Archive for the 'musica' Category

No Surprises

Black Burning Heart

Forgotten my way home
Forgotten everything that I know
Everyday a false start, and it burns my heart
I know

Everything you said was right, and I suppose
Everything is here forever, ’till it goes

Interlúdio

Patrick Street - Music for a Found Harmonium

De nada.

Cake - End of the movie

People you love
Will turn their backs on you
You’ll lose your hair
Your teeth
Your knife will fall out of its sheath
But you still don’t like to leave before the end of the movie

People you hate
Will get their hooks into you
They’ll pull you down
You’ll frown
They’ll tar you and drag you through town
But you still don’t like to leave before the end of the movie
No, you still don’t like to leave before the end of the show

Wish You Were Here

So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here
We’re just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

Top 5 Louis Armstrong

Sou um octogenário em relação a diversas coisas, como já deve ter ficado óbvio para qualquer um que freqüente este blog com certa assiduidade. Minha velhice precoce se manifesta mais intensamente, entretanto, em relação a música. Apesar de apreciar certas mudernidades - como The Killers e suas afetações neo-oitentistas, por exemplo -, nada me dá mais satisfação do que sentar para ouvir algo antigo. Algo REALMENTE antigo! Se houver chiados característicos de gravações da época do gramofone, meu ouvido é imediatamente fisgado. Pensando agora, foi assim que The Strokes ganhou minha atenção! A primeira vez que escutei Last Nite, de madrugada na Transamérica FM (acredite se puder!), imaginei se tratar de alguma banda antiga, contemporânea de Creedence Clearwater Revival, e tomei gosto imediato. Só depois fui saber que era apenas um bando de moleques mal-penteados de Nova Iorque, mas aí já era tarde e Is This It já havia se tornado meu CD favorito da época.

De todo modo, das velharias que curto, provavelmente Louis Armstrong figura no topo dos instrumentistas. Acho uma obscenidade o que aquele sujeito fazia com o trompete. Que mundo é esse em que alguém sopra um instrumento usado para impelir soldados à guerra e arranca de algo tão inamistoso um som tão espantosamente suave? Inaceitável! Ultrajante! Maravilhoso!

Faço, então, meu Top 5 músicas preferidas do Louis Armstrong, com direito a vídeos do Youtube para ilustrar. Dessa maneira, quem não conhecia antes, se tiver interesse, fica conhecendo agora. Se não tiver… bom, gosto não se discute, se lamenta.

5. What a Wonderful World

Clichezão total, eu sei. Mas é espetacular, tem uma das letras mais bonitas já escritas, que casa perfeitamente com o vozeirão roufenho do Satchmo, e foi uma forma muito dura e muito sutil, ao mesmo tempo, de protestar contra toda a situação esdrúxula racial que se desenrolava nos Estados Unidos na década de 60. Não mostra muito do velho Armstrong como trompetista, mas vai assim mesmo. E de brinde em um vídeo com cenas de Good Morning, Vietnam!

Pra quem gosta, claro!

4. Blue Yodel #9 (Standing In The Corner)

“Pára, véio! Essa nem é do Armstrong, é do Jimmie Rodgers!”. Certo, a gravação mais conhecida dessa música é do Rodgers. Mas quem você acha que tocava aquele trompete que transformou essa beleza de uma antepassada da música country em uma antepassada do jazz? Louis Armstrong estava lá, mas não foi creditado. Uma injustiça sem tamanho. Como retaliação, em vez da versão original (que tem os chiados gramofônicos que eu tanto gosto), coloco aqui uma muito, muito melhor, tocada por Johnny Cash - que merecia um top 5 só dele - junto com o Satchmo, em outubro de 1970. Diz aí se não dá vontade de ripar e transformar em mp3?

3. A Kiss To Build A Dream On

A Kiss To Build A Dream On tem a letra apaixonada mais apaixonante que conheço - figura entre minhas preferidas de todos os tempos desde 2002, quando tive contato com ela pela primeira vez graças a Fallout 2 - e essa, sim, chuta o balde em matéria de trompetagem cabulosa, com direito a um solo notável no meio da canção. Foi a primeira do Louis Armstrong que ouvi depois de What a Wonderful World, e agradeço imensamente ao gênio da Black Isle que teve a idéia de usar essa música na abertura do jogo. Não gosto das versões ao vivo, então coloco uma em estúdio mesmo, com uma imagem de Fallout 2 ao fundo, de bônus.

2. La Vie En Rose

Edith Piaf que me perdoe, mas não tenho saco pra música em francês, o que me faz considerar a do Louis Armstrong a versão definitiva pra essa canção. Manifesta-se, em relação a essa música, meu lado reacionário: deixo de lado tudo o que veio antes, não me interessa o que veio depois. Toca em Wall-E, aliás, atestando o ótimo gosto dos caras da Pixar pra trilhas sonoras. É sempre bom lembrar que coisas como “When you press me to your heart I’m in a world apart, a world where roses bloom” derretem qualquer guria, meu caro. Mantenha isso em mente!

1. Mack The Knife

Mack The Knife é uma música bastante conhecida nos EUA. Já foi executada por Frank Sinatra, Bobby Darin, The Doors e mais uma porrada de gente. Só fui conhecer a versão do Satchmo em 2007, após comprar um conjunto de 3 CDs dele com a Ella Fitzgerald (que também já gravou essa canção).

Ao contrário das outras nesse top 5, essa não tem nada de bonitinho, já que fala de um facínora, um assassino chamado MacHeath, vulgo Mack “The Knife”. Mas é divertidíssima! É como uma versão em jazz sobre um bandido americano de um samba do Cartola sobre um bandido carioca: ações absurdas são narradas como se não fossem nada.

Curioso é saber que a música é, na verdade, a tradução da abertura de um musical alemão e a letra original é do Bertolt Brecht. Em um dos trechos, aliás, a letra segue pelos nomes das vítimas do assassino, e uma das moças citadas pelo Louis Armstrong chama-se Lotte Lenya, que foi a estrela da produção original alemã, em 1928. Ele na verdade colocou o nome dela na música durante a gravação, como uma homenagem surpresa ao vê-la no estúdio.

É lógico que uma infinidade de grandes músicas ficou de fora da lista. “Hello, Dolly”, “Cheek to Cheek”, “Saint Louis Blues”, “On The Sunny Side Of The Street”, “When The Saints Go Marching In”… Ao escolher apenas 5 músicas de alguém com um currículo musical tão genial e extenso quanto o Satchmo, não dá pra evitar a grosseria de deixar de fora alguma outra canção genial. Por outro lado, sobra material pra outro top 5 dele qualquer hora dessas, se bater uma indignação diante de qualquer injustiça.




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