Li ontem, folheando uma Veja relativamente antiga, matéria sobre pessoas que seguem as tendências tecnológicas da moda. Mais especificamente: que aderem ao telefone celular da moda.
Meu ódio por esses aparelhitos barulhentos é tamanho que jamais me permiti ter um e nutro especial desprezo por quem os têm em alta conta, principalmente essas pessoas que afirmam não saber viver sem eles. Já cheguei ao ponto de empurrar gente que, no meio da rua, diminuía o passo na minha frente por estar falando ao telefone. Não tenho paciência com esses filhos da puta.
Ao ler, na tal revista de qualidade plenamente duvidosa, a “notícia” (se é que se pode classificar assim algo de importância tão nula), praguejei por alguns minutos e larguei a leitura de lado. Parti para uma das minhas edições especiais Demolidor de Frank Miller, que valiam muito mais a pena. Em linhas gerais, a repórter dizia que muitas pessoas trocam de aparelho uma vez por ano. A matéria era ilustrada com duas fotos: uma de um sujeito obviamente gay que dizia, sem a menor vergonha na cara, gostar de “personalizar” seu aparelho com adesivos e outras viadagens, e outra de uma mulher que afirmava trocar seu celular uma vez a cada seis meses, pois criava “alergia tecnológica” aos “velhos” modelos. Ambos trabalhavam na “indústria da moda”, como era de esperar de gente tão tacanha. Pessoas dessas MERECEM ter um berro apontado para sua cara uma vez a cada três meses - religiosamente - e perder seu celular e o produto de sua conta bancária pra um marginal. A violência, afinal, tem seu lado louvável.

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