que é o que você faz melhor!

::UTOPIA DILUCULAR::
Nosso compromisso é com a verdade!




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