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Fatos da vida

Mulher é igual caneta bic: você passa um tempão adquirindo essas porcarias só pra se decepcionar e passar raiva. Elas não valem nada, falham justo quando são mais necessárias, estouram sem explicação aparente, parece que só trabalham bem na mão alheia.

Daí um dia você encontra uma que funciona com você, em qualquer situação.
É quando vem um filho da puta e te rouba essa merda na maior cara dura.

(sinta-se livre para trocar “mulher” por “homem”, se é com isso que você se relaciona e se a analogia te parece adequada)

Spammers Paradise

Entre 1h35m e 23h17m do dia 13 de fevereiro este blog recebeu nada menos do que 920 comentários de spam.
Isso dá uma média aproximada de 40 comentários feitos por bots de propaganda por hora.

Arredondando grosseiramente, temos a impressionante marca de 1.000 mensagens publicitárias desagradáveis e não-solicitadas neste blog por dia.

Ok, nenhuma delas vai para a página principal, o Akismet segura tudo isso nos peitos e manda pra uma área de moderação chamada Akismet Spam. Vejam que título sugestivo.

O negócio é que SABER dessa merda já me irrita o suficiente. Ter que me deparar com essa putaria já me irrita o bastante. Não me interessa se vai pra página principal ou não, o que eu queria era poder bloquear o endereço IP do maldito filho da puta e bloquear comentários DEFINITIVAMENTE. Eles sequer chegariam a ser categorizados como spam. Iriam DIRETO pro limbo!

E isso eu não posso fazer.

E ISSO ME IRRITA PRA CARALHO!!

Wordpress de merda. É a função mais SIMPLES, mais ESTÚPIDA, mais TRIVIAL DO MUNDO! MAS NÃÃÃÃÃÃÃO!!
Por que POUPAR o dono do blog de PERDER TEMPO APAGANDO UMA TONELADA DE SPAM?

Por que SER PRÁTICO?
DEIXA O CARA PERDER TEMPO!
SE FODE AÍ, MANO VÉIO!

Bah.

Ter um site .com.br torna essa merda visada demais.
Voltarei pro blogspot.

Poema do Desmantelo Azul, 1979

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um azul
vertiginosamente azul. Azul.

(Carlos Penna Filho)

Declarações do óbvio

Amigos e irmãos.
Namastê.
Paz e Luz.
Yakshemash.

Uns dois ou três dos cinco leitores deste gueto cibernético asqueroso devem ter notado que os feeds foram novamente liberados para quem quiser ler direto pelo agregador.

Agradeçam à Gabi Fróes e a todas as cavalares doses de encheção de saco via MSN.
E ao meu espírito magnânimo, que resolveu ajudá-los em sua preguiça imunda de clicar num maldito link pra entrar numa porra duma página, seus preguiçosos do caralho.
Sou ou não sou um sujeito gentil?

Eu sei que sou, putos.

Pequenas igrejas…

- Nossa, você não bebe?
- Não.
- Por quê?
- Sou abstêmio.
- É o quê?
- Abstêmio.
- O que é isso?
- É a minha religião.
- Nunca ouvi falar.
- Porque você é beócio.
- O que é isso?
- É como os da minha religião chamam os não-iniciados.

Das inevitabilidades da vida

Sempre me impressionei com esse negócio dos quadros. Estão lá em cima há anos, então, sem que aconteça nada, mas eu digo nada mesmo, fran, caem. Estão ali, amarrados ao prego, ninguém lhes faz nada, mas eles, a um certo ponto, fran, caem como pedras. No silêncio mais absoluto, com tudo imóvel em volta, nenhuma mosca voando e eles, fran. Não existe uma razão. Por que exatamente naquele instante? Não se sabe. Fran. O que acontece com um prego para decidir que não pode mais com ele? Tem uma alma, ele também, pobrezinho? Toma decisões? Discutiu o assunto longamente com o quadro, tinham dúvidas sobre o que fazer, falavam disso todas as noites, durante anos, então decidiram uma data, uma hora, um minuto, um instante, é aquele, fran. Ou já o sabiam desde o início, os dois, já estava tudo combinado, olha, eu largo tudo dentro de sete anos, para mim está bem, okay então, entendido, em 13 de maio, okay, lá pelas seis, digamos cinco e 45, de acordo, então boa noite, ‘noite. Sete anos depois, 13 de maio, cinco e 45: fran. Não dá para entender. É uma daquelas coisas em que é melhor nem pensar, ou se fica maluco. Quando cai um quadro. Quando você acorda, uma manhã, e não a ama mais. Quando abre o jornal e lê estourou a guerra. Quando vê um trem e pensa devo ir embora daqui. Quando você se olha no espelho e percebe que está velho.

Trecho de Novecentos: Um Monólogo, de Alessandro Baricco. Entra no meu Top 5 de livros preferidos na vida. E eu não ganho nada se você comprar o livro clicando nesse link do Submarino (recomendo muitíssimo). Assim como também não ganho nada se você quiser pagar metade do preço cobrado pelo Submarino comprando aqui, na Estante Virtual (recomendo ainda mais).