Forgotten my way home
Forgotten everything that I know
Everyday a false start, and it burns my heart
I know
Everything you said was right, and I suppose
Everything is here forever, ’till it goes
Senta que lá vem a história.
Forgotten my way home
Forgotten everything that I know
Everyday a false start, and it burns my heart
I know
Everything you said was right, and I suppose
Everything is here forever, ’till it goes
Entraram na casa dela e foram tropeçando em todos os móveis que havia no caminho para o quarto. Arrancavam a roupa desajeitadamente, com pressa, enquanto se engalfinhavam como dois gatos de rua.
Depois de derrubar um abajur, duma canelada, dele, em uma mesinha de cabeceira e dela quase mandar ao chão um espelho de parede, finalmente conseguiram chegar à cama. Ele lhe mordia o pescoço quando ela sussurrou em seu ouvido:
- Seus carinhos me enchem de desejo!
Ele parou. Olhou-a nos olhos.
- Como?
- Suas carícias me alucinam!
- Sério?
Ela, sentindo-se incentivada pelo clima, pela meia luz, pelo olhar que ele lhe lançava, continuou:
- Vem! Me faz ser sua!
Ele ainda a olhava quando redarguiu:
- Minha?
- Sua! Toda sua! Vem, vem ser meu homem!
- Seu homem?
- Anda! Me possui! Quero te sentir em mim, nossos corpos feitos um!
Ele se levantou. Subiu as calças, meio arriadas, e já estava fechando a camisa quando ela quis saber o que houve.
- Tua breguice cortou meu barato.
- Quê?
- É isso aí. Mas não se sinta mal. Você tem futuro como letrista de forró. Adeus.
Ele foi pra casa, dormiu o sono dos justos.
Ela se masturbou ao som de Calcinha Preta.
Esse povo que diz que escreve porque isso ajuda a entender o mundo, pra poder compreender melhor como as coisas funcionam, porque é a forma que conhecem de dar sentido à vida e etc: essas pessoas mentem pra caralho.
Pra escrever você faz uso de coerência e coesão. Não existe porra nenhuma disso na vida.
Meus melhores posts são os que não escrevo.
So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here
We’re just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Tive o que fazer no 12 de dezembro durante 28 anos.
Quando não ocorria um evento no dia, acontecia alguns dias depois ou antes. A princípio eram festas com balões, brigadeiro, mirinda, bolo, primos, tios, avós e balão mágico ou trem da alegria tocando ao fundo. Com o tempo o teor foi mudando e passou, dessa farra infantil, para a típica comemoração adolescente, com música alta varando a madrugada e casaizinhos transbordando hormônios se pegando pelos cantos. Nos últimos anos os acontecimentos eram mais calmos, geralmente almoços ou jantares em família. Ano passado foi uma festa grande num sábado à tarde, com minha vó preparando uma tremenda feijoada para trocentos convidados que comeram até não poder mais. Foi divertido.
Esse ano terei o que fazer no 12 de dezembro, mas sem música e sem farra. Meu evento do dia 12 será diante de uma sepultura, com a inevitabilidade das coisas me pesando nos ombros e atos falhos me cutucando a consciência. O primeiro 12 de dezembro em 28 anos sem ouvir a voz da minha irmã.
Sei lá se isso vai soar como eu gostaria que soasse, mas sinceramente espero que seja o primeiro de poucos.
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