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Diversificando

Se este texto está no corpo do blog é porque consegui cumprir meu intento, a saber: colocar, em um só texto, o máximo possível de idéias sobre o máximo possível de assuntos, todos eles sem importância - provavelmente. É o maior gesto de revolta da minha parte contra essa apatia redativa da qual me vejo acometido nos últimos dias. Ou semanas. Ou meses. Acho que meses é mais adequado, mas quem quiser dizer “quinzenas”, fique à vontade. Porque não sei nem se já completou dois meses que eu não penso em porra nenhuma pra dizer em lugar nenhum, além desse texto aí embaixo, mas sei que já tem mais de duas quinzenas, até porque tem mais de um mês, e considerando que um mês tem duas quinzenas, concluímos, portanto, que duas quinzenas já se foram.

Duas quinzenas são trinta dias, para aqueles que não aprenderam matemática, apenas português. Mas não muito português, claro. Só um pouco. O suficiente pra ler essa droga aqui e achar que tá lendo alguma coisa bacana, quando, na verdade, tudo o que você está fazendo é correndo os olhos sobre palavras digitadas por um desocupado entediadíssimo, cuja missão, ao escrever isso aqui, era apenas roubar seu tempo. Se você chegou a esse ponto, acho que já estou sendo bem-sucedido.

Não que eu vá ganhar qualquer coisa com isso, claro.

Cês conhecem a Alizee? A Alizee, pra quem não conhece, é uma cantora francesa. Calma, não vá pro google ainda. Deixe-me continuar. Então. É uma cantora francesa que canta umas músicas meio xaropes. Ah, sim: é uma cantora JOVEM francesa. Alguém mais chegado a anglicismos diria “teen”, mas eu me recuso. Leia “teen”, em vez de “jovem”, se quiser, mas isso só significa que você é um imbecil. Ou não, sei lá. Tô sendo gratuitamente agressivo, que coisa feia. Nem é do meu feitio, esse tipo de atitude.

Pensando melhor, é do meu feitio, sim.

Mas então. A Alizée. O nome dela tem esse acento aí, que eu esqueci de colocar quando escrevi antes, sobre o primeiro e. Mas pronuncia-se Alizê, então eu bem poderia escrever Alizê e foda-se o caralho da grafia em francês. Mas a Alizée, como eu dizia, é uma cantora jovem francesa que canta musiquinhas pop em francês. Até aí, normal. Eu acho, sei lá. Nunca tinha ouvido falar em música francesa pop-jovem. Pra mim a última música feita na França tinha sido La Vie En Rose, e depois pronto, foda-se, temos aí um clássico, não precisamos compor mais nada, Edith Piaf vai gravar essa merda, depois Louis Armstrong - em inglês, porque é isso o que os americanos fazem, pegam as coisas dos outros e traduzem pro idioma deles, enquanto os outros, como idiotas que são, pegam as palavras deles e introduzem em seus idiomas -, e a música francesa será famosa por La Vie En Rose. E por Ne Me Quitte Pas, que vai tocar em Presença de Anita.

Mas eu falava da Alizée. A Alizée é gostosa pra caralho. PRA CARALHO, cê não tá entendendo. E tem esse vídeo dela, cantando “ao vivo” em um programa de TV (o “ao vivo” tá entre aspas porque ela tá fazendo playback - olha, uma palavra em inglês! Bastard! Asshole! -, o que será comentado daqui a pouco, seja paciente) uma musiquinha muito chicletenta, daquelas que grudam no córtex, chamada J’en Ai Marré. Sei lá se esse acento em Marré existe, mas o fato é que escrever Marré, que parece muito com Maré, sem acento me incomoda. Então o acento fica, os franceses que vão pro inferno comer queijo brie com o ACM.

E ela faz esse playback, como eu ia dizendo. E dança. E, PUTA QUE PARIU, vai ser gostosa assim na casa do caralho. De verdade, acho que nunca vi uma mulher TÃO gostosa. E o grande lance é que, dançando, ela uma hora vira de costas, daí dá pra ver que ela tem um peixinho vermelho na bunda. Não ENFIADO na bunda, é lógico, que o programa é um programa de família, o YouTube é um site de família, Alizée é uma moça de família e este é um blog de família. Algumas das famílias são meio problemáticas, mas isso não se comenta, que é de uma falta de discrição que beira a vulgaridade, e ser disfuncional, tudo bem, mas vulgar, não, peraí, aí é quase chamar a mãe de advogada, o pai de eleitor do PFL e o irmão de fã do jackass, e esse tipo de coisa não se faz.

Mas o peixe tá lá, vermelho, pendurado na roupa dela, um peixinho de um tecido qualquer que eu não sei o nome porque não sou viado. E é aí que você entende por que a guria tá fazendo playback. Porque tem dois sujeitos “tocando” violão atrás dela, assim, como se fossem eles tocando a música pra ela cantar. E é humanamente impossível se concentrar em qualquer coisa que não seja aquela maravilha de mulher dançando na sua frente com aquele peixe na bunda. Por isso o playback. Os caras iam tocar tudo errado, seria uma merda federal. Melhor botar um CD pra tocar, a gostosa pra dançar, e os caras ficam ali, com aquela visão privilegiada do peixe glúteo da moça.

Eu poderia colocar o link pro vídeo da Alizee aqui, mas nem vou. Vá pro YouTube e procure, depois diga se eu não tenho razão!

As mulheres não precisam se manifestar sobre a moça. Mulher não entende porra nenhuma de mulher. Todas as que eu conheço e que viram a menina botaram algum defeito. E todos os caras que eu conheço que a viram tiveram a mesma reação que eu: uma expressão boquiaberta, assim, de quem não acredita que aquilo existe de verdade, seguida por um sussurro caminhoneiro de estupefação, algo como “Caralho…” ou “Putaqueopariu…”.

A dança da guria é tão característica que foi colocada em World of Warcraft. Porque, quando você tá jogando World of Warcraft - que eu tenho jogado ultimamente, mas que, a despeito do que disse o Fredegoso, não tem nada a ver com o meu sumiço daqui - se digitar /dance, o seu personagem dança. Cada um faz uma dança diferente, a Night Elf faz a dança da Alizée. As danças são divertidas. Eu, particularmente, gosto da dança do Napoleon Dynamite, feita pelo Blood Elf, e da do Mc Hammer, feita pelo Orc. Esse vídeo aqui mostra algumas danças e suas fontes. Outras foram deixadas de lado, não sei por que razão (talvez porque o cara que fez não conseguiu encontrar um vídeo que desse pra sincronizar com as sprites retiradas do jogo?).

E a Peanut Butter Jelly Time simplesmente não me sai mais da cabeça, tá foda. E por “não me sai mais da cabeça” eu quero dizer “já me flagrei cantando e dançando essa porra algumas vezes”.

Então. Falando em música, mas sem tornar a mencionar peixes na bunda, até porque eu não teria mais nada a falar sobre isso, saiu o novo CD do The Killers, chamado Sawdust. O link pro download desse eu coloco, porque sou bacanudo e quero que todo mundo ouça Leave The Bourbon On The Shelf, que chuta bundas (com ou sem peixinhos, a escolha é sua).

Engraçado que duas bandas que eu gosto lançaram um CD de B-Sides esse ano. Cake e, agora, Killers. E nos dois CDs têm uma versão de Ruby, Don’t Take Your Love To Town. Esse do Killers tá massa, mas eu não sei dizer se é melhor ou pior ou igual ao Sam’s Town e ao Hot Fuss. Até porque só ouvi umas duas vezes, até agora, e num fone de ouvido que sofreu derrame ou coisa que o valha (aí só funciona o lado esquerdo), não deu pra fazer ainda uma idéia da qualidade da parada. Sei que eu gostei muito de Leave The Bourbon On The Shelf, que fecha a trilogia do assassinato (falo mais sobre isso depois, se rolar um interesse daí e uma vontade do lado de cá), embora seja a primeira música da trilogia, na verdade, Under The Gun é sensacional, mostra um lampejo de Hot Fuss e a versão Abbey Road de Sam’s Town também é muito legal. Sei lá, eu fiquei ainda mais fã da banda depois do show no Rio, que foi sensacional, então talvez minha opinião seja por demais parcial para ser levada em consideração.

Mas que se lasque. Se a Veja pode ser parcial pra caralho e ainda se declarar “a melhor revista semanal do país”, eu também posso ser parcial pra caralho e me declarar… hm, deixa ver, um título imponente… o melhor blogueiro bimestral do meu prédio.

É, dizer que eu sou o Bonaparte dos Baixos Trópicos talvez botasse mais moral.

Falando em Napoleão, Alizée e gostosas francesas com peixes na bunda, comecei a ler Os Miseráveis, do Victor Hugo. Antes dele li Crime e Castigo, do Dolsta, mas tô preferindo esse. Dostoiévsky era inteligente pra caralho, dava umas porradas servidas em determinados aspectos da sociedade, mas com toda a sutileza de um mestre Shaolin bicentenário que arranca seu olho sem te deixar perceber. Victor Hugo é mais jiujiteiro, chega enfiando a bicuda no joelho e leva pro chão pra finalizar. Sem sutileza, a sutileza que se foda. Nem cheguei na metade do livro, ainda, e se começar a transcrever aqui todos os trechos que sublinhei, fodeu-se, a Martin Claret vai acabar me processando. Depois coloco aqui o que achar mais importante. Falando também em Veja - desculpem por baixar o nível, prometo ser breve -, fico me perguntando se os mentecaptos que trabalham naquela bosta já leram tio Vitão. Porque não dá pra ler aquele livro e continuar um reaça escroto e socialmente desumano, que é o que são os “jornalistas” da Veja. O livro é ótimo e é necessário até hoje, o que é muito triste e muito preocupante. Me leva a crer que em 140 anos não crescemos nada.

O melhor personagem é um bispo que aparece no começo, monsenhor Bienvenu. Fosse eu um cristão, seria um cristão igual a ele. Porque cristianismo é um troço foda, não dá pra ser cristão e continuar vivendo como vivemos. É preciso abdicar de uma série de coisas em prol de outras, muito mais importantes. E não tô falando de parar de trepar, xingar e tomar goró pra entrar no céu, não. Isso é peixe pequeno - na bunda de francesas dançantes - perto das coisas que se deve fazer pra ser um cristão de fato. Eu sou meio extremista, não sei se já deu pra notar - eu sei que já deu pra notar, mas é bom fingir que não - e não saberia ser um cristão mais-ou-menos, desses preguiçosos, folgados, canalhas e escrotos que infestam a sociedade. Sabe, esses que usam a religião só pra justificar/expiar seus atos esdrúxulos. A maioria das pessoas faz as mesmas merdas repetidamente, pede perdão (os que pedem) e aí tornam a fazer. Ninguém realmente pára pra refletir, tenta evoluir um pouco, ser mais tolerante, essas porras todas que o cristianismo prega. Só sabe ficar naquela merda babaca que a igreja prega, de apontar pros outros dizendo “Cê vai pro inferno, pecador nojento, amante de Satanás! Você vai queimar na casa do capeta, bruxo do caralho, onanista filho da puta! Pagão maldito, deus te ama e vai te foder na outra vida até afiar as beiradas da sua bunda porque você não reza o mesmo tanto que eu, no mesmo lugar que eu, da mesma maneira que eu, pro mesmo cara que eu!”.

Religião é um assunto escroto e é um assunto extenso, mas infelizmente necessário e pouco discutido de forma apropriada. Eu devia escrever aqui algo sério a respeito, qualquer dia desses, coisa que costumava fazer há alguns anos. Mas sempre que essa idéia me ocorre, vem com ela a pergunta crucial que derruba minha vontade de fazer qualquer texto:

Pra quê?

Mas vale dizer que continuo achando que uma instituição que excomunga Leonardo Boff não pode representar nada de bom.

Sim, católicos, o que estou dizendo é que vocês servem a uma das instituições mais desumanas, ambiciosas, cruéis e maléficas do mundo. Entraria fácil num Top 5, com sérias chances de ganhar. E olha que a competição é acirrada: McDonalds e Coca-Cola estão no páreo (nem tenho nada contra a coca-cola ou mcdonalds, mas citar essas duas marcas como coisas “do mal” ajuda a manter a aura de comunistão que alguns acham que eu exalo).

Eu ia falar sobre qualquer outra coisa que nem lembro mais o que era, mas se você leu até aqui, acho que já deu pra encher seu saco, certo? Seja feliz com esse amontoado de besteiras. Se não conseguir separar nenhuma idéia, a partir de agora, pra fazer um texto sobre ela, e apenas ela, vou transformar numa prática comum isso de falar de tudo superficialmente. Ficarei, portanto, só na superfície.

Feito um peixe de bunda (virou idéia fixa, essa porra, não é possível!).

Bíblia - Director’s cut

E Deus criou o ornitorrinco. E, olhando atentamente para o animal no qual soprara a vida, notou que o bicho não era ave nem mamífero. Tampouco poderia ser definido como terrestre, aquático ou anfíbio. Em sua voz tonitruante, o todo-poderoso exclamou, ao se espantar com tamanha versatilidade:

- Que porra é essa?

E deus viu que o ornitorrinco era escroto.

Gênese 1:26½

Aliás…

Acaba de me ocorrer que este blog já completou dois anos desde que foi ressuscitado pela graça divina e na misericórdia de nosso senhor Jotacê.

Aleluia!

O Encontro Marcado

Cada vez que a Inevitável leva consigo uma daquelas pessoas que me fazem ter um resquício de fé na humanidade, essa vida em tons de cinza escurece um pouco mais e o mundo, que já é um lugar suficientemente assustador quando tudo está caminhando nos conformes e sem sobressaltos, parece se esforçar para fazer uma careta ainda pior.

Quando uma das poucas pessoas realmente boas se vai e diminui a porcentagem de seres humanos válidos no planeta, fica a sensação de que o Ceifador Sinistro provavelmente cometeu algum engano e levou o indivíduo errado, porque não é possível que desperdicem o trigo e o joio permaneça.

E o fardo que é a vida parece duplicar de tamanho e peso quando não se tem mais o providencial auxílio dos que são tão interessantes e tão inteligentes e tão divertidos e tão agradáveis e tão generosos e tão decentes e tão capazes e tão afáveis e tão queridos que são capazes de fazer sumir a sensação de esmagamento com um sorriso bacana e uma palavra de apoio.

É nessas horas que se torna perturbador não ter fé em coisa alguma, porque se acreditasse piamente que ao fim do percurso eu iria poder sentar ao lado do Suetônio pra conversar amenidades e rir do trote do advogado seria mais fácil tolerar a falta que ele há de fazer - e já faz.

É triste, é realmente triste.

“Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre.”
Ariano Suassuna

O Civil Virtuoso

Em 1998 a Abril lançou uma mini-série sensacional chamada Batman Preto e Branco. Quatro edições, cada uma contendo quatro histórias curtas do morcego desenhadas/ilustradas por grandes nomes dos quadrinhos, como Neil Gaiman, Joe Kubert, Matt Wagner, Chuck Dixon, Archie Goodwin, Richard Corben, Bruce Timm, Klaus Janson, Dennis O’Neil e Katsuhiro Otomo.

Dentre as 16 histórias brilhantes que tive o imenso prazer de conhecer, uma em particular merece menção. Chama-se “crimes triviais” e trata exatamente sobre isso: um cidadão de Gotham que se autodenomina “O Civil Virtuoso”, sai pela cidade - armado de uma pistola e uma forte noção de regras de conduta - assassinando pessoas que não seguem os princípios mais básicos da vida em sociedade, como um sujeito que não limpa a sujeira de seu cachorro da calçada ou dois moleques inconvenientes que insistem em conversar dentro do cinema.

Por mais que essa opção seja extremamente sedutora - deus (se é que ele existe) sabe como eu acordo querendo uma metralhadora só pra ter o prazer de passar fogo nos miseráveis que entram na minha quadra às 3 da manhã cantando pneu - é claramente errada. A partir do momento em que aceitamos viver em sociedade, cercados por outros seres humanos, admitimos a possibilidade de alguns (muitos, na verdade) deles sofrerem da gravíssima doença que é a total falta de bom-senso, e é necessário tolerar isso - claro que guardadas as devidas proporções.

Baseado nesse princípio do respeito mútuo para com as falhas alheias - e sabendo que falar é muito bonito, mas fazer é que são elas, e que determinados indivíduos jamais colocariam isso em prática sem uma “leve” prensa da maioria - um dia alguém teve a idéia de criar um sistema de leis (o que é uma boa coisa, por um lado, mas acabou gerando os advogados, por outro, e isso definitivamente é uma desgraça das grandes), e acredito que uma das mais básicas sempre foi a máxima do “não matarás”. Não só é uma lei, prevista no código penal de - acredito eu, e corrijam-me se estiver errado - todos os países do mundo, mas também um preceito moral - e cristão, diga-se de passagem - muito forte. Matar alguém é, moralmente falando, uma falha gravíssima, principalmente de acordo com o cristianismo.

Todo o princípio das religiões cristãs é contra a mera contemplação da possibilidade de tirar a vida de alguém. E sendo o cristianismo a religião vigente nessa nossa sociedadezinha muquiça, nossa sociedadezinha muquiça deveria ser contra assassinato, certo? Deveríamos todos nutrir sentimentos altruístas de amor ao próximo, de tolerância e respeito com as falhas alheias, de boa-vontade para com os necessitados e todas essas coisas muito bacanas que o tio hippie das extremidades furadas fazia tanta questão de passar adiante que até mandou os lac… ehr… apóstolos dele escreverem num livro, de modo que aquelas mensagens legais estivessem disponíveis para a humanidade até o fim dos tempos.

Sabia o que tava fazendo, o Jotacê!

Nós não sabemos.

A maior prova disso poderia ser a absolvição dada ao coronel Ubiratan Guimarães pelo massacre dos 111 presos do Carandiru. Poderia, mas não é.

A maior prova disso é o coro de uma grande parcela da população que apóia tal decisão. Como assim “o cara não fez nada errado”? Como assim “bandido bom é bandido morto”? Por que é que eu, um maldito herege que acha o cristianismo uma piada de péssimo gosto e tem uma visão muito mais frívola sobre o valor da vida humana, acho isso um barbarismo sem tamanho e os pretensos cristãos, aqueles que dão a outra face e amam seu próximo, apóiam tal comportamento?

Talvez porque eu concorde com o bordão do Civil Virtuoso: o colapso da civilidade é o colapso da civilização. E por civilidade compreenda-se, dentre muitas outras coisas, tratar de forma humanitária até o mais depravado dentre os párias. E por civilidade compreenda-se também ser justo e dar às vítimas, se não o direito à vida, pelo menos chance de defesa.

Invadir uma casa de detenção cheia de presidiários desarmados com um batalhão de operações especiais carregando armas de fogo pesado e com ordens para matar foi, além de desumano, covardia.

E se pra ser cristão é preciso compactuar com isso, acho que vou fundar uma seita satânica.

Notas

1. Há quase 2 anos, fiz um post enorme no qual, dentre diversos outros assuntos, analisava a possibilidade da criação de um blog só sobre videogames. Algumas pessoas se ofereceram pra dar uma mão com a bagaça, mas o lance nunca saiu do papel.

Bom, agora vai sair. Já criei o blog (escolhi endereço, nome), já comecei a dar umas modificadas no layout (nada drástico, só quero adeqüa-lo melhor a sua finalidade) e, mais importante, já comecei a redigir um detonado. Que tá ficando enorme, porque eu sou incapaz de escrever algo pequeno quando o assunto me interessa muito.

Assim que estrear o esquema vou pensar se vale a pena convidar colaboradores ou não.

2. Vi alguns dos filmes que estão no cinema e, embora não tenha mais paciência para escrever enormes críticas a respeito de películas (cada vez mais me convenço que isso é apenas uma maneira exercitar seu ego exibindo sua opinião, como se ela fosse muito interessante), acho bom ressaltar alguns aspectos:

- Joaquin Phoenix, Reese Witherspoon e os outros membros do elenco de Walk The Line (me recuso a usar aquele título ridículo que deram ao filme em português) estão cantando bem PRA CARALHO. Ouso dizer que uma ou outra canção na voz do Phoenix chegou a ficar ligeiramente melhor que sua versão original, na voz do bom e velho Johnny Cash. E embora o filme pise um pouco na bola dando maior atenção à vida pessoal do sujeito do que a sua capacidade artística, ainda acho que vale o ingresso.

- Considerando que Munique é um filme de um diretor judeu sobre o problema entre judeus e palestinos, é muito mais imparcial do que eu esperava. Como era de se esperar, tem uma visão meio distorcida dos fatos, mas, guardadas as devidas proporções, se mantém quase “neutro”.

E o Eric Bana precisa mesmo dar um jeito naquelas orelhas.

3. Fãs de Friends são, numa definição grosseira, pessoas que não têm inteligência o suficiente pra entender o humor de Seinfeld. Fãs de Seinfeld que gostam de Friends são pessoas inteligentes que riem de qualquer coisa (o que não é um defeito). Fãs de Friends que acham a Phoebe a melhor personagem da série são o que há de mais rasteiro em matéria de inteligência (biologicamente falando, equivalem a algo como líquem). Nada pessoal.

4. O personagem daquela porcaria do Dan Brown, O Código da Vinci, é tão IMBECIL (embora o autor insista em dizer que ele é um professor de Harvard extremamente inteligente, o que só demonstra que o autor TAMBÉM é um imbecil) que fico imaginando a grande porcaria que será o filme baseado no… cof, cof… livro. Mas já identifiquei uma maneira de fazer o ingresso pro filme valer a pena: antes de ver O Código da Vinci, veja A Pantera Cor-de-Rosa e imagine que o sujeito interpretado pelo Tom Hanks é apenas um disfarce do inspetor Clouseau. Aposto que você vai se divertir um bocado.

5. Estou me esforçando pra manter uma atualização semanal nesta página. Vamos ver se pelo menos isso eu consigo fazer.

6. Isso aqui é só pra encher lingüiça. Tenho trabalhado num texto bem besta (provavelmente será uma historieta curtita) que me veio à mente depois de uma conversa com uma amiga. Deve sair ainda essa semana.

7. Preciso arranjar uns marcadores melhores pra quando fizer textos divididos em tópicos. Idéias?

8. Ainda não tem item oito. Mas se eu pensar em algo, escrevo aqui.




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