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Das passagens rápidas

Sei que não escrevo aqui há algum tempo e também não vim escrever nada hoje. Faculdade e trabalho me exaurindo. Mas achei justo deixar aqui esse trecho de um post do Branco Leone, que é foda (o trecho, no caso, mas o Branco também é) e se adequa a muita gente imbecil que andou dizendo muita imbecilidade por aqui recentemente:

(…) os comentários dos Defensores de Alguma Coisa (*), animais que hoje, graças à Internet, proliferam-se como ratos e tem por principal característica a incapacidade de identificar uma piada. Não seria preciso que a entendessem; bastaria que pudessem identificá-la. Mas isso, como se sabe, é algo que só acontece na estratosfera do pensamento humano, isto é, em altitudes superiores a QI 30.

Das razões para se perdoar alguém

Jules: You read the Bible, Ringo?

Ringo: Not regularly, no.

Jules: Well, there’s this passage I got memorized, Ezekiel 25:17:

“The path of the righteous man is beset on all sides by the inequities of the selfish and the tyranny of evil men. Blessed is he who, in the name of charity and good will, shepherds the weak through the valley of darkness. For he is truly his brother’s keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who attempt to poison and destroy my brothers. And you will know I am the Lord when I lay my vengeance upon you.”

I’ve been sayin that shit for years. And if you heard it, that meant your ass. I never gave much thought to what it meant. I just thought it was some cold-blooded shit to say to a motherfucker before I popped a cap in his ass. But I saw some shit this morning that made me think twice. See, now I’m thinkin… maybe it means you’re the evil man, and I’m the righteous man. And Mr. 9mm here, he’s the shepherd protecting my righteous ass in the valley of darkness. Or it could mean, you’re the righteous man, and I’m the shepherd, and it’s the world that’s evil and selfish. I’d like that.

But that shit ain’t the truth. The truth is: you’re the weak. And I am the tyranny of evil men. But I’m trying, Ringo. I’m trying REAL HARD to be the shepherd.

Não interessa quantas merdas o Samuel L. Jackson faça na vida, quantos Swats, Triplos X’s, Snakes On A Plane ele cometa em sua carreira: esse filme, essa cena, esse diálogo sempre será razão mais do que suficiente para perdoá-lo e tornar a dizer que não existe Bad Motherfucker mais fodão do que ele no cinema atualmente.

E eu, que já publiquei a parte do monólogo aqui, em português, agora coloco em inglês e com direito a vídeo. Sem legendas. Assiste quem quiser (o trecho sensacional transcrito acima começa aos 7m15s).

Dos compartilhamentos

É o seguinte: eu tenho essa collector’s account no Rapidshare, que criei pra poder upar a trilha sonora de Cowboy Bebop pra um amigo, há alguns meses (quando fiz aquele post falando a respeito da atrocidade que o Keanu Reeves tem em mente e tal).

O negócio é que o Rapidshare, apesar de toda a praticidade que trouxe à vida de quem quer compartilhar arquivos com um porrilhão de gente, também tem lá suas limitações. Não posso simplesmente colocar um link pra minha conta aqui e deixar que quem quiser vá lá conferir os últimos uploads, por exemplo. Tenho que sair distribuindo links a torto e a direito, e é esse o objetivo deste post. Colocarei uma série de links pra coisas que tive que colocar lá, por diversos motivos. Meu msn de viadagem com envios, arquivos de tamanhos absolutamente intoleráveis pra uma transferência online via instant messenger, etc.

Vocês vão notar que só compartilhei links de mp3, porque é o que eu mais tenho lá. As outras porcarias (legendas pra episódios específicos de séries, os episódios em si e etc) são muito pontuais. De que adianta eu distribuir um link pro quarto episódio da segunda temporada de Spectacular Spider-man pra quem não viu todos os outros 16 capítulos da série (13 da primeira temporada e os outros 3 da segunda)? Oras.

A bitrate da maior parte das músicas é 128kbps, salvo aquelas que escaparam ao meu crivo. Música “em alta definição” é viadagem. Não vou gastar mais 40, 50 mega de espaço por CD no meu HD graças a uma suposta “maior qualidade”, totalmente imperceptível a ouvidos humanos. Se for pra baixar música pro seu cachorro, daí eu até sugiro que você procure por algo em 320kbps. Do contrário, deixa de ser fresco.

Pois chega de conversa fiada, tomem aí:

Cowboy Bebop - OST 1

01 - Tank!
02 - Rush
03 - Spokey Dokey
04 - Bad dog, no biscuits
05 - Cat blues
06 - Cosmos
07 - Space lion
08 - Waltz for Zizi
09 - Piano black
10 - Pot city
11 - Too good, too bad
12 - Car 24
13 - The egg and I
14 - Felt tip pen
15 - Rain
16 - Digging my potato
17 - Memory

Cowboy Bebop - OST 2: No Disc

01 - American money
02 - Fantaisie sign
03 - Don’t bother none
05 - Live in Baghdad
07 - Want it all back
08 - Bindy
09 - You make me cool
11 - Green bird
12 - ELM
14 - Gateway
15 - The singing sea
16 - The egg and you
17 - Forever broke
18 - Power of kung-food

Cowboy Bebop OST 3: Blue

01 - Blue
02 - Words that we couldn’t Say
03 - Autumn in Ganymede
04 - Mushroom hunting
05 - Go go cactus man
06 - Chicken bone
07 - The real man
08 - N.Y. Rush
09 - Adieu
10 - Call me, call me
11 - Ave Maria
12 - Stella by moor
13 - Flying teapot
14 - Wo qui non coin
15 - Road to the west
16 - Farewell blues
17 - See you space cowboy

Cowboy Bebop - Knockin’ On Heaven’s Door OST - Future Blues

01 - 24hours OPEN
02 - Pushing the sky
03 - Time to know~Be waltz
04 - Clutch
05 - Musawe
06 - Yo pumpkin head
07 - Diggin’
08 - 3.14
09 - What planet is this?!
10 - 7minutes
11 - Fingers
12 - Powder
13 - Butterfly
14 - No reply
15 - Dijurido
16 - Gotta knock a little harder
18 - Rain (demo ver.)

Ask DNA / Cowgirl Ed / Vitaminless (são 3 cds pequenos, coloquei todos no mesmo pacote)

Vitaminless:
01 - The real folk blues
02 - Odd ones
03 - Doggy dog
05 - Spy
07 - Piano Bar I
08 - Black coffee

Cowgirl Ed:
01 - Goodnight Julia
02 - Papa plastic
03 - Telephone shopping
04 - Kabutoga ni kodai no sakana
05 - Slipper sleaze
06 - 23 hanashi

Ask DNA:
01 - What Planet Is This?
02 - Ask Dna
03 - Cosmic Dare (Pretty With A Pistol)
04 - Hamduche
05 - Is It Real?

Cowboy Bebop Special CD Box:

CD 1
CD 2
CD 3
CD 4

Não vou listar as músicas por CD, é coisa pra cacete. Basta saber que o CD 1 tem algumas inéditas e algumas versões de outras já lançadas (a versão pra TV de Tank!, versões alternativas de Spokey Dokey e Diggin My Potato, etc). O CD 2 mantém a política de versões alternativas, mas é composto quase inteiramente por diálogos, que eu fiz questão de suprimir. O CD 3 tem versões prolongadas de algumas músicas, alternativas de outras e algumas inéditas. E o CD 4 vem com versões ao vivo, gravadas em shows dos Seatbelts.

São fodões, baixe todos.

Algumas músicas soltas, que foram pro rapidshare graças a surtos de viadagem do meu MSN:
Tommy Dorsey - On the sunny side of the street
Avenue Q - The internet is for porn
M. Ward - Chinese translation

A primeira é uma daquelas antigaças, onde dá pra ouvir até mesmo o chiado da vitrola. Mas é boa de se ouvir, se você tiver um espírito octogenário, como o meu. A segunda eu conheci graças a um vídeo de World of Warcraft (NERD ALERT! NERD ALERT!) e ri tanto que fui atrás pra baixar. A terceira… porra, a terceira é fodaça e merecia ser distribuída só por isso. E se você curtir M. Ward, fiz um apanhado de algumas outras dele - minhas preferidas, logicamente - pra mandar pra uma amiga. Tá aqui.

Também tenho dois arquivos com as minhas favoritas do Cake. Se quiser saber quais são, baixe e ouça.

E a discografia completa do Killers:

Hot Fuss
Sam’s Town
Sawdust
Day & Age

É, por enquanto é isso. Quem quiser, sinta-se livre para arrombar sua taxa de transferência. E se quiser discutir gosto musical, questionar por que eu botei a músixa X do Cake, que você considera fraca, e não botei a Y, que você considera foda, ou por que eu te fiz perder tempo baixando isso ou aquilo, que você achou uma merda… meu msn e e-mail estão por aí. Procure e vamos bater boca amistosamente, há de ser divertido.

Beijundas.

Tópicos (3)

As primeiras coisas primeiro: estreou, esta semana, o blog da H.O.M.E.M. - Honrada Organização Mundial dos Especialistas em Mulheres. Não me perguntem a razão, pois não a conheço, mas estou lá, integrando as fileiras dos que tentam construir uma ponte, montar uma tirolesa, alinhar uma catapulta, traçar um atalho, fazer qualquer coisa, enfim, numa tentativa - vã, se me permitem dizer - de cruzar esse milenar abismo que separa os sexos.

Imaginei que deixar meu cabelo crescer iria torná-lo mais comportado. Conclusão à qual cheguei seguindo aquela minha teoria que diz que cabelos, como pessoas, têm infância, adolescência e idade adulta. Ledo engano. Embora adulto ele se comporte melhor, o miserável ainda é um revolucionário. Um subversivo. Um maldito comunista. Cheio de vontades e exigências. Se é pra viver um inferno capilar, considerei cortá-lo, voltar a ter cabelos curtos (raspá-los, nunca, me falta a coragem). Então esse é meu dilema atual. Peço às mulheres que porventura leiam esse blog que opinem: devo deixá-los compridos, como estão? Ou curtos? Para ajudar na formação de uma opinião mais ponderada, seguem fotos minhas antes e depois de deixar o cabelo crescer.

Curto:
Antes
Comprido:
Depois
Queria entender que poder é esse que o sax tem de tornar qualquer música absurdamente, profundamente, indescritivelmente BREGA. Você pegue, por exemplo, o tema de amor de Cinema Paradiso, que é das coisas mais lindas do mundo, de deixar com lágrimas nos olhos mesmo o mais furioso espancador de mulheres. Toque em um violão e é uma música sensacional. Toque ao piano e é espetacular. Toque ao violino e não esqueça de distribuir lenços à platéia. Toque em um sax… e me arranje um saco de vômito!

Falando nisso, onde eu estava em março desse ano, que não ouvi falar que o Ennio Morricone vinha fazer um concerto no Brasil? E agora, quando vou ter outra oportunidade de ver o velhinho tocando ao vivo? Não vou me perdoar se o maestro for pra cova antes que eu tenha visto uma apresentação dele!

Estudei feito um corno nos últimos dois meses, na esperança de conseguir nota para me livrar de duas matérias da faculdade nas quais estava meio pendurado (precisando tirar acima de 9 na segunda parcial, de modo a não ficar para a prova final e entrar de férias mais cedo). Consegui. Por outro lado, retirei da minha lista de prioridades as outras três matérias, porque tive boas notas nelas na primeira parte do semestre. Resultado? Lógica de Programação - que me rendeu um 9,5 na primeira parcial - me enrabou com força, com vontade, com areia e limalha de ferro nessa segunda fase. Que bonito, que beleza.

A faculdade chama essas parciais de “bimestre”. Mas, em primeiro lugar, um período de faculdade é um semestre, então deveria ser dividido em dois trimestres. E, em segundo lugar, bimestre é coisa de ensino fundamental/médio. Chamo de parciais, etapas, fases, aquelas-merdas-de-períodos-intermináveis-de-avaliações e etc.

Saiu CD novo do Keane, Perfect Symmetry (do qual já falei) e também do Killers, Day & Age, do qual falo agora: o que há com esses caras, afinal de contas? A cada novo CD, eles parecem retornar mais e mais para meados dos anos 80. Por deus, eu vi os revivals dos anos 70 durante minha adolescência e já me causaram sofrimento suficiente. Temos MESMO que fazer isso? Relembrar e tentar retornar às décadas anteriores? Não podemos simplesmente seguir em frente? O único empreendimento humano a retornar aos anos 80 da forma correta foi GTA Vice City (e sua versão PSPística, da qual eu pretendo falar qualquer dia, Vice City Stories), e por uma razão bem simples: porque não levou a sério nada daquela merda, ridicularizando-a sempre que possível.

Perdi 8kg nas últimas semanas, descendo de 79kg para 71kg. Não foi nada planejado, simplesmente aconteceu. Ao contrário da crença comum, entretanto, perder peso quando você é ocioso não queima as gorduras, tornando sua antes incipiente barriga em um notável bucho. Só o exercício pode acabar com sua pochetona. Com isso em mente, utilizei meu 13º em uma importante aquisição: cumprimentem Libertina (Tina, para os íntimos).

LiberTina
Quase uma década após a morte de Clementina, minha bicicleta anterior, deixei para trás meu luto e arranjei nova companheira. Agora só me falta um MP3 Player (o meu, vejam que trágico!, voou contra a parede de forma inexplicável!) e o eixão do lazer será meu habitat aos domingos.

Me assusta a absurda quantidade de blogs falando da vida dos outros que existem e fazem sucesso. Me refiro a páginas como a “te dou um dado?”, “papelpop” e assemelhados. Não entendo como uma pessoa pode ser tão limitada a ponto de não só criar um blog com o objetivo específico de ser uma variante online da Contigo!, mas ainda levar essa abordagem a um nível completamente novo: não basta falar da vida das pessoas, é preciso fazer isso de forma estupidamente cruel e escarninha. É um termo que evito a todo custo usar, mas tal despeito me leva a crer que o verdadeiro combustível dessas pessoas é a inveja, pura e simples. Diante da impossibilidade de chegar àquele lugar, por que não cuspir em quem se encontra ali? O fato dos “escritores” - se é que o termo se aplica - desses blogs serem gays e mulheres feias em sua maioria só torna maior a plausibilidade (opa!) da minha teoria. Mas ainda preciso considerar a questão com maior cuidado.

Em tempo: sou completamente contra esse mercado de jornalismo fofoqueiro, cujo produto a ser vendido é a vida dos outros. Os defensores dessa palhaçada argumentam que muitos dos que estão na posição de “celebridade” contratam fotógrafos para segui-los e vender as imagens, conseguindo, assim, um lugar melhor sob os holofotes. Não me interessa. Como não me interessa o outro argumento muito usado nesses casos: “as pessoas querem saber”. As pessoas querem um monte de coisas que a lei proíbe, simplesmente porque as pessoas querem mesmo é ver o ôco. O fato de haver demanda não significa que deva haver o serviço! Esse é um dos que ainda não foram proibidos, mas serão, se a humanidade de fato estiver ficando mais sábia com o passar do tempo. Coisa que eu duvido, ou seja, essa merda ainda vai crescer muito até alguém perceber que é preciso dar cabo de tanto desrespeito e cretinice de uma vez por todas. Daí os viados e as mocréias vão ter que arranjar outro passatempo. Quem sabe não experimentem tornar suas próprias vidas menos patéticas? Ah, a esperança. Não é à toa que este blog tem “utopia” no nome…

Umbrella-ella-ella-e-e-e

Não resisti e desfibrilei o Reimplicantes.

Categoria (ou a falta dela)

Existem diversas formas de dividir a sociedade:

Destros e canhotos.
Bolcheviques e mencheviques.
Capazes e incapazes.
Those with loaded guns, and those who dig.

Mas, para mim, não há divisão melhor que essa:

Brasileiros que falam Wikipédia e brasileiros que falam “Wikipídia”.

E o segundo grupo merece empalamento.




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