Archive for the 'quadrinhos' Category

One More Shit Day

AVISO: Este texto contém spoilers (que podem te fazer poupar dinheiro, caso seja um leitor das histórias do Homem-Aranha e um comprador assíduo das revistas do herói, então leia assim mesmo).

Indo contra todas as recomendações do bom-senso, baixei - e li, porque se é pra ser idiota, deve-se ao menos fazer um esforço para atingir um nível mais elevado - a próxima “grande saga” do Homem-Aranha, a ser lançada aqui no Brasil talvez no fim desse ano, começo do ano que vem: One More Day.

Para os que não lêem os quadrinhos e ainda assim estão lendo esse texto - duvido que sejam muitos, se é que há alguém que faça isso -, o que ocorre é que após os eventos da Guerra Civil, Tia May acabou sendo baleada por um assassino contratado pelo Rei do Crime para matar Peter Parker (que levou sua identidade secreta - que já não era TÃO secreta assim, convenhamos - a público). Foragido da justiça por ir contra a lei de registro após notar que o Homem de Ferro na verdade é um escroto, sem ter a quem recorrer e vendo sua tia morrer, o Homem-Aranha, desesperado, foi providencial e inesperadamente auxiliado pelo Mefisto - que é, na Marvel, algo como uma versão (menos poderosa, pra poder levar porrada do Thor quando necessário) do canho, do demo, da cascavel das sete ventas.

Como o sulfuroso nunca trabalha de graça, ofereceu um acordo: Tia May seria salva em troca do amor de Peter Parker e Mary Jane. Lógico que a coisa não caminharia como no mundo real, onde o amor entre pessoas casadas de fato acaba, mas elas continuam vivendo juntas, ainda assim, transformando suas vidas - e a de todos os outros ao seu redor - no mais completo e irremediável inferno. Os termos, no caso de Peter e MJ, foram outros: uma ligeira mudança no plano da realidade, nada muito drástico, e eles nunca foram casados. Nunca. Ele não se lembra de ser casado com ela, nem ela de ter sido casada com ele. Ninguém lembra deles como um casal, porque eles nunca foram um.

One More Day

Você não está sozinho: “Minha nossa, que solução de merda!” é um pensamento que também me passou pela cabeça ao saber da história. E muitas vezes mais, enquanto lia a história.

O problema da identidade do Homem-Aranha ser conhecida também foi resolvido, assim como outras mudanças que a Marvel fez no herói de alguns anos para cá, que causaram nos leitores aquela sensação de “No que diabos eles estavam pensando?”: os disparadores de teia voltaram, Harry Osborn está vivo, Tia May não faz idéia que o sobrinho dela é o escalador de paredes.

Tudo bem que foram mudanças que também não me agradaram, na época em que foram feitas (nem muito tempo depois, mas relevaremos esse aspecto), e é lógico que seria ótimo dar um jeito de voltar atrás, mas teria que ser um jeito um pouco menos picareta, canalhão e safardana. Nunca esse… esse… esse cop out escroto de “trato com o demo/mudança na realidade como a conhecemos”. Porra, isso foi um chute no saco aplicado por um cobrador de faltas da seleção brasileira, ex-jogador de rúgby na Austrália, usando uma bota com bico fino de ferro, pelo amor de deus!

Agora o que me aborrece mais, o que me aborrece mais do que todas essas picaretagens descritas nos parágrafos anteriores, é que as histórias da saga do Homem-Aranha pós-One More Day, Brand New Day, estão boas pra caralho. Mostram um fôlego que eu só vi nas histórias do personagem quando Ultimate Spider-Man começou a sair! Eu queria MUITO, vocês não sabem o quanto, poder vir aqui e dizer “Foi uma solução horrível que conduziu a uma fase horrorosa”, coisa que diria facilmente na época da Saga do Clone, por exemplo, quando todas as soluções conduziam a situações piores do que a anterior, mas não é o caso. E eu não posso me permitir uma injustiça dessas. Não queria que tivesse acontecido e me envergonho profundamente disso, mas gostei das histórias.

Brand New Day

Entretanto, é lógico que há um problema. Algum problema teria que existir. E o problema é esse: Peter Parker está irreconhecível.

Porque, veja, Joe Quesada, o editor da Marvel, resolveu dar essa… hm… eu não quero dizer “cagada”, então vou usar “reviravolta”, mas pode ler “cagada”, se você preferir… então. Joe Quesada resolveu dar essa reviravolta na vida do Aranha porque ele gosta MESMO do Peter Parker do final da década de 70, começo da década de 80, vivendo sozinho, quebrado, desempregado e sem saber o que fazer da vida, tendo seu alter-ego heróico como a causa de toda sua satisfação e desgraça, simultaneamente. Com uma vida amorosa deprimente ou inexistente, uma tia decrépita com a saúde oscilando entre “ruim” e “ainda pior”, crente que ele é um pobre e frágil rapazote, levantando grana apenas o suficiente pra pagar - com atraso - o aluguel de um cafofo asqueroso no bairro mais pobre de Manhattan.

Ok, eu também gosto desse Peter Parker. Gosto tanto que, de tempos em tempos, releio minhas revistas dessa época. Gosto dele porque ele era divertido e, apesar de ter tudo pra ser o sujeito mais carrancudo e rancoroso do mundo, preferia o humor à depressão. Esse Peter era um sujeito bacana, esforçado, azarado pra caralho, mas boa-gente. Livre pra ir lutar, sem muitas preocupações, numa batalha do outro lado do universo, arquitetada por um semideus que sentiu vontade de testar os bons e os maus elementos desse planeta, colocando-os uns conta os outros num mundo montado às pressas com pedaços de outros corpos celestes.

Mas me acostumei com o outro Peter, mais responsável, mais sério e com outros compromissos além de si mesmo. Preocupado em não chegar tão tarde em casa pra patroa não arrancar os cabelos, sofrendo com a interferência de assuntos externos na sua vida conjugal, tentando não surtar porque não tinha grana e, caso fosse despejado, seriam ele e a mulher no meio da rua. Acompanhei ESSE Peter por mais tempo do que acompanhei o outro e, mesmo que me identifique mais com o outro, era ESSE que eu tinha me acostumado a ver.

Então vê-lo de volta ao que era é tão… irreal. É como se você voltasse pro colégio! Imagine-se de volta ao colégio, depois de tantos anos de faculdade/trabalho. O colégio era legal, mas não é mais pra você. Então esse novo Homem-Aranha é divertido, mas é divertido de uma forma amarga. É como um momento de saudosismo que te joga de volta ao passado: você se lembra com carinho daquele lugar, mas não é mais SEU lugar. Seu lugar é aqui e agora. Lá você fica deslocado, soa bobo, infantil e até meio babaca.

Nessa nova fase, o Homem-Aranha está bom como não vinha sendo há muito.
Peter Parker, por outro lado, tá soando meio babaca. Dá vontade de dar um pescotapa no sujeito e dizer “Mermão! Tu ainda tá nessa? Vai tocar essa vida adiante, caralho!”.

Agora que a Marvel descobriu essa saída espertona pra todas as cagadas que faz, vai ficar fácil encontrar solução pra outras idiotices cometidas pela Casa das Idéias. Por exemplo:

1) Sharon Carter faz um trato com Mefisto. Ela e Steve Rogers esquecem um do outro. Em troca, o Capitão América volta à vida.

2) Tony Stark faz um trato com Mefisto. Ele perde toda a sua fortuna e vira um sem-teto numa armadura multimilionária (o poderoso Homendigo). Em troca, deixa de ser um babaca.

3) SpeedBall faz um trato com Mefisto. Ele fica na puberdade por mais uns trinta anos, em troca os Novos Guerreiros voltam a existir e a Guerra Civil nunca aconteceu.

Mas o que eu queria MESMO era fazer um trato com Mefisto: ele leva toda a minha coleção de revistas e, em troca, eu esqueço que dei tanto dinheiro pra Marvel, ajudando a contratar essa cambada de idiotas incompetentes incapazes de escrever uma história que preste.

P.S.: Rola um boato que o Straczynski pediu pra retirarem o nome dele dos créditos da história, ao saber qual seria o fim da saga One More Day. Não sei se é verdade ou mentira, mas o fato é que o nome dele está lá, ao lado do de Joe Quesada. Culpo ambos, portanto.

Nerdice, TV e cinema (por alto)

Àqueles de vocês que não lêem quadrinhos, existem duas grandes empresas nessa indústria, a Marvel e a DC. Não existem SÓ essas duas, mas elas são as maiores, ou ao menos as que detêm os direitos dos super-heróis mais conhecidos. A DC é dona dos mais icônicos, como Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, toda a Liga da Justiça, enfim. A Marvel é responsável pelos mais “modernos” (surgidos de 1960 pra cá, em sua maioria), mas já conhecidos, como o Homem-Aranha, Homem de Ferro, Capitão América, X-Men, Hulk, Thor, Demolidor, etc, etc.

Não sou lá muito fã da DC. Salvo um ou outro personagem (no momento só consigo me lembrar do Batman, mas estou certo que existem outros), eles nunca conseguiram atrair muito minha atenção. Meu problema com essa editora é que ela não tem heróis, mas franquias. É possível criar pelo menos uns 15 (e estou chutando baixo) títulos mensais só com personagens que carregam aquele S poligonal do Super-Homem no peito. Junte a isso a horda de Batmans e Mulheres Maravilha e dá pra fazer uma editora só com eles. São incontáveis Flashs, toda uma família de Capitães Marvel e INFINITOS Lanternas Verde. Não tenho saco pra essas coisas.

A Marvel é um pouco mais contida nesse sentido. Embora tenha aprendido alguns truques detestáveis com a Distinta Concorrência, como desrespeitar a morte de personagens - substituindo os falecidos por versões mais jovens com os mesmos poderes - ou matá-los só pra levantar grana - despertando-os inexplicavelmente (ou de forma mal explicada, não sei o que é pior) alguns números adiante -, ainda a acho mais “consistente” que sua rival. Além do mais, os personagens da DC são espalhados e über-poderosos demais pra minha cabeça. Na Marvel todo mundo está ali em Nova Iorque e, à exceção das tentativas frustradas da editora de criar sua própria versão do Azulão, o limite de poder dentre os heróis (ao menos entre os da terra) é muito restrito.

É claro que as duas editoras têm sua série de pisadas na bola. A DC, como já disse, gosta de matar os heróis - ou aleijar, como fez com o Batman -, ressuscitá-los com novo uniforme e novos poderes, se arrepende e dá uma remendada medonha para retorná-los ao estado original. A Marvel prefere ampliar ou reduzir os poderes, de acordo com a vontade dos editores, fazer histórias paralelas do mesmo personagem sem explicar por que os acontecimentos de uma não influenciam os da outra, causar catástrofes no título de um herói que passam despercebidas na revista de outro personagem, ainda que os dois morem na mesma cidade - uma cidade que é uma ILHA, ou seja, não tem muito como ignorar os acontecimentos da vizinhança - e apelar para soluções absurdas para suas cagadas editoriais, do tipo “ele fará um trato com o diabo e todo mundo no planeta, inclusive ele, esquecerá que um dia tal e tal coisa aconteceu”. O problema é que os leitores não esquecem, não existe pacto com o demônio que resolva ESSE problema.

Da mesma forma que cada uma tem seus pontos fracos, também tem seus pontos fortes. A Marvel parece ser mais atenta ao que o público gosta de ver no cinema e procura fazer bons filmes - o que geralmente acontece, se você esquecer Elektra, Demolidor, Motoqueiro Fantasma e baboseiras semelhantes -, enquanto a DC, que é uma tristeza na tela grande, sabe muito bem o que o público gosta de ver na TV, lançando animações competentes, como Batman Volume 2, Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites. A Marvel falha miseravelmente com seus desenhos animados. Tome como exemplo os dois longas dos Vingadores lançados em 2006 (você não ouviu falar porque quase ninguém ouviu), que, não obstante tenham sido feitos como longa-metragens, parecem ter orçamento menor que o de UM episódio de Liga da Justiça Sem Limites.

Essa regra, entretanto, parece estar começando a mudar. Os últimos lançamentos cinematográficos da Marvel foram de dar pena (o já referido Motoqueiro Fantasma, X-Men 3 e Homem-Aranha 3) e definitivamente caíram MUITO em termos de qualidade, se comparados aos filmes que abriram as franquias. A DC acertou (dadas as devidas proporções, claro) duas vezes, com Batman Begins e Superman Returns (que dá suas derrapadas, mas é um filme válido, ao contrário de Mulher-Gato, por exemplo). E agora a qualidade dos desenhos da DC parece estar caindo. Aparentemente a empresa resolveu entrar numa onda de tentar fazer animes, mas sem a competência dos japoneses pra esse tipo de negócio. A Marvel, por outro lado, atraiu a atenção do público com Quarteto Fantástico (que, apesar de não ser grande coisa, está anos-luz à frente dos últimos desenhos estrelando heróis da editora) e agora aposta em The Spectacular Spider-Man, nova animação do amigão da vizinhança, recém-lançada nos EUA, dia 8 desse mês.

The Spectacular Spider-Man

O traço me pareceu muito clipe-do-Gorillaz, um lance meio Marvel Mangaverso - e isso é uma crítica, e não um elogio. Mas o roteiro me interessou, de todo modo, já que pretendem tratar do começo da carreira de super-herói de Peter Parker, então com meros 16 anos. Também me chamou a atenção o fato de um dos responsáveis pelo desenho ser Greg Weisman, que trabalhou em The Batman (série que naufragou, mas que eu gostei bastante). Infelizmente ainda não há data de exibição prevista para o Brasil, embora a Rede Globo já tenha comprado os direitos (mas os sites de Torrent estão aí pra isso, afinal de contas). Segue o trailer da parada, lançado pela Marvel na San Diego Comic Con:


A confirmação da mudança (ou não) de maré de qualidade entre as duas editoras virá com a disputa, esse ano, entre Iron Man e Batman: The Dark Knight. Pelos trailers, nenhum deles me parece propenso a falhar nas bilheterias, mas o Hulk de Ang Lee também se mostrava uma promessa e tanto, antes de ser lançado em 2003 e atrair o horror da maior parte dos fãs de filmes de quadrinhos. Aguardo ansiosamente pelos dois (e pelo novo Hulk, ainda que eu tenha certeza que o fato da calça do gigante esmeralda não rasgar quando ele mudar de Ed Norton pra animação computadorizada vai causar reclamações entre os espectadores, doidos pra verem uma enorme piroca verde surgindo na tela do cinema).

Até lá, vou assistindo os episódios de The Spectacular Spider-Man baixados na internet (ou verei no Cartoon Network, se a série aportar por lá). Pro caralho com a emissora dos Marinho.

[Atualização]: Vá atrás do desenho AGORA e assista. AGORA. E a música tema é FODÁSTICA (dá pra baixar nesse link).

Das blasfêmias - Parte 2

(Se você acompanha quadrinhos, mas não o suficiente para saber do desenrolar de Guerra Civil, cuidado: este post contém spoilers!)

Em junho de 2002 (aqui no Brasil), terminando um árduo ciclo de absurdos, finalmente Howard Mackie se despediu das revistas do Homem-Aranha. No lugar dele entrou J. Michael Straczynski. E as primeiras histórias escritas por ele foram sensacionais. Provavelmente, se parar para relê-las agora, não me parecerão tão boas, mas compreenda: depois de cinco ou seis anos tendo em mãos porcarias que seriam capazes de afundar qualquer título - não fosse o Homem-Aranha tão popular -, qualquer história de nível médio para bom seria um colírio em olhos cansados.

Nessa época, graças a uma série de fatores, estava voltando a me empolgar com os quadrinhos. O primeiro, mais importante, eram as histórias do ultiverso. Por aqui estávamos, talvez, na oitava ou nona edição da Panini, mas eu já tinha lido até a décima, ou décima quinta, disponível gratuitamente no site da Marvel (essa mamata terminou, infelizmente). O trabalho de Brian Michael Bendis era novidade para mim (mas não o traço de Mark Bagley) e lembrou-me de uma sensação, à época, já esquecida: a ansiedade pela próxima edição. Também foi quando começou a sair Vagabond por aqui. O mangá de Takehiko Inoue, embora seja cada vez mais infreqüente - para dizer o mínimo -, ainda figura entre minhas revistas favoritas.

Também passei a comprar a revista do Demolidor, graças ao nome de Bendis, no começo de 2003. Mais ou menos pela época em que Straczynski começou a cagar no pau. Surgiu um tal Ezekiel, que tinha os mesmo poderes do Peter. Em seguida, começaram a ser cada vez mais comuns as insinuações de que os poderes aracnídeos seriam, na verdade, dons enviados por um tal tótem da aranha. Papo místico vem, papo místico vai, passei a me perguntar se o que tinha em mãos era uma revista do Homem-Aranha ou do Dr. Estranho. Então apareceu um tal Morlun, Peter foi brutalmente espancado, conseguiu derrotá-lo (de maneira mal explicada, mas conseguiu) e tia May descobriu sobre a identidade secreta de seu sobrinho. Peter, algum tempo depois, virou uma aranha gigante. Quando voltou ao normal, passou a produzir teia organicamente - como nos filmes - e seus lançadores foram aposentados.

Então Straczynski deu o golpe final. Criou uma história maluca na qual Gwen Stacy e Norman Osborn tiveram um casal de gêmeos em Paris. Por qualquer péssima e inverossímil - mesmo para uma história em quadrinhos de super-heróis - razão, dentro de cinco ou seis anos eles já tinham atingido tamanho adulto e, logicamente, foram para Nova York matar Parker. Achei essa uma idéia tão boa que deveria ter sido publicada na época da saga do Clone. Fez com que me perguntasse se Howard Mackie REALMENTE havia deixado de participar da revista do Aranha.

Enquanto isso, no Ultiverso, Brian Bendis começou a pisar fora da linha. Em suas mãos, o pobre Peter Parker de 15 anos sofria mais e mais para manter a identidade em segredo. Nick Fury mostrou saber exatamente quem estava por trás da máscara vermelha e cheia de teias do amigão da vizinhança abordando o garoto em seu colégio. Mary Jane já sabia. O Rei do Crime já o havia desmascarado, embora não soubesse quem era o rapaz sob a máscara. A idéia de que o Homem-Aranha era incapaz de ocultar sua identidade civil tornou-se lugar-comum.

E isso tomou parte também no universo 616 (a versão “padrão” da Marvel). De repente, todos os outros heróis sabiam exatamente quem era o sujeito sob a máscara. Antigamente, apenas Wolverine, o Demolidor e a Gata Negra tinham essa informação. Sem explicação alguma, Nick Fury também passou a tê-la. E o Capitão América. E os Vingadores. Parece que apenas J. Jonah Jameson não sabe que Parker e o Aranha são a mesma viscosa pessoa.

Estamos chegando onde quero, mas calma lá! Os disparates não param por aí. Na última saga publicada pela revista, chamada O Outro, Morlun voltou. Peter morreu. Retornou. E agora tem novos poderes. Como atualmente faz parte dos vingadores, o Homem de Ferro desenhou para ele um uniforme novinho.

Esse:

“Novo” Aranha

Certo. Lembrem-se que eu não sou um fã xiita e coisa e tal, mas, puta que pariu, se é pra avacalhar, porque não fizeram logo um uniforme rosa, sem estrelas e sem listras pro Capitão América? Quem sabe se trocassem a roupa do Homem de Ferro por um penico na cabeça e um cinturão de garrafas de água com gás para a propulsão do vôo?

Até a roupa do Ben Reilly era melhor, e olha que os lançadores de teia eram externos!

E, aqui no Brasil, é nesse pé que as coisas estão. O Homem-Aranha agora é uma subdivisão do Homem de Ferro, com um uniforme que imita as cores e funções da armadura de seu “tutor”. Como Peter Parker, tornou-se um garoto de recados de Tony Stark, um pau-mandado, um lambe-botas.

Guerra Civil vem aí. Nessa saga, o governo americano vai sancionar uma lei exigindo que todo vigilante mascarado se apresente para o governo e se cadastre, sob pena de ser preso como fora-da-lei. Alguns heróis serão contra essa medida, liderados pelo Capitão América. Outros vão se mostrar a favor. Liderados pelo Homem de Ferro. Entre eles, o Capacho-Aranha.

Seguindo a sugestão de seu “chefe”, Peter Parker vai se desmascarar em rede nacional de TV. A identidade “secreta” do Homem-Aranha, cada vez menos respeitada, vai desaparecer.

E eu não sou um fã xiita, mas a Marvel FINALMENTE conseguiu cruzar uma linha que eu não tolero. Não admito super-heróis com identidade pública. Por isso nunca gostei muito do Quarteto Fantástico, por isso nunca gostei muito do Capitão América. Por isso sempre gostei do Batman, essa é toda a graça do Super-Homem. Vou continuar comprando Homem-Aranha até o final de guerra civil. Até o final de Back in Black.

A partir daí, novas edições só em sebos.

A partir de dezembro, 14 anos depois da minha primeira revista do amigão da vizinhança, chega de quadrinhos do aranha pra mim.

Das blasfêmias - Parte 1

Não sou um fã xiita de quadrinhos. Por fã xiita, compreenda-se aqueles caras que não aceitam, de maneira alguma, qualquer mudança no personagem, que reagem intempestivamente à menor menção de alteração, seja qual for o aspecto. Não sou desses.

Fãs xiitas se manifestaram duramente contra a modificação do uniforme do Homem-Aranha, em meados da década de 80, durante as famigeradas Guerras Secretas. A decisão da Marvel de alterar o clássico uniforme do herói, a princípio repudiada pelos adoradores do escalador de paredes, desencadeou um arco de histórias tão vasto que só foi terminar, em 1988, com o surgimento de Venom, pelas talentosas mãos de Todd McFarlane e David Micheline. Com o tempo, vários daqueles que reagiram mal à simples idéia do Aranha passar de vermelho e azul para preto e branco perceberam que, no fim das contas, os resultados foram muito bons. Muitas daquelas histórias são, atualmente, lembradas com carinho como grandes clássicos. Histórias que definem quem o personagem é, qual o seu caráter e, portanto, devem ser lidas por qualquer um disposto a entrar no vasto clube de fãs de Peter Parker.

Depois disso, ainda fazendo uso de sua postura reaça, fãs xiitas reclamaram do casamento de Peter e Mary Jane. Era inconcebível, para eles, que o personagem, antes um solteirão convicto, preso a problemas pessoais que, em geral, diziam respeito apenas a ele - eventualmente também à sua tia -, passasse a ter alguém com quem dividir a vida. Novamente a sensação de desconforto e desaprovação foi embora de vez quando a dupla Micheline e McFarlane adotou o título.

Sem causar nenhuma mudança significativa no personagem, os dois conseguiram catapultar as vendas da revista. Apenas fizeram uso dos grandes recursos que o Homem-Aranha sempre teve à sua disposição. Poucos, depois de Stan Lee e Steve Ditko, souberam compreender e, por conseqüência, desenvolver de forma tão admirável o personagem. Michelin e MacFarlane são alguns desses.

Nenhuma das alterações acima me aborreceu. Embora tudo isso já tivesse acontecido à época em que comecei a ler os quadrinhos do Aranha, só fui tomar conhecimento dessa “nova” vida do personagem quase dois anos depois de comprar minha primeira edição. Eu lia apenas A Teia do Aranha, que publicava histórias antigas, geralmente do meio para o fim da década de 70 e começo dos anos 80, com roteiros de Gerry Conway, Jim Shooter, Bill Mantlo, Tom DeFalco. Às vezes encontrava até uma ou outra história do próprio Stan Lee e foi também onde tive os primeiros contatos com roteiros de Peter David e Frank Miller.

Quando passei a comprar, além da A Teia do Aranha, também as edições de Homem-Aranha, foi depois da saída do MacFarlane. As histórias ainda eram escritas pelo Micheline e os desenhos ficavam, em sua maioria, a cargo de Erik Larsen ou Sal Buscema. Venom já existia. Peter e Mary Jane já eram casados. Um ou outro vilão escapava ao meu (pouco) conhecimento. Fora isso, ainda era o mesmo herói piadista que bancava o fotógrafo freelancer enquanto, nas horas vagas, tentava cuidar da tia velha.

O Homem-Aranha, enfim.

Então a Abril resolveu sincronizar os dois títulos. Homem-Aranha e Teia do Aranha teriam histórias recentes. David Micheline cedeu o posto de principal roteirista a J. M. DeMatteis, que era (e ainda é!) muito bom. A abordagem deste era sensivelmente diferente daquela usada por seu predecessor. Enquanto Micheline valorizava a ação, DeMatteis impregnava as histórias com uma carga emocional mais intensa. Foi mais ou menos nessa época que o aranha se tornou um vingador reserva. Foi por aí, também, que Venom ressurgiu, apareceu o Carnificina e os dois se tornaram presença constante. As histórias ainda eram boas, porém, e eu não era um fã xiita, como já disse.

Daí DeMatteis e Micheline trouxeram de volta os pais de Peter Parker. E, apesar do meu pouco conhecimento, notei que alguma coisa ali fedia. Não me pareceu uma boa idéia, como não parece até hoje. Ressuscitar os pais de Peter Parker seria como trazer de volta seu tio morto. Essas decepções construíram a personalidade do Homem-Aranha, são traumas que fizeram dele o que é. Não se pode simplesmente contornar coisas assim, sob o risco de estragar completamente as bases que fundamentam todos os acontecimentos subseqüentes na vida dele. Mas eu não mandava em nada, como ainda não mando. Era apenas um leitor, o que que ainda sou.

O ‘Aranha Escarlate’…

A partir daí tudo degringolou. DeMatteis e Micheline, com sua cagada imperdoável, deram espaço para que Howard Mackie fizesse todos os estragos que queria. Mas não sozinho. Os dois ainda participavam, embora menos ativamente, das histórias do Aranha e esse trio matou os pais ressuscitados, colocou May Parker em coma e transformou o Aranha, de um herói bem-humorado e prestativo, em um sujeito tão violento, sombrio e pouco sociável que faria o Batman sentir inveja. Para fechar com chave de ouro tantos acontecimentos desastrosos, eles terminaram por trazer de volta, do limbo do esquecimento, de uma história escrita quase 20 anos antes por Gerry Conway (se não me engano), um clone do escalador de paredes. Até mesmo Conway mostrou surpresa com a decisão da Marvel e tenho certeza que, em seu íntimo, deve ter pensado “Mas que ideiazinha de merda!”.

Mas Gerry Conway, como eu, não apitava nada na Marvel. E foi lançada a saga do clone.

Surgiu Ben Reilly, vulgo “Aranha Escarlate”.Tia May morreu. Mary Jane ficou grávida. Com o “Aranha Escarlate” (deus do céu, que nome patético, impressionante como soa cada vez mais e mais ridículo com o passar dos anos!) veio uma nova leva de personagens e supervilões, todos com origens e poderes “indeterminados”. O tipo de absurdo que você sabe que o roteirista ainda não tem como explicar, mas, na cabeça dele, está bolando qualquer porcaria que julga ser “plausível”.

Parker foi preso. O Chacal voltou. Peter foi solto e então foi revelado que aquele Peter Parker que todo mundo conhecia, que todo mundo acompanhava há 20 anos era, na verdade, o clone. Ben Reilly era o verdadeiro. E Peter abriu mão do uniforme, mudou-se de NY com sua mulher grávida. Ben passou a ser o Homem-Aranha, com um novo uniforme e histórias cheias de personagens totalmente desconhecidos. Enquanto isso, Peter perdeu os poderes. Voltou para NY. Morreu. Voltou na história seguinte.

O “Sensacional” Homem-Aranha…

As lambanças sucediam-se de tal maneira que era difícil acompanhar. E eu continuava lá, todo mês, desembolsando alguns dos meus poucos reais para levar para casa as revistas do aranha e passar raiva. Não sou um leitor xiita, mas sabia que aquilo ali era lixo, do legítimo. Um especialista em lixo provaria e diria, com um aceno de cabeça, que ali estava uma safra campeã. Howard Mackie fazia todos os absurdos que queria. Então matou o clone, trouxe Norman Osborn de volta à vida, revelou que toda a história do Peter ser falso não passava de uma enorme conspiração de seu arquiinimigo (supostamente) morto, desapareceu com o bebê que Mary Jane esperava e, para finalizar a onda de morre-mas-volta, tia May retornou para o mundo dos vivos.

Um tempo depois os roteiristas mataram Mary Jane. Mas ela voltou.

E eu passei por tudo isso. Com raiva, sim. Mas passei. Até que, no começo da década, aparentemente alguém soprou novo ar nos pulmões combalidos da Marvel. E então veio uma leva de novos roteiristas, novos artistas e novas histórias. Brian Michael Bendis recriou genialmente o universo Marvel em sua versão Ultimate. Mark Bagley uniu-se a ele para escrever o novo começo do Aranha (que não apaga o começo original, é uma versão paralela). Surgiram os Ultimates (Supremos, aqui no Brasil), que é a melhor coisa que alguém pode encontrar em quadrinhos nos tempos atuais. Brian Bendis também resolveu que era hora de alguém, 20 anos depois de Frank Miller, fazer jus ao Demolidor.

Enquanto isso as histórias do Homem-Aranha deram a impressão que iam sair da poça de lama também, principalmente quando Howard Mackie foi, FINALMENTE, substituído por J. Michael Straczinsky. E as primeiras edições foram ótimas, se comparadas com o que havia antes. Bastante promissoras.

Mas as coisas não continuaram assim por muito tempo…

Viadagens, pederastias, baitolices e etc.

Quem me conhece pessoalmente sabe que me encontrar barbeado é quase tão raro quanto ver gol de bicicleta, assistir a uma campanha decente do SPFC ou conhecer um corintiano que saiba o que é um polissílabo (comparações futebolísticas apenas para dar ao texto homoafetivo a seguir a leve impressão de masculinidade).

Sinceramente, sempre faço a barba a contragosto. Apesar de odiar as perguntas e comentários que sempre tenho que ouvir ao cultivá-la - coisas como “Você pinta sua barba?”, “Sua barba é vermelha!” ou “E aí, barba-ruiva?” -, me sinto melhor quando ignoro seu avanço, pois acredito que só é realmente livre o homem que pára de uma vez por todas de se barbear e cortar o cabelo. Que abraça seu lado viking, náufrago, dorme-sujo, chame como quiser. Gostaria de ser capaz de tamanha abnegação em relação à minha aparência, mas não sou. Se há vaidade em mim - e sabemos que há, sejamos francos - ela se manifesta justamente no meu cabelo. Não consigo me olhar no espelho, vê-lo transformado numa estrutura que mais parece um ninho de ratos e conviver bem com o fato. Pro inferno com as mulheres que gostam de homens de cabelos desarrumados. A despeito da modinha imbecil que se espalha por aí - e que tem, como expoente, o vencedor do Big Brother -, tenho horror a cabelo arrepiado.

Em mim, claro. Nos outros, cago e ando.

Por isso, toda vez que corto minhas madeixas é a mesma ladainha. Penso “Ok, chega, essa foi a última vez, a partir de hoje vou deixar crescer a juba e externar o Jesus Cristo que existe em mim”. Menos de dois meses depois, lá estou eu de novo, angustiado com minha franja enorme, com minha nuca coberta e com os insuportáveis tufos castanhos obstinados que continuam caindo na minha cara. Vou ao barbeiro, peço a ele para dar cabo do problema e, quarenta e cinco minutos a partir daí, volta a me ocorrer que aquela será a última vez.

Com a barba a situação é um tanto diferente. Realmente não dou a mínima para a quantidade de pêlos no meu rosto. Poderia ficar parecido com um integrante do los hermanos e, ainda assim, viveria feliz. O que me leva a raspar a pele com uma lâmina capaz de circuncidar um filhote (judeu) de pernilongo não tem nada a ver com vaidade, mas com irritação. E digo no sentido físico e emocional da coisa. Primeiro vem a irritação física e meu rosto coça. Como um São Bernardo que passou tempo demais vadiando com cachorros de rua, arranho e esfrego a cara furiosamente, mesmo enquanto durmo. Daí vem a parte emocional. A coceira me deixa irritado e decido que é hora de dar cabo da aparência de mendigo.

Com o tempo, entretanto, fui percebendo (e agora vou me aprofundar na frescura, fica olhando) que minha pele, que deixou de ser um bumbum de bebê assim que a puberdade me atingiu como um ônibus desgovernado, ficava ainda pior quando eu deixava a barba. Os pêlos retinham a oleosidade, acentuando o crescimento de cravos e espinhas.

Meu histórico com espinhas vai longe. Aos 14 anos talvez fosse possível ralar um bom pedaço de queijo parmesão no meu rosto. Como nunca tive saco pra ficar em frente ao espelho passando creminhos e sabonetinhos especiais, tampouco era suficientemente desinteressado ou contido a ponto de tolerar caroços amarelos no meio da cara, não só não tratava adequadamente o problema da acne como ainda espremia. É nojento, mas é verdade.

Cansada de ver o neto que ela sempre achou tão bonito (amor de vó é cego, para a sorte dos netos feios) destruir seu rosto, um dia minha vó me conduziu - sem minha aprovação, que só a acompanhei por achar que a consulta era para ela - até um dermatologista que me passou um tratamento drástico. Doze meses de Roacutan, lábios rachados e sangrando e muitos batons de cacau depois, passei a ter a aparência que tenho agora (ok, uns 9 anos mais jovem, mas deu pra entender).

Que não é grande coisa, mas pelo menos não pareço um veterano de guerra que levou na cara os fragmentos de um morteiro.

Certo, e onde pretendo chegar com essa história? Bom, o fato é que não deixei de ter espinhas completamente (salvo nos seis últimos meses de tratamento de choque). Vira e mexe ainda me surge alguma coisa. Costumo ter paciência ao lidar com o problema (leia-se: espremo e não trato), mas há algumas semanas aconteceu a gota-d’água. A besta do apocalipse se incorporou na minha têmpora direita. Tava vendo a hora em que receberia uma notificação dos correios informando que aquele inchaço monstruoso teria CEP próprio. Sério. Se você procurar bem no google earth, garanto que encontra minha espinha da têmpora.

O negócio é que agora tenho um quarto de século. A época da acne - teoricamente - acabou faz tempo. Não vejo mais razão para me sujeitar a essa babaquice glandular da qual meu organismo simplesmente não desiste. Fui a uma farmácia e, para não ter que pagar o valor nababesco de um roacutan, fiz o impensável: comprei um bisturi e arranquei toda a pele da cara. Virei o Caveira Vermelha, inimigo do Capitão América.

Herr Caveira!

É mais ou menos assim, ó!

Ok, é mentira. Na verdade, comprei uns troços pra pele. Um gel secativo, um adstringente e um sabonete esfolante (sou contra aquele “i” que eles colocam no meio dessa palavra para diminuir o impacto do fato das pessoas se esfolarem voluntariamente). Passei a usar os produtos regularmente. E notei certos problemas que não ocorriam quando eu era adolescente, imberbe, pueril e menos áspero (em todos os sentidos). O primeiro é relativo à minha barba, e foi por isso que comecei o texto falando da minha (in)freqüência gilética. Se não me barbear regularmente, torna-se praticamente impossível cuidar direito do meu rosto. Primeiro porque o sabonete esfolante é incapaz de esfolar essa lixa que se tornou a minha cara. Quem acaba esfolado é ele, enquanto eu fico com enormes nacos de sabão no queixo, pescoço e bochechas. Com o tal adstringente acontece processo semelhante. O algodão que uso para aplicar o produto vai se desfazendo no cacto que é meu rosto e, quando termino a aplicação, lembro uma versão cancerosa do papai noel, recém-saído de uma sessão de quimioterapia, com montículos de barba branca aqui e ali, o que restou após tão pesado tratamento.

Em suma: cuidar das espinhas está me forçando a manter a barba feita.
Eu odeio fazer a barba.
Odeio passar loçõezinhas, creminhos e coisas do gênero.
Odeio essa maldita pele que parece verter óleo como uma enorme azeitona.

Cuidar da pele vai contra tudo que o Clube Irmão Caminhoneiro Shell prega. Me sinto um traidor do movimento (retilíneo uniforme).

O lance de comprar o bisturi e virar o Caveira Vermelha já não parece tão ruim…

Os sábios usuários do google

Eu não sou muito de ficar fazendo posts sobre procuras do google que trazem pessoas ao meu blog (embora encontre algumas muito bizarras), até porque o Rafael Galvão tem uma sessão só disso e o cara é genial nesse quesito. Dá até vergonha tentar brincar disso depois dele.

Mas de vez em quando aparece uma ou outra pessoa que eu sinto o DEVER de ajudar. Até por uma questão de karma. Não que eu acredite em karma, mas cautela e caldo de galinha…

Enfim. Um tempo desses o sitemeter acusou que veio a este blog um cidadão procurando “fotos de pessoas que pularam o World Trade Center“. Pra ser bem sincero, eu não tenho a menor idéia de como essa pessoa chegou até aqui, visto que o utopia sequer consta entre as quarenta e poucas páginas listadas pelo google como possíveis resultados para essa pesquisa importantíssima.

Mas tomarei a inexplicabilidade do fato como milagre. O google escreve certo por pixels tortos.

E pra você, meu amigo, minha amiga, que tá aí em casa querendo desesperadamente ver fotos de pessoas que pularam o World Trade Center, eu não posso afirmar com certeza QUEM já fez isso, mas tem alguns que eu desconfio que seriam bem capazes de tal ato tresloucado.

A começar por esse aqui.

E esse aqui.

Esse também é um forte candidato.

E um monte desses outros.

Espero de coração que minha ajuda tenha sido válida.
Vão com o google.