Cada vez que um conhecido meu que não se rendeu ao estilo atual de escrever um blog mata sua página, morre um pedaço da pequena fé que eu tenho de que esse hábito um dia voltará a ser divertido, que esse não será um ambiente dominado por jornalistas fracassados e engenheiros sociais. Infelizmente isso tem sido muito freqüente nos últimos tempos.
Eventualmente, entretanto, surge gente que só quer rabiscar devaneios sobre amenidades. Temos dois novos desses ali na lista de links:
1) Agateofobia, da senhorita M. M., quando eu a conheci, era uma menininha imberbe e recém-saída das fraldas. Muito esperta, porém, botava no chinelo boa parte dos marmanjos que eu conhecia quando a questão era argumentar sobre qualquer coisa. QUALQUER coisa, sério. Bom, talvez não sobre videogame, mas não me lembro de ter falado de Street Fighter com ela. Enfim. Certa vez até tivemos um blog juntos, eu, ela e o velho Ratamero, mas acabou não dando certo porque cada um já tinha um blog próprio, e nem eu, nem ela, nem o Ratamero escrevíamos no secundário. Acabamos perdendo contato quando ocorreu o êxodo do ICQ para o MSN, mas o orkut tá aí pra juntar as pessoas e disseminar o ódio entre elas, então nos reencontramos por lá. Ela permanece imberbe (felizmente) e tem um blog e… porra, vai lá ler e pronto.
2) Notas Frias, do NakedBoy. El Rapaz Desnudo, como é conhecido no México, onde vai para pegar dicas de beleza com seus amigos michês, é um antigo (nem tão antigo assim, na verdade) colega de trabalho. Sim, porque eu também já fui michê. Mas é um aspecto da minha vida do qual prefiro não falar, me traz lembranças dolorosas e assaduras. De todo modo, o Peladão é um mestre na arte de desenvolver textos que partem de nada e chegam a lugar nenhum, sem qualquer coesão ou coerência, porque coesão e coerência é coisa de vestibulando. Membro Fundador da clássica sociedade conhecida como Clube Irmão Caminhoneiro Shell, Mr. Desnudo sabe criar ofensas de extrema grosseria como poucos. Talvez esse lado do rapaz não transpareça em seu blog, mas tenhamos esperanças.
(só para soar clichê, e também porque é verdade, embora seja clichê)
Cumprida minha má ação de hoje (jogar vocês, merovíngios, sobre essas pobres pessoas), retiro-me.