Arquivos da categoria 'videogame'Page 4 of 6

Meia lua + soco

Criado o blog sobre videogames. E a primeira parte do primeiro detonado do primeiro jogo já tá lá.

Que bonito, que beleza.

Agora só é preciso CONTINUAR a bagaça. Porque dar o pontapé inicial é fácil. O negócio é driblar o zagueiro, deixar o goleiro no chão, botar a bola na rede e ouvir o narrador gritar “GOLAÇO! Campeonato Brasileño!”.

Notas

1. Há quase 2 anos, fiz um post enorme no qual, dentre diversos outros assuntos, analisava a possibilidade da criação de um blog só sobre videogames. Algumas pessoas se ofereceram pra dar uma mão com a bagaça, mas o lance nunca saiu do papel.

Bom, agora vai sair. Já criei o blog (escolhi endereço, nome), já comecei a dar umas modificadas no layout (nada drástico, só quero adeqüa-lo melhor a sua finalidade) e, mais importante, já comecei a redigir um detonado. Que tá ficando enorme, porque eu sou incapaz de escrever algo pequeno quando o assunto me interessa muito.

Assim que estrear o esquema vou pensar se vale a pena convidar colaboradores ou não.

2. Vi alguns dos filmes que estão no cinema e, embora não tenha mais paciência para escrever enormes críticas a respeito de películas (cada vez mais me convenço que isso é apenas uma maneira exercitar seu ego exibindo sua opinião, como se ela fosse muito interessante), acho bom ressaltar alguns aspectos:

- Joaquin Phoenix, Reese Witherspoon e os outros membros do elenco de Walk The Line (me recuso a usar aquele título ridículo que deram ao filme em português) estão cantando bem PRA CARALHO. Ouso dizer que uma ou outra canção na voz do Phoenix chegou a ficar ligeiramente melhor que sua versão original, na voz do bom e velho Johnny Cash. E embora o filme pise um pouco na bola dando maior atenção à vida pessoal do sujeito do que a sua capacidade artística, ainda acho que vale o ingresso.

- Considerando que Munique é um filme de um diretor judeu sobre o problema entre judeus e palestinos, é muito mais imparcial do que eu esperava. Como era de se esperar, tem uma visão meio distorcida dos fatos, mas, guardadas as devidas proporções, se mantém quase “neutro”.

E o Eric Bana precisa mesmo dar um jeito naquelas orelhas.

3. Fãs de Friends são, numa definição grosseira, pessoas que não têm inteligência o suficiente pra entender o humor de Seinfeld. Fãs de Seinfeld que gostam de Friends são pessoas inteligentes que riem de qualquer coisa (o que não é um defeito). Fãs de Friends que acham a Phoebe a melhor personagem da série são o que há de mais rasteiro em matéria de inteligência (biologicamente falando, equivalem a algo como líquem). Nada pessoal.

4. O personagem daquela porcaria do Dan Brown, O Código da Vinci, é tão IMBECIL (embora o autor insista em dizer que ele é um professor de Harvard extremamente inteligente, o que só demonstra que o autor TAMBÉM é um imbecil) que fico imaginando a grande porcaria que será o filme baseado no… cof, cof… livro. Mas já identifiquei uma maneira de fazer o ingresso pro filme valer a pena: antes de ver O Código da Vinci, veja A Pantera Cor-de-Rosa e imagine que o sujeito interpretado pelo Tom Hanks é apenas um disfarce do inspetor Clouseau. Aposto que você vai se divertir um bocado.

5. Estou me esforçando pra manter uma atualização semanal nesta página. Vamos ver se pelo menos isso eu consigo fazer.

6. Isso aqui é só pra encher lingüiça. Tenho trabalhado num texto bem besta (provavelmente será uma historieta curtita) que me veio à mente depois de uma conversa com uma amiga. Deve sair ainda essa semana.

7. Preciso arranjar uns marcadores melhores pra quando fizer textos divididos em tópicos. Idéias?

8. Ainda não tem item oito. Mas se eu pensar em algo, escrevo aqui.

Play/Pause

Nunca fui muito maníaco por controle. Acho que, de tanto jogar videogame, acabei me acostumando às aleatoriedades da vida (e ainda existe quem diga que não dá pra tirar boas lições de qualquer besteira, heim?). Certos aspectos simplesmente não estão sob nosso comando, ao contrário do que dizem aqueles pobres seres humanos - lobotomizados por natureza - que crêem que são “magos” e têm pleno arbítrio sobre toda e qualquer faceta da realidade que lhes seja conveniente mudar.

Mas não é minha intenção irritar os “wiccans”, até porque não existe sentido em comprar briga com quem não sabe discutir. O assunto aqui é outro.

Quisera eu poder torcer o tecido da realidade, costurá-lo, recortá-lo e então moldá-lo de acordo com meus desígnios. Seria uma capacidade e tanto, principalmente diante de certos problemas que parecem não ter solução alguma.

Fico impassível perante de certos fatos não por egoísmo, mas simplesmente por não ver como ou onde interferir de forma construtiva. Meus modos de Irmão Caminhoneiro Shell trazem certas vantagens e capacidades úteis, mas lidar de forma moderada com situações frágeis definitivamente não é uma delas.

Resta-me, então, ficar quieto, manter essa postura de aparente indiferença diante do que, na verdade, me incomoda sobremaneira. O que me entristece de verdade, mas acho melhor ser um mero espectador e deixar a ajuda ser provida por quem tem condições para tanto a interferir e acabar sendo o empurrão final para transformar um cenário de difícil compreensão em uma situação totalmente caótica.

É necessária uma boa dose de estoicismo para tanto. Não apenas para recusar intervir em algo cujos resultados finais são do seu interesse, mas também para agüentar os olhares enviesados e as pedradas daqueles que não compreendem que muito ajuda quem não atrapalha.

No meu mundo perfeito, eu seria capaz de estender a mão e auxiliar todos aqueles que viessem pedir ajuda. Em determinados casos, infelizmente, o melhor que posso fazer é ficar longe das rédeas e torcer pra que tudo dê certo.

Curtas

Não, não ouvi o novo CD dos Loser Manos. Tentei umas duas músicas, achei umas merdas. Presumi que não tô no clima pro tipo de trabalho que a banda se propõe a fazer (leia-se “ando sem saco pra nêgo choramingando”).

A arte de capa do CD, aliás, só prova uma coisa: além de feio e vesgo, o Amarante só tem talento mesmo pra fazer dancinhas escrotas durante o show e criar boas melodias, já que as letras dele levam o termo “rebuscamento” a um nível completamente novo (o que não é bom, diga-se de passagem).

Vi dia desses os caras sendo entrevistados no Recorte Cultural. Marcelo Camelo sem barba é a cara do Latino! Aliás, minto: é um sósia feio do Latino, que por si só já não é nada belo. Daí você tira a real aparência do sujeito. Agora entendi porque ele cultivava aquela moita. Eu também preferiria parecer um amish ou um assecla do Miojo Bin Lamen.

Um dia eu disse que Doom 3 é assustador. Estava enganado. Doom 3 é aterrorizante.

Assisti a alguns trechos do depoimento daquele dono de restaurante que afirmou pagar propina pro Severino, mas só porque ao lado dele estava sentada uma morena sensacional. Imaginei tratar-se de uma filha dele. Vejam só a minha inocência…

Acho que não tenho mais nada pra dizer, mas sei que pensei em algo realmente interessante ontem que deveria escrever aqui e não consigo me lembrar. Ô situação de merda…

Dad’n'Me

Esse aqui é, disparado, o melhor jogo em flash que eu vi nos últimos tempos, em todos os aspectos: jogabilidade, trilha sonora, efeitos sonoros, conceito…

Aliás, tem UM defeito, mas só um: é muito curto. Eu poderia jogar horas disso.

Doom

Por mais que exista gente por aí com mania de dizer que sexo é a ferramenta que move o mundo, qualquer um que passe três minutos (sério, já cronometrei) refletindo sobre o assunto vai perceber que, na verdade, a força motriz da humanidade é a violência. Os mais apegados à teoria do sexo como alavanca histórica hão de torcer o nariz para essa afirmação, mas o que posso fazer se a verdade está aí, na cara de quem quiser ver? Pare para analisar! Se o sexo fosse mesmo o mais importante engenho social, as maiores obras já produzidas pelo cinema seriam De Quatro No Trilho, Um Jumento Em Minha Cama e Buttman em Amsterdã. Aliás, John Stagliano seria o maior cineasta da atualidade. Em contrapartida, os livros de história não tratariam de coisas como a Guerra dos 100 anos ou a Batalha das Termópilas: estudaríamos, em primeiro lugar, a cultura sexual dos gregos e a crescente repressão da libido após a tomada do poder pela igreja católica.

Felizmente (???), entretanto, nossa sociedade acha muito mais aceitável passar fogo em determinados grupos étnicos/classes sociais do que fazer um surubão envolvendo chefes de estado, prostitutas e transeuntes escolhidos ao acaso. Mas divago.

O fato é que na década passada, mais precisamente em 1993, essa nossa cultura de violência deu a uns caras na ID Software a genial idéia de fazer um jogo que superasse o já ultrapassado (na época) Wolfenstein 3D. E aí criaram Doom!

Doom

Aliás, já começo me corrigindo: Doom não foi só “genial”, Doom foi MAGNÍFICO. Depois de conceber o jogo, o criador poderia morrer sabendo que havia deixado um legado insuperável para a humanidade. Embora não tenha sido Doom a introduzir o sistema de jogo de tiro em primeira pessoa, crédito que vai para o Wolfenstein 3D, ele refinou o estilo. Enquanto o Wolfenstein trazia ambientes iguais, som mono e mapas planos, Doom vinha com mapas de níveis diferenciados (alguns com 3 ou 4 andares), ambientes heterogêneos (com altura, iluminação e texturas diferentes) e som estéreo (era possível saber de onde vinha seu inimigo, esquerda ou direita, e ter uma idéia da distância em que ele se encontrava).

Doom foi mesmo um divisor de águas no mundo dos games. Não à toa, o jogo CRIOU a classificação “doom style”, já que o mercado foi tomado por imitações. Algumas delas eram realmente interessantes e, em determinados aspectos, superaram o predecessor (como Duke Nuken 3D, por exemplo). Outras não valiam nada.

Embora o jogo tenha se tornado controverso logo após seu lançamento, devido à enorme carga de carnificina que carregava (e sua história com boas doses de satanismo), foi sucesso imediato e faz sucesso até hoje, apesar de estar obsoleto. Convenhamos: em tempos de Playstation 2 e gráficos REALMENTE 3D, com profundidade e nuances de luz e sombra, um jogo pixelizado, apesar de ainda oferecer diversão, não é exatamente um deleite para os olhos. Por isso a ID Software tratou de lançar o Doom 3, meio que um “remake” do jogo original. Dessa vez, pasmem!, o jogo tem até história!

(E dá medo pra caralho!)

De todo modo, apesar de sua nova versão estar em alta, o primeiro Doom não foi esquecido. Tanto que o site Overclocked Remix, que faz remixes de músicas de jogos antigos, criou uma página especial, apenas com remixes de músicas do jogo (que eu já tratei de baixar por completo, incluindo as capas do CD, para poder gravar e ouvir quando e onde me der vontade).

E, pegando carona no sucesso da nova versão do clássico, a Universal Pictures está produzindo o filme da série. Embora as imagens, o trailer e as declarações dadas por Karl Urban (que interpreta o soldado John Grimm, o personagem com o qual você abre novos buracos nos demônios) quanto à utilização da câmera em primeira pessoa DURANTE o filme mostrem-se muito promissoras, tenho cá minhas dúvidas com relação à qualidade do roteiro. Afinal de contas, parece que cinema e videogame são duas coisas que não combinam (pelo menos não quando um jogo é transformado em filme, já que alguns filmes renderam bons jogos).

Mas preciso admitir que ainda nutro alguma esperança de que dê certo, já que Doom tem tudo pra render um filme de ação/terror capaz de esgotar bilheterias e provar que é possível levar videogames pra telona com fidelidade à história original, sem causar ataques epiléticos e síncopes furiosas nos gamemaníacos, agradando tanto os que já conhecem o jogo quanto os que nunca ouviram falar dele (se é que esses REALMENTE existem). O negócio agora é esperar ansiosamente pelo dia 21 de outubro e torcer para que a fórmula que funcionou nos computadores funcione também nos projetores.