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Wish You Were Here

So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here
We’re just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

Top 5 Louis Armstrong

Sou um octogenário em relação a diversas coisas, como já deve ter ficado óbvio para qualquer um que freqüente este blog com certa assiduidade. Minha velhice precoce se manifesta mais intensamente, entretanto, em relação a música. Apesar de apreciar certas mudernidades - como The Killers e suas afetações neo-oitentistas, por exemplo -, nada me dá mais satisfação do que sentar para ouvir algo antigo. Algo REALMENTE antigo! Se houver chiados característicos de gravações da época do gramofone, meu ouvido é imediatamente fisgado. Pensando agora, foi assim que The Strokes ganhou minha atenção! A primeira vez que escutei Last Nite, de madrugada na Transamérica FM (acredite se puder!), imaginei se tratar de alguma banda antiga, contemporânea de Creedence Clearwater Revival, e tomei gosto imediato. Só depois fui saber que era apenas um bando de moleques mal-penteados de Nova Iorque, mas aí já era tarde e Is This It já havia se tornado meu CD favorito da época.

De todo modo, das velharias que curto, provavelmente Louis Armstrong figura no topo dos instrumentistas. Acho uma obscenidade o que aquele sujeito fazia com o trompete. Que mundo é esse em que alguém sopra um instrumento usado para impelir soldados à guerra e arranca de algo tão inamistoso um som tão espantosamente suave? Inaceitável! Ultrajante! Maravilhoso!

Faço, então, meu Top 5 músicas preferidas do Louis Armstrong, com direito a vídeos do Youtube para ilustrar. Dessa maneira, quem não conhecia antes, se tiver interesse, fica conhecendo agora. Se não tiver… bom, gosto não se discute, se lamenta.

5. What a Wonderful World

Clichezão total, eu sei. Mas é espetacular, tem uma das letras mais bonitas já escritas, que casa perfeitamente com o vozeirão roufenho do Satchmo, e foi uma forma muito dura e muito sutil, ao mesmo tempo, de protestar contra toda a situação esdrúxula racial que se desenrolava nos Estados Unidos na década de 60. Não mostra muito do velho Armstrong como trompetista, mas vai assim mesmo. E de brinde em um vídeo com cenas de Good Morning, Vietnam!

Pra quem gosta, claro!

4. Blue Yodel #9 (Standing In The Corner)

“Pára, véio! Essa nem é do Armstrong, é do Jimmie Rodgers!”. Certo, a gravação mais conhecida dessa música é do Rodgers. Mas quem você acha que tocava aquele trompete que transformou essa beleza de uma antepassada da música country em uma antepassada do jazz? Louis Armstrong estava lá, mas não foi creditado. Uma injustiça sem tamanho. Como retaliação, em vez da versão original (que tem os chiados gramofônicos que eu tanto gosto), coloco aqui uma muito, muito melhor, tocada por Johnny Cash - que merecia um top 5 só dele - junto com o Satchmo, em outubro de 1970. Diz aí se não dá vontade de ripar e transformar em mp3?

3. A Kiss To Build A Dream On

A Kiss To Build A Dream On tem a letra apaixonada mais apaixonante que conheço - figura entre minhas preferidas de todos os tempos desde 2002, quando tive contato com ela pela primeira vez graças a Fallout 2 - e essa, sim, chuta o balde em matéria de trompetagem cabulosa, com direito a um solo notável no meio da canção. Foi a primeira do Louis Armstrong que ouvi depois de What a Wonderful World, e agradeço imensamente ao gênio da Black Isle que teve a idéia de usar essa música na abertura do jogo. Não gosto das versões ao vivo, então coloco uma em estúdio mesmo, com uma imagem de Fallout 2 ao fundo, de bônus.

2. La Vie En Rose

Edith Piaf que me perdoe, mas não tenho saco pra música em francês, o que me faz considerar a do Louis Armstrong a versão definitiva pra essa canção. Manifesta-se, em relação a essa música, meu lado reacionário: deixo de lado tudo o que veio antes, não me interessa o que veio depois. Toca em Wall-E, aliás, atestando o ótimo gosto dos caras da Pixar pra trilhas sonoras. É sempre bom lembrar que coisas como “When you press me to your heart I’m in a world apart, a world where roses bloom” derretem qualquer guria, meu caro. Mantenha isso em mente!

1. Mack The Knife

Mack The Knife é uma música bastante conhecida nos EUA. Já foi executada por Frank Sinatra, Bobby Darin, The Doors e mais uma porrada de gente. Só fui conhecer a versão do Satchmo em 2007, após comprar um conjunto de 3 CDs dele com a Ella Fitzgerald (que também já gravou essa canção).

Ao contrário das outras nesse top 5, essa não tem nada de bonitinho, já que fala de um facínora, um assassino chamado MacHeath, vulgo Mack “The Knife”. Mas é divertidíssima! É como uma versão em jazz sobre um bandido americano de um samba do Cartola sobre um bandido carioca: ações absurdas são narradas como se não fossem nada.

Curioso é saber que a música é, na verdade, a tradução da abertura de um musical alemão e a letra original é do Bertolt Brecht. Em um dos trechos, aliás, a letra segue pelos nomes das vítimas do assassino, e uma das moças citadas pelo Louis Armstrong chama-se Lotte Lenya, que foi a estrela da produção original alemã, em 1928. Ele na verdade colocou o nome dela na música durante a gravação, como uma homenagem surpresa ao vê-la no estúdio.

É lógico que uma infinidade de grandes músicas ficou de fora da lista. “Hello, Dolly”, “Cheek to Cheek”, “Saint Louis Blues”, “On The Sunny Side Of The Street”, “When The Saints Go Marching In”… Ao escolher apenas 5 músicas de alguém com um currículo musical tão genial e extenso quanto o Satchmo, não dá pra evitar a grosseria de deixar de fora alguma outra canção genial. Por outro lado, sobra material pra outro top 5 dele qualquer hora dessas, se bater uma indignação diante de qualquer injustiça.

Interpretações Musicais II

Tenho, desde sempre, minhas ressalvas - se me permitem o eufemismo - em relação ao James Blunt. Nada nas músicas do cara me agrada: nem a letra, nem a parte instrumental, que dirá a voz dele. Acho que justamente por isso todas as canções desse cidadão colam no meu córtex feito taxista de plantão em ponto de traveco.

A última música dele, entretanto, conseguiu o impensável: despertou minha curiosidade. Alguma coisa naquela letra não me soou normal e resolvi avaliar de forma mais cautelosa. Então procurei a letra de Carry You Home e li com cuidado. Confirmaram-se minhas suspeitas.

A música fala a respeito de um assassino serial com hábitos curiosos, sobre como uma mulher em particular se fode nas mãos do sujeito e como ele permanece matando outras meninas com o passar do tempo. Analise comigo, camagada:

Uma moça - especialmente azarada - sai do trabalho um pouco mais tarde certo dia, e já é aguardada por alguém que a vem seguindo há algum tempo, talvez meses. Ela está cansada depois de tantos problemas no emprego e caminha com dificuldade. Ao fim do turno, informa os colegas que está indo embora e ninguém sequer se dá o trabalho de responder. Ela segue por vielas escuras do centro da cidade - Nova Iorque, como saberemos mais tarde -, entre dejetos e animais de rua, sendo ignorada pelos outros raros transeuntes com quem cruza.

E o maluco a segue discretamente à distância.

Trouble is her only friend
And he’s back again
Makes her body older
Than it really is
She says it’s high time she went away,
No one’s got much to say in this town
Trouble is the only way is down
Down, down

O psicopata ataca a moça pelas costas, passando-lhe um cabo de aço ou coisa parecida pelo pescoço, de modo a estrangulá-la. Ela começa a reagir bravamente e é isso que dá prazer ao facínora, que, embora esteja matando sua primeira vítima, atinge um grau inesperado de serenidade. Ela se debate e tenta gritar, mas é inútil: ele mantém o cabo apertado e aos poucos ela vai enfraquecendo. Em seguida ele observa tranqüilamente enquanto ela pára de respirar. A paz de espírito do assassino é tanta que, enquanto a moça exala os últimos suspiros, ele cantarola alguma coisa. Quando nota que o coração da vítima finalmente cessou seus batimentos, ele parte.

Levando o cadáver consigo.

As strong as you are,
Tender you go
I’m watching you breathing
For the last time
A song for your heart,
But when it is quiet,
I know what it means
And I’ll carry you home
I’ll carry you home

Enquanto isso, num devaneio kardecista, o espírito da moça, já devidamente desencarnado, vê a carcaça que o abrigou ser carregada pelo degenerado, mas é interrompido pela luz que leva ao pós-vida e a piedosa porém tonitruante voz de deus, que fica com pena da infeliz por um destino tão desagradável e lhe dá umas asinhas, como prêmio de consolação. “Foi uma merda de vida, eu sei, mas me agradeça porque acabou” e tal.

If she had wings she would fly away,
And another day God will give her some
Trouble is the only way is down
Down, down

O caçador da urbe, como convém à categoria, não se satisfaz com apenas uma vítima. Ele permanece à cata de moças jovens e saudáveis, que possam resistir - pero no mucho - à sua violência. Uma a uma ele as adiciona à coleção de defuntos no porão.

As strong as you are,
Tender you go
I’m watching you breathing
For the last time
A song for your heart,
But when it is quiet,
I know what it means
And I’ll carry you home
I’ll carry you home

E ele caminha por Nova Iorque noite após noite, escolhendo moças solitárias ao acaso e dando cabo da vida delas. Enquanto ele afoga mais uma menina com seu aperto de aço, uma bandeira americana tremula ao vento, alheia à tragédia. É essa recessão nos EUA, entende? O sujeito está desempregado e não tem nada melhor pra fazer! Um homem precisa se divertir de alguma maneira, afinal.

And they were all born pretty in New York City lights,
And someone’s little girl was taken from the world tonight,
Under the Stars and Stripes

Então ele continua matando e colecionando corpos. Não custa nada mesmo.

As strong as you are,
Tender you go
I’m watching you breathing
For the last time
A song for your heart,
But when it is quiet,
I know what it means
And I’ll carry you home
I’ll carry you home

Bela música, James Blunt.
Creepy motherfucker.

Dos compartilhamentos

É o seguinte: eu tenho essa collector’s account no Rapidshare, que criei pra poder upar a trilha sonora de Cowboy Bebop pra um amigo, há alguns meses (quando fiz aquele post falando a respeito da atrocidade que o Keanu Reeves tem em mente e tal).

O negócio é que o Rapidshare, apesar de toda a praticidade que trouxe à vida de quem quer compartilhar arquivos com um porrilhão de gente, também tem lá suas limitações. Não posso simplesmente colocar um link pra minha conta aqui e deixar que quem quiser vá lá conferir os últimos uploads, por exemplo. Tenho que sair distribuindo links a torto e a direito, e é esse o objetivo deste post. Colocarei uma série de links pra coisas que tive que colocar lá, por diversos motivos. Meu msn de viadagem com envios, arquivos de tamanhos absolutamente intoleráveis pra uma transferência online via instant messenger, etc.

Vocês vão notar que só compartilhei links de mp3, porque é o que eu mais tenho lá. As outras porcarias (legendas pra episódios específicos de séries, os episódios em si e etc) são muito pontuais. De que adianta eu distribuir um link pro quarto episódio da segunda temporada de Spectacular Spider-man pra quem não viu todos os outros 16 capítulos da série (13 da primeira temporada e os outros 3 da segunda)? Oras.

A bitrate da maior parte das músicas é 128kbps, salvo aquelas que escaparam ao meu crivo. Música “em alta definição” é viadagem. Não vou gastar mais 40, 50 mega de espaço por CD no meu HD graças a uma suposta “maior qualidade”, totalmente imperceptível a ouvidos humanos. Se for pra baixar música pro seu cachorro, daí eu até sugiro que você procure por algo em 320kbps. Do contrário, deixa de ser fresco.

Pois chega de conversa fiada, tomem aí:

Cowboy Bebop - OST 1

01 - Tank!
02 - Rush
03 - Spokey Dokey
04 - Bad dog, no biscuits
05 - Cat blues
06 - Cosmos
07 - Space lion
08 - Waltz for Zizi
09 - Piano black
10 - Pot city
11 - Too good, too bad
12 - Car 24
13 - The egg and I
14 - Felt tip pen
15 - Rain
16 - Digging my potato
17 - Memory

Cowboy Bebop - OST 2: No Disc

01 - American money
02 - Fantaisie sign
03 - Don’t bother none
05 - Live in Baghdad
07 - Want it all back
08 - Bindy
09 - You make me cool
11 - Green bird
12 - ELM
14 - Gateway
15 - The singing sea
16 - The egg and you
17 - Forever broke
18 - Power of kung-food

Cowboy Bebop OST 3: Blue

01 - Blue
02 - Words that we couldn’t Say
03 - Autumn in Ganymede
04 - Mushroom hunting
05 - Go go cactus man
06 - Chicken bone
07 - The real man
08 - N.Y. Rush
09 - Adieu
10 - Call me, call me
11 - Ave Maria
12 - Stella by moor
13 - Flying teapot
14 - Wo qui non coin
15 - Road to the west
16 - Farewell blues
17 - See you space cowboy

Cowboy Bebop - Knockin’ On Heaven’s Door OST - Future Blues

01 - 24hours OPEN
02 - Pushing the sky
03 - Time to know~Be waltz
04 - Clutch
05 - Musawe
06 - Yo pumpkin head
07 - Diggin’
08 - 3.14
09 - What planet is this?!
10 - 7minutes
11 - Fingers
12 - Powder
13 - Butterfly
14 - No reply
15 - Dijurido
16 - Gotta knock a little harder
18 - Rain (demo ver.)

Ask DNA / Cowgirl Ed / Vitaminless (são 3 cds pequenos, coloquei todos no mesmo pacote)

Vitaminless:
01 - The real folk blues
02 - Odd ones
03 - Doggy dog
05 - Spy
07 - Piano Bar I
08 - Black coffee

Cowgirl Ed:
01 - Goodnight Julia
02 - Papa plastic
03 - Telephone shopping
04 - Kabutoga ni kodai no sakana
05 - Slipper sleaze
06 - 23 hanashi

Ask DNA:
01 - What Planet Is This?
02 - Ask Dna
03 - Cosmic Dare (Pretty With A Pistol)
04 - Hamduche
05 - Is It Real?

Cowboy Bebop Special CD Box:

CD 1
CD 2
CD 3
CD 4

Não vou listar as músicas por CD, é coisa pra cacete. Basta saber que o CD 1 tem algumas inéditas e algumas versões de outras já lançadas (a versão pra TV de Tank!, versões alternativas de Spokey Dokey e Diggin My Potato, etc). O CD 2 mantém a política de versões alternativas, mas é composto quase inteiramente por diálogos, que eu fiz questão de suprimir. O CD 3 tem versões prolongadas de algumas músicas, alternativas de outras e algumas inéditas. E o CD 4 vem com versões ao vivo, gravadas em shows dos Seatbelts.

São fodões, baixe todos.

Algumas músicas soltas, que foram pro rapidshare graças a surtos de viadagem do meu MSN:
Tommy Dorsey - On the sunny side of the street
Avenue Q - The internet is for porn
M. Ward - Chinese translation

A primeira é uma daquelas antigaças, onde dá pra ouvir até mesmo o chiado da vitrola. Mas é boa de se ouvir, se você tiver um espírito octogenário, como o meu. A segunda eu conheci graças a um vídeo de World of Warcraft (NERD ALERT! NERD ALERT!) e ri tanto que fui atrás pra baixar. A terceira… porra, a terceira é fodaça e merecia ser distribuída só por isso. E se você curtir M. Ward, fiz um apanhado de algumas outras dele - minhas preferidas, logicamente - pra mandar pra uma amiga. Tá aqui.

Também tenho dois arquivos com as minhas favoritas do Cake. Se quiser saber quais são, baixe e ouça.

E a discografia completa do Killers:

Hot Fuss
Sam’s Town
Sawdust
Day & Age

É, por enquanto é isso. Quem quiser, sinta-se livre para arrombar sua taxa de transferência. E se quiser discutir gosto musical, questionar por que eu botei a músixa X do Cake, que você considera fraca, e não botei a Y, que você considera foda, ou por que eu te fiz perder tempo baixando isso ou aquilo, que você achou uma merda… meu msn e e-mail estão por aí. Procure e vamos bater boca amistosamente, há de ser divertido.

Beijundas.

Cake - The Distance

No trophy, no flowers, no flashbulbs, no line
He’s haunted by something he cannot define
Bowels shaking earthquakes of doubt and remorse
Assail him, impale him with monster truck force
In his mind he’s still driving, still making the grade
She’s hoping in time that her memories will fade
Cause he’s racing and pacing and plotting the course
He’s fighting and biting and riding on his horse

The sun has gone down and the moon has come up
And long ago somebody left with the cup
But he’s striving and driving and hugging the turns
And thinking of someone for whom he still burns

Cause he’s going the distance
He’s going for speed
She’s all alone (all alone)
Alone in her time of need
Because he’s racing and pacing and plotting the course
He’s fighting and biting and riding on his horse
He’s racing and pacing and plotting the course
He’s fighting and biting and riding on his horse
He’s going the distance
He’s going for speed
He’s going the distance

The Killers - Read My Mind

The good old days, the honest man
The restless heart, the Promised Land
A subtle kiss that no one sees
A broken wrist and a big trapeze

Oh well, I don’t mind if you don’t mind
‘Cause I don’t shine if you don’t shine
Before you go, can you read my mind?

It’s funny how you just break down
Waiting on some sign
I pull up to the front of your driveway
With magic soaking my spine

Can you read my mind?
Can you read my mind?