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Das comidas bizarras e bizarrices comestíveis

Então.

Vamos começar isso aqui falando do que é importante, do que importa e do que, acima de tudo, tem importância: um dos mais proeminentes irmãos caminhoneiros deste (suposto) terceiro pedaço de rocha a orbitar nossa carismática estrela anã, Guto Senra, junto com 3 amigos que também são da turma da boléia, heroicamente deu a garfada inicial em uma série de “webisódios” (odeio esse termo, mas existe alternativa? Aceito indicações!) sugestivamente intitulada Ogrostronomia. Pra você que quer aprender a fazer comida simples, palatável e pra homem - vai que seu namorado curte, mano? -, dá um like na página dos caras no facebook e/ou assina o canal deles no youtube. A primeira aula da autêntica culinária dos filhos, netos e bisnetos de camponeses foi sobre como fazer churrasco. E os filhos da puta não só não me chamaram pra provar o resultado, como o Jimmy ainda linkou a página do Utopia em uma foto constrangedora no facebook.

(Quando abrir a garrafa de Blue Label não vou chamar ninguém pra beber, em retaliação!)

Ainda falando de comida, e sem dúvida descendo vários degraus em direção ao anárquico reino da bizarrice (é anarquia ou monarquia, cazzo?), se você não foi bombardeado com links e referências, há algumas semanas, do vídeo nada eufemisticamente intitulado “Sanduíche de Buceta”, então parabéns. Não sei em que recôndito esquecido deste plano de realidade o senhor foi se enfurnar, mas sugiro que, agora que está de volta à convivência com os bons, não vá atrás da pérola. Acredite: não vale a pena nem por seu caráter nonsense.

Trata-se de um vídeo amador de uma moça - que nem maior de idade me pareceu, a bem da verdade - que besunta suas já mencionadas partes com condimentos (a saber: maionese, MUITA maionese), esfrega em outros ingredientes, tais como pães, presunto e queijo, e, imagino eu, come tudo ao fim do processo. Digo “imagino eu” porque não tive disposição para assistir a peça até o final. Espera-se, de um vídeo com tal mistura de absurdo, culinária e putaria, que seja excitante, desperte a fome ou faça rir. E não obtive nenhuma das três reações. Mas, ao contrário da maioria das pessoas que assistiram ao vídeo e cujas reações tive o (des)prazer de presenciar, também não fui tomado por horror ou nojo, seja pela “falta de higiene” da menina, seja por sua exposição voluntária.

Em primeiro lugar, não vejo problemas de higiene na questão. Não existe NADA naquele vídeo que as pessoas não coloquem na boca com regularidade: pães, maionese, presunto, queijo ou órgãos genitais de moças libidinosas. Ok, admito que a mistura de tudo isso é inesperada. Nem por isso vejo por que causar asco, se não por algum tipo de moralismo cristão que sobrevive em nossa mente e associa sexo a sujeira. O que nos leva ao segundo ponto: minha surpresa em ver o despudor da moça sendo tratado de forma tão furiosa. Sério, ainda há quem se surpreenda diante do fato de que mulheres - sejam elas moças, mulheres, coroas ou velhas - também curtem uma sacanagem? Quantas mulheres mais precisarão dar entrevistas “bombásticas” informando que, sim, aceitam a idéia de sentir “prazer anal” (Sandy, não estou falando de você, estou falando de outra mulher que deu uma entrevista afirmando a mesma coisa, claro), quantas mulheres precisarão ser “flagradas” em atitudes lascivas, quantas mulheres terão que aderir à indústria pornográfica ou mostrar satisfação com práticas sexuais “pouco ortodoxas”, até que aceitemos o fato de que, vejam só, essas criaturas também sentem prazer e desejo sexual?

Isso não tem nada a ver com a criação, com o caráter, com algum tipo de carência afetiva ou coisa que o valha. Pensamentos dessa natureza são fruto desse nosso ranço machista. “Mas o que o pai dela vai pensar?”, ou “E se fosse sua irmã?” são questões que só passam pela cabeça de quem ainda vê mulheres como propriedade, ainda que de forma bastante vaga. Esse raciocínio nos leva a concluir que não interessa se ELA está à vontade com isso, mas se o pai, o irmão ou o marido dela sabem tolerar esse comportamento. Logo, ela é uma demente, incapaz de pensar por si mesma, e precisa que um homem - essa criatura inteligente e racional - use seu teleencéfalo altamente desenvolvido para guiar a ensandecida criatura pelo caminho da moral e dos bons costumes!

Se você diz que não namoraria ou contrataria uma mulher dessas para a sua empresa, a falha não é dela, tampouco é dela a postura repreensível: ambas são suas. Só não vou dizer a você para assumir sua hipocrisia porque isso seria um contrasenso. A hipocrisia, tal e qual a humildade, é daquelas características que pressupõem uma atitude pouco reflexiva, portanto só duram até o momento em que são percebidas.

A verdade é que mulheres criadas em famílias equilibradas (existe isso?), em ambientes “normais” (defina “normal”), com papai e mamãe e colégio particular e telefone celular e roupinhas da moda e irmãozinhos e avós e Temperatura Máxima aos domingos com a família ao redor de uma bela macarronada TAMBÉM vão querer trepar - e vão curtir, e vão querer mais - em algum momento da vida. Algumas vão se satisfazer com um papai-e-mamãe bem comportado à meia luz. Outras vão querer ser besuntadas em azeite e lambidas por cinco homens, ou passar condimentos nas partes, ou tentar orifícios ditos “pecaminosos” em suas práticas sexuais. Deixemos todas elas em paz e vamos nos preocupar com coisas mais importantes: quando será que o Discovery Channel vai descobrir a genialidade dos caras do cracked.com e dar a eles uma série no canal?

A maravilhosa cozinha de Ofél… Utopia! (2)

Amigos e Irmãos.
Namastê.
Paz e Luz.

Você sabe o que é um Gigapudding? Se não sabe, então vamos começar pelo começo: destruir sua alma e acabar com sua paz de espírito. Assista esta atrocidade:


“AAAARGH! DEUS! A FELICIDADE! É DEMAIS PARA O MEU CÉREBRO!”

A partir de agora, tudo em que você vai conseguir pensar é nessa aberração pudinesca, porque o seu cérebro - que, sejamos francos, nunca foi lá de grande serventia, ou você não estaria chafurdando neste blog mequetrefe - acaba de virar um pudim gigante (devo informar que, no seu caso, isso é um upgrade). Dessa maneira, seu destino é ser perseguido por essa idéia fixa, que, como um novo tipo de obsessão não prevista pela psicologia, há de transformar sua vida em um inferno. Suas lombrigas tomarão posse de suas faculdades e você será para sempre infeliz, a menos que consiga meter uma colherada em um pudim de 20 cm de altura com uma charmosa cobertura de flan de chocolate.

Pois não tema. É para conduzi-lo a esse eldorado da culinária de baixo nível que estou aqui. Ensinarei, com direito a fotos, a fazer uma porcaria dessas. E não fique se sentindo incapaz apenas porque sua perícia culinária não basta sequer para preparar ovo cozido! Um gigapudding não requer prática, tampouco habilidade. Você só vai precisar de 4 pacotes de flan em pó de baunilha, 1 pacote de flan em pó de chocolate (ou o contrário, quem manda na tua gororoba é você) e 2,5 litros de leite.


Nenhum colaborador deste numeroso blog recebeu um centavo de qualquer uma das marcas apresentadas ou mencionadas neste texto. Lamentável!

“Mas só, Pedrones? Mais nada?”, você pergunta, contorcendo-se de ansiedade. “Sim, amigo”, eu respondo, com um sorriso irônico, “beba os 3 litros de leite e mastigue o flan em pó como um retirante que se esbalda em meio quilo de farinha de mandioca, então aguarde cinco horas e você cagará um enorme gigapudding. Trabalho concluído!”. Claro que não é só isso, anormal. Agora que levantamos os materiais necessários para a sua edificação, temos que providenciar as ferramentas. Pois se quiser fazer um gigapudding decente, nenhuma daquelas fôrmas capengas que tua mãe usa pra fazer bolos que mais parecem cimento vai servir. Você vai precisar de algo com mais… pujança. Tipo um balde de pipoca.

Eu poderia sugerir que o balde de pipoca deve estar SEM pipoca, mas não vou, por duas razões bem simples:

1) A comida é tua, tu faz a mistureba que quiser, ninguém tem nada a ver com isso. Azar das suas tripas.
2) Se eu realmente preciso avisar isso, tá explicada sua inabilidade em fritar ovo, mencionada anteriormente.

Além desse item inesperado, é uma boa ter à mão uma panela de bom tamanho (são dois litros e meio de leite, então este “de bom tamanho” não é figura de linguagem). Tudo em ordem, vamos à preparação da bagaça. Corte as orelhas do primeiro litro de leite (sim, as duas orelhas, se você for uma pessoa inteligente)…

…e pegue 500 ml desse suco de vaca.

Misture o pó do flan de chocolate.

Agora mexa esse grude até ele ferver.

Sério, essa merda tá escrita no verso da embalagem! Se você pode ler as MINHAS instruções, pode ler as da Royal, deixa de ser inútil!

Desculpe. Eu esqueço que ser inútil é da natureza dos leitores de um blog, assim como fazer comentários cretinos e não entender ironias. Continuemos.

Quando a parada levantar fervura, enquanto você mexe a cadeira sem parar, vai ter mais ou menos essa cara:

É nessa hora que vem o macete. Você vai jogar METADE dessa porra no teu balde de pipoca, NO MÁXIMO. Não mais do que metade, sério. A outra metade tu pode jogar num outro potinho e comer depois. É o que eu faço, me amarro nesse grude, porque eu tenho cinco anos e tal.

Enfim, pegue o teu balde de pipoca, com uma quantidade MÍNIMA (um dedo, se tanto) de flan de chocolate serenamente repousando no fundo…

…e enfia no cu coloque na geladeira. Deixe ele lá, resfriando, durante algum tempo, antes de preparar a parte cavalesca (acho que acabei de inventar essa palavra, azar de quem presume que não tenho autoridade para tanto) do negócio. DEPOIS que o flan de chocolate endurecer, pegue os outros dois litros de leite…

…coloque no teu panelão…

…jogue os flans de baunilha lá dentro, COM EMBALAGEM E TUDO…


O lance da embalagem é mentira, anormal!

…e aí mexe. De novo, até ferver. Vai demorar pra caralho, então pegue um livro e leia enquanto mexe a cadeira. Sim, existe o risco de você tocar fogo na cozinha acidentalmente, com a proximidade do papel, mas e daí? Desperte o piromaníaco em você!

Quando essa merda finalmente ferver, depois de uns 20 minutos que mais parecem 20 anos, apague o fogo e deixa esfriar um pouco. UM POUCO, só. Uns 5 a 10 minutos, não mais que isso. Daí resgate o teu combo balde de pipoca + flan de chocolate da geladeira. Já deve ter endurecido.

E derrama o flan de baunilha aí dentro, em cima do de chocolate. Vai ficar assim:

Agora você vai pegar essa quantidade medonha de leite, corante e sabe-se lá que outras espécies de aditivos cancerígenos bizarros e colocar pra repousar serenamente na sua geladeira. Pode esperar esfriar um pouco, antes, se você for um desses ecochatos mimimi que querem “poupar o planeta” e meu pau de óculos em Londres. Depois de um período que eu não sei determinar qual é - da primeira vez deixei resfriando por 5 horas, da última deixei por 2h30m, no máximo -, seu gigapudding estará QUASE pronto pra comer.

Sim, porque não dá pra comer assim, no balde de pipoca. Não tem graça. Você precisa ver a monstruosidade gelatinosa que seu esforço gerou, oras. É sua recompensa visual! Então pegue uma superfície AMPLA, que tenha ABAS, tipo um… péra que eu esqueci o nome daquela parada de mulher, calmaí que vou ao google.

……um REFRATÁRIO! Isso! Tipo um refratário. Coloque-o em cima do seu balde de pipoca e dê um jeito de virar essa gororoba. COM SORTE você não vai fazer merda (por via das dúvidas, realize a ação descrita aqui em cima da pia. Ser precavido nunca matou ninguém) .


Note que eu usei um prato. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Se for preciso, dê umas porradas no balde de pipoca, pra ver se o gigapudding solta.

Pronto. Agora prepare-se pra passar uma semana comendo esse grude:

Será que eu devia avisar aos diabéticos pra não comer esse negócio? Nah. Se você tiver diabetes E se meter a ingerir essa quantidade medonha de produtos químicos misteriosos, ou vai virar um mutante, ou vai morrer. Em qualquer um dos casos, é uma besta e merece tal destino.

E se você acha que eu sou muito escroto por escrever com esse tom, saiba que podia ser pior: eu podia ter colocado no post a foto em que apareço só de cuecas, mexendo o flan de chocolate. Trauma pra vida, acredite!

The Puma Hard Chorus cantando Savage Garden

Quando colocam um bando de hooligans num bar, cantando uma das musiquinhas mais bichas da história da humanidade, você percebe que a internet cumpriu sua função.

Obrigado, internet. Pode desligar agora.

No Surprises

Cake - End of the movie

People you love
Will turn their backs on you
You’ll lose your hair
Your teeth
Your knife will fall out of its sheath
But you still don’t like to leave before the end of the movie

People you hate
Will get their hooks into you
They’ll pull you down
You’ll frown
They’ll tar you and drag you through town
But you still don’t like to leave before the end of the movie
No, you still don’t like to leave before the end of the show

Top 5 Louis Armstrong

Sou um octogenário em relação a diversas coisas, como já deve ter ficado óbvio para qualquer um que freqüente este blog com certa assiduidade. Minha velhice precoce se manifesta mais intensamente, entretanto, em relação a música. Apesar de apreciar certas mudernidades - como The Killers e suas afetações neo-oitentistas, por exemplo -, nada me dá mais satisfação do que sentar para ouvir algo antigo. Algo REALMENTE antigo! Se houver chiados característicos de gravações da época do gramofone, meu ouvido é imediatamente fisgado. Pensando agora, foi assim que The Strokes ganhou minha atenção! A primeira vez que escutei Last Nite, de madrugada na Transamérica FM (acredite se puder!), imaginei se tratar de alguma banda antiga, contemporânea de Creedence Clearwater Revival, e tomei gosto imediato. Só depois fui saber que era apenas um bando de moleques mal-penteados de Nova Iorque, mas aí já era tarde e Is This It já havia se tornado meu CD favorito da época.

De todo modo, das velharias que curto, provavelmente Louis Armstrong figura no topo dos instrumentistas. Acho uma obscenidade o que aquele sujeito fazia com o trompete. Que mundo é esse em que alguém sopra um instrumento usado para impelir soldados à guerra e arranca de algo tão inamistoso um som tão espantosamente suave? Inaceitável! Ultrajante! Maravilhoso!

Faço, então, meu Top 5 músicas preferidas do Louis Armstrong, com direito a vídeos do Youtube para ilustrar. Dessa maneira, quem não conhecia antes, se tiver interesse, fica conhecendo agora. Se não tiver… bom, gosto não se discute, se lamenta.

5. What a Wonderful World

Clichezão total, eu sei. Mas é espetacular, tem uma das letras mais bonitas já escritas, que casa perfeitamente com o vozeirão roufenho do Satchmo, e foi uma forma muito dura e muito sutil, ao mesmo tempo, de protestar contra toda a situação esdrúxula racial que se desenrolava nos Estados Unidos na década de 60. Não mostra muito do velho Armstrong como trompetista, mas vai assim mesmo. E de brinde em um vídeo com cenas de Good Morning, Vietnam!

Pra quem gosta, claro!

4. Blue Yodel #9 (Standing In The Corner)

“Pára, véio! Essa nem é do Armstrong, é do Jimmie Rodgers!”. Certo, a gravação mais conhecida dessa música é do Rodgers. Mas quem você acha que tocava aquele trompete que transformou essa beleza de uma antepassada da música country em uma antepassada do jazz? Louis Armstrong estava lá, mas não foi creditado. Uma injustiça sem tamanho. Como retaliação, em vez da versão original (que tem os chiados gramofônicos que eu tanto gosto), coloco aqui uma muito, muito melhor, tocada por Johnny Cash - que merecia um top 5 só dele - junto com o Satchmo, em outubro de 1970. Diz aí se não dá vontade de ripar e transformar em mp3?

3. A Kiss To Build A Dream On

A Kiss To Build A Dream On tem a letra apaixonada mais apaixonante que conheço - figura entre minhas preferidas de todos os tempos desde 2002, quando tive contato com ela pela primeira vez graças a Fallout 2 - e essa, sim, chuta o balde em matéria de trompetagem cabulosa, com direito a um solo notável no meio da canção. Foi a primeira do Louis Armstrong que ouvi depois de What a Wonderful World, e agradeço imensamente ao gênio da Black Isle que teve a idéia de usar essa música na abertura do jogo. Não gosto das versões ao vivo, então coloco uma em estúdio mesmo, com uma imagem de Fallout 2 ao fundo, de bônus.

2. La Vie En Rose

Edith Piaf que me perdoe, mas não tenho saco pra música em francês, o que me faz considerar a do Louis Armstrong a versão definitiva pra essa canção. Manifesta-se, em relação a essa música, meu lado reacionário: deixo de lado tudo o que veio antes, não me interessa o que veio depois. Toca em Wall-E, aliás, atestando o ótimo gosto dos caras da Pixar pra trilhas sonoras. É sempre bom lembrar que coisas como “When you press me to your heart I’m in a world apart, a world where roses bloom” derretem qualquer guria, meu caro. Mantenha isso em mente!

1. Mack The Knife

Mack The Knife é uma música bastante conhecida nos EUA. Já foi executada por Frank Sinatra, Bobby Darin, The Doors e mais uma porrada de gente. Só fui conhecer a versão do Satchmo em 2007, após comprar um conjunto de 3 CDs dele com a Ella Fitzgerald (que também já gravou essa canção).

Ao contrário das outras nesse top 5, essa não tem nada de bonitinho, já que fala de um facínora, um assassino chamado MacHeath, vulgo Mack “The Knife”. Mas é divertidíssima! É como uma versão em jazz sobre um bandido americano de um samba do Cartola sobre um bandido carioca: ações absurdas são narradas como se não fossem nada.

Curioso é saber que a música é, na verdade, a tradução da abertura de um musical alemão e a letra original é do Bertolt Brecht. Em um dos trechos, aliás, a letra segue pelos nomes das vítimas do assassino, e uma das moças citadas pelo Louis Armstrong chama-se Lotte Lenya, que foi a estrela da produção original alemã, em 1928. Ele na verdade colocou o nome dela na música durante a gravação, como uma homenagem surpresa ao vê-la no estúdio.

É lógico que uma infinidade de grandes músicas ficou de fora da lista. “Hello, Dolly”, “Cheek to Cheek”, “Saint Louis Blues”, “On The Sunny Side Of The Street”, “When The Saints Go Marching In”… Ao escolher apenas 5 músicas de alguém com um currículo musical tão genial e extenso quanto o Satchmo, não dá pra evitar a grosseria de deixar de fora alguma outra canção genial. Por outro lado, sobra material pra outro top 5 dele qualquer hora dessas, se bater uma indignação diante de qualquer injustiça.