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	<title>Comments on: Das ironias da justiça</title>
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	<description>Senta que lá vem a história.</description>
	<pubDate>Thu, 17 May 2012 22:22:07 +0000</pubDate>
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		<title>By: dedos.info</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20623</link>
		<dc:creator>dedos.info</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 18:35:35 +0000</pubDate>
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		<description>ateus e a maioria dos teístas costumam acreditar ou não em uma coisa que se chama "o conceito de Deus", que é o que eles pensam que é Deus, que geralmente é um senhor onipotente e onipresente que fez tudo tal como são as coisas, ou seja, a visão popularizada pelas novas religiões cristãs e pela interpretação literal da Bíblia.

existem muitas, muitas alternativas à essa visão, inclusive escolas e filosofias que afirmam e mostram aos interessados como ter uma vida interior muito mais rica, um contato indiscutível com algo que definitivamente está além dessa idéia de Deus que os ateus tanto adoram. é engraçado como muitos textos de ateus falam em "como é ridículo um paraíso com uma maçã e cobra falante e bla bla bla" mas é a interpretação mais rasa e de má-vontade possível, já que claramente se trata de um texto alegórico... 

a maioria dos populares ateus e agnósticos de hoje não fazem mais do que expressar a vacuidade que é "não acreditar em Deus" e ficar esperando provas caírem do céu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ateus e a maioria dos teístas costumam acreditar ou não em uma coisa que se chama &#8220;o conceito de Deus&#8221;, que é o que eles pensam que é Deus, que geralmente é um senhor onipotente e onipresente que fez tudo tal como são as coisas, ou seja, a visão popularizada pelas novas religiões cristãs e pela interpretação literal da Bíblia.</p>
<p>existem muitas, muitas alternativas à essa visão, inclusive escolas e filosofias que afirmam e mostram aos interessados como ter uma vida interior muito mais rica, um contato indiscutível com algo que definitivamente está além dessa idéia de Deus que os ateus tanto adoram. é engraçado como muitos textos de ateus falam em &#8220;como é ridículo um paraíso com uma maçã e cobra falante e bla bla bla&#8221; mas é a interpretação mais rasa e de má-vontade possível, já que claramente se trata de um texto alegórico&#8230; </p>
<p>a maioria dos populares ateus e agnósticos de hoje não fazem mais do que expressar a vacuidade que é &#8220;não acreditar em Deus&#8221; e ficar esperando provas caírem do céu.</p>
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		<title>By: Jaime</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20448</link>
		<dc:creator>Jaime</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 17:02:24 +0000</pubDate>
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		<description>@Lontra e @Lucas, 

É comum confundir ateu com descrente e utilizar isso como argumento.

Ateu é derivado do grego atheos, que é a junção do prefixo de negação ou ausência "a" mais o radical "theos" (deus), ou seja, "sem deus". Logo, um ateu é apenas alguém que não tem Odin no coração. Ou Júpiter. Ou Huitzilopochtli.

Sempre achei incomoda a posição de agnóstico, pois seguindo a base argumentativa destes deve-se aceitar a possibilidade da existência do Grande Pão de Mel Cósmico, a divindade que será a primeira que aceitarei em meu coração. Nós vivemos em um pequeno grão de areia do seu interior e logo ele se revelará a nós em todo seu esplendor e resgatará a mim, seu único crente e transportará ao cerne do Pãodemeloverso, uma terra onde há pão de mel, churrasco  e suco de manga em fatura para todos e um estoque renovável de modelos do Met Art disponível a qualquer hora.
Essa é a verdade e maldito é aquele que ousar discordar de mim, pois o grandioso Pão de Mel Cósmico o amaldiçoara a viver eternamente numa cidade onde só existem clones da Fernanda Young.

Alguns vão me acusar de ser desrespeitoso com a crença alheia. Ora, senhores, a constituição protege o meu direito de adorar a divindade  que eu bem entender. Fariseus são aqueles que me acusam.

Mas divago...

Um agnóstico tem que aceitar essa pataquada acima como razoável e possível. Bem como fadas, dragões, sacis e seres do mesmo quilate, pois não se pode provar sua inexistência.

Não que eu tenha a absoluta certeza da inexistência desses seres fantásticos, mas é bem mais razoável que ao escutar um barulho na cozinha, eu imagine que seja uma barata ou um rato do que um duende. Normalmente, uma explicação mais simples é a correta.

A humanidade sempre tenta encontrar explicações para o que desconhece. Antes de termos a ciência a nosso dispor, as melhores explicações eram histórinhas de pilantras que enxergavam nisso uma ótima oportunidade para subir o seu status perante seus semelhantes.

Imagine-se em 368 A.C. Chove em sua tribo. Ouve-se estrondos apavorantes e clarões terrificantes. O feiticeiro de sua tribo dirá que Protzquilobantola, o deus da fertilidade, está furioso e essas são as manifestações de sua ira. Para aplacá-la, precisamos que jovens formosas se entreguem a seu mensageiro, que por acaso é ele.
Todas as religiões tem em sua composição os seguintes itens básicos:

    * Dogmas que geralmente tem sua plausibilidade pouco razoável.
    * Dominação intelectual do rebanho
    * Não questionamento absoluto
    * Ser sustentado pelos que aceitam os itens acima


Desde a mais tenra idade questionei religiões pelos absurdos que estas demandavam de seus crentes. 

"Qual é motivo lógico de não se comer carne neste feriado?" possivelmente foi o inicio da minha cisma com a religião na qual eu fui criado.

A mesma coisa foi com o Judaísmo, pois cortar um teco do meu membro viril, não poder comer uma costelinha de porco, acreditar que a terra tem cerca de 5 mil anos de existência e que Yaveh enterrou dinossauros para fazer petróleo não me parecem ser coisas razoáveis.

E por ai foi com todas as quais eu procurei conhecer. Zero delas conseguiu manter meu interesse por mais de alguns dias. 

Foi então que fiz a pergunta final que, incrivelmente, nunca tinha feito a mim mesmo: "Porque eu acredito em Deus?". Eu acreditava em Deus por que tinham me falado dele. Porque minha vó acreditava. Porque estudei em "colégios de freiras". Basicamente, eu acreditava baseado num diz-que-me-disse, praticamente uma fofoca. E foi nesse instante que deus cessou de existir para mim, no instante em que respondi com sinceridade a uma pergunta simples. Muita gente também largaria esse amigo imaginário se fizesse a mesma coisa.


Finalmente, o que posso concluir de tudo isso é que Pedro Nunes é uma bichinha de vestido rendado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>@Lontra e @Lucas, </p>
<p>É comum confundir ateu com descrente e utilizar isso como argumento.</p>
<p>Ateu é derivado do grego atheos, que é a junção do prefixo de negação ou ausência &#8220;a&#8221; mais o radical &#8220;theos&#8221; (deus), ou seja, &#8220;sem deus&#8221;. Logo, um ateu é apenas alguém que não tem Odin no coração. Ou Júpiter. Ou Huitzilopochtli.</p>
<p>Sempre achei incomoda a posição de agnóstico, pois seguindo a base argumentativa destes deve-se aceitar a possibilidade da existência do Grande Pão de Mel Cósmico, a divindade que será a primeira que aceitarei em meu coração. Nós vivemos em um pequeno grão de areia do seu interior e logo ele se revelará a nós em todo seu esplendor e resgatará a mim, seu único crente e transportará ao cerne do Pãodemeloverso, uma terra onde há pão de mel, churrasco  e suco de manga em fatura para todos e um estoque renovável de modelos do Met Art disponível a qualquer hora.<br />
Essa é a verdade e maldito é aquele que ousar discordar de mim, pois o grandioso Pão de Mel Cósmico o amaldiçoara a viver eternamente numa cidade onde só existem clones da Fernanda Young.</p>
<p>Alguns vão me acusar de ser desrespeitoso com a crença alheia. Ora, senhores, a constituição protege o meu direito de adorar a divindade  que eu bem entender. Fariseus são aqueles que me acusam.</p>
<p>Mas divago&#8230;</p>
<p>Um agnóstico tem que aceitar essa pataquada acima como razoável e possível. Bem como fadas, dragões, sacis e seres do mesmo quilate, pois não se pode provar sua inexistência.</p>
<p>Não que eu tenha a absoluta certeza da inexistência desses seres fantásticos, mas é bem mais razoável que ao escutar um barulho na cozinha, eu imagine que seja uma barata ou um rato do que um duende. Normalmente, uma explicação mais simples é a correta.</p>
<p>A humanidade sempre tenta encontrar explicações para o que desconhece. Antes de termos a ciência a nosso dispor, as melhores explicações eram histórinhas de pilantras que enxergavam nisso uma ótima oportunidade para subir o seu status perante seus semelhantes.</p>
<p>Imagine-se em 368 A.C. Chove em sua tribo. Ouve-se estrondos apavorantes e clarões terrificantes. O feiticeiro de sua tribo dirá que Protzquilobantola, o deus da fertilidade, está furioso e essas são as manifestações de sua ira. Para aplacá-la, precisamos que jovens formosas se entreguem a seu mensageiro, que por acaso é ele.<br />
Todas as religiões tem em sua composição os seguintes itens básicos:</p>
<p>    * Dogmas que geralmente tem sua plausibilidade pouco razoável.<br />
    * Dominação intelectual do rebanho<br />
    * Não questionamento absoluto<br />
    * Ser sustentado pelos que aceitam os itens acima</p>
<p>Desde a mais tenra idade questionei religiões pelos absurdos que estas demandavam de seus crentes. </p>
<p>&#8220;Qual é motivo lógico de não se comer carne neste feriado?&#8221; possivelmente foi o inicio da minha cisma com a religião na qual eu fui criado.</p>
<p>A mesma coisa foi com o Judaísmo, pois cortar um teco do meu membro viril, não poder comer uma costelinha de porco, acreditar que a terra tem cerca de 5 mil anos de existência e que Yaveh enterrou dinossauros para fazer petróleo não me parecem ser coisas razoáveis.</p>
<p>E por ai foi com todas as quais eu procurei conhecer. Zero delas conseguiu manter meu interesse por mais de alguns dias. </p>
<p>Foi então que fiz a pergunta final que, incrivelmente, nunca tinha feito a mim mesmo: &#8220;Porque eu acredito em Deus?&#8221;. Eu acreditava em Deus por que tinham me falado dele. Porque minha vó acreditava. Porque estudei em &#8220;colégios de freiras&#8221;. Basicamente, eu acreditava baseado num diz-que-me-disse, praticamente uma fofoca. E foi nesse instante que deus cessou de existir para mim, no instante em que respondi com sinceridade a uma pergunta simples. Muita gente também largaria esse amigo imaginário se fizesse a mesma coisa.</p>
<p>Finalmente, o que posso concluir de tudo isso é que Pedro Nunes é uma bichinha de vestido rendado.</p>
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	<item>
		<title>By: gabi froes</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20310</link>
		<dc:creator>gabi froes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 21:41:39 +0000</pubDate>
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		<description>eu acho que fiz o caminho contrário, de agnóstica a atéia. eu concordo com os seus argumentos, mas acho que essa coisa de "crença" é meio forte. me defino atéia por não crer em um deus, não por crer ferozmente na inexistência de um. não tenho certeza de nada, e um dia vi que de declarar agnóstica era uma coisa meio em cima do muro. concordo que hoje em dia ser ateu tá na moda, e vejo sim esse radicalismo crescente, uma idolatria ao não-ídolo. mas acredito ser impossível a existência de um deus como qualquer um dos moldados pelas religiões que conheço, e nego essa existência. portanto, sou atéia, por definição. daí a ser raivosa, foi uma generalização sua : )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu acho que fiz o caminho contrário, de agnóstica a atéia. eu concordo com os seus argumentos, mas acho que essa coisa de &#8220;crença&#8221; é meio forte. me defino atéia por não crer em um deus, não por crer ferozmente na inexistência de um. não tenho certeza de nada, e um dia vi que de declarar agnóstica era uma coisa meio em cima do muro. concordo que hoje em dia ser ateu tá na moda, e vejo sim esse radicalismo crescente, uma idolatria ao não-ídolo. mas acredito ser impossível a existência de um deus como qualquer um dos moldados pelas religiões que conheço, e nego essa existência. portanto, sou atéia, por definição. daí a ser raivosa, foi uma generalização sua : )</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Dauton</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20301</link>
		<dc:creator>Dauton</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 18:35:09 +0000</pubDate>
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		<description>ótimo texto!

eu sou ateu no sentido de que não acredito em nenhuma religião criada a partir de principios que existe um serr superior no qual submete seus subordinados a regrinhas e que, caso estes não as obedeça, vão queimar em algum buraco por ae,simplismente porque isso é "humano" demais pra ser algo "divino"

e sou agnóstico no que se refere a questão de um deus no geral, um que talvez tenha dado algum "empurrãozinho" para que a vida(seja e qualquer lugar) fosse criada. afinal, como vc disse, ninguem pode provar nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ótimo texto!</p>
<p>eu sou ateu no sentido de que não acredito em nenhuma religião criada a partir de principios que existe um serr superior no qual submete seus subordinados a regrinhas e que, caso estes não as obedeça, vão queimar em algum buraco por ae,simplismente porque isso é &#8220;humano&#8221; demais pra ser algo &#8220;divino&#8221;</p>
<p>e sou agnóstico no que se refere a questão de um deus no geral, um que talvez tenha dado algum &#8220;empurrãozinho&#8221; para que a vida(seja e qualquer lugar) fosse criada. afinal, como vc disse, ninguem pode provar nada.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Lucas Couto</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20299</link>
		<dc:creator>Lucas Couto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 13:28:36 +0000</pubDate>
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		<description>Ótimo o ponto do/a Lontra;

"Os ateus acreditam que Deus não existe, ou não acreditam que Ele existe?"

Eu sempre digo que não acredito na existência de um ser superior às leis da física (se acabar o combustível de um avião, ele vai cair, não importando o quanto quem está dentro dele reze).

Acho que há uma diferença gigante entre os dois termos. Acreditar que ele não existe pressupõe que, no momento em que aparecerem provas de sua existência, você possa continuar acreditando que ele não existe.

Ao contrário, eu não acredito na existência de um deus, mas estou aberto a mudar de opinião assim que eu veja provas concretas de sua existência (só não me falem de milagres, curas impossíveis, ou qq coisa do gênero).

Só a discussão semântica já é divertida =)

Abs!
Lucas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo o ponto do/a Lontra;</p>
<p>&#8220;Os ateus acreditam que Deus não existe, ou não acreditam que Ele existe?&#8221;</p>
<p>Eu sempre digo que não acredito na existência de um ser superior às leis da física (se acabar o combustível de um avião, ele vai cair, não importando o quanto quem está dentro dele reze).</p>
<p>Acho que há uma diferença gigante entre os dois termos. Acreditar que ele não existe pressupõe que, no momento em que aparecerem provas de sua existência, você possa continuar acreditando que ele não existe.</p>
<p>Ao contrário, eu não acredito na existência de um deus, mas estou aberto a mudar de opinião assim que eu veja provas concretas de sua existência (só não me falem de milagres, curas impossíveis, ou qq coisa do gênero).</p>
<p>Só a discussão semântica já é divertida =)</p>
<p>Abs!<br />
Lucas</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Lontra</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20298</link>
		<dc:creator>Lontra</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 16:39:42 +0000</pubDate>
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		<description>Então. Eu estava divagando em minha cabeça sobre isso outro dia.
Na ocasião pensei: "pô, então os ateus acreditam que Deus não existe, ou não acreditam que Ele existe? Sim, porque se é a primeira, eles são tão fervorosos quanto a maioria dos crentes (católicos, protestantes e todo o resto), mas, se é a segunda hipótese, então eles são, na verdade, agnósticos, pessoas que, a meu ver, não querem nem saber".
E foi com esse pensamento que perdi toda uma tarde conjecturando sobre qual a melhor opção. Eu, definitivamente, deveria voltar a escrever no meu blog, pois talvez debater o assunto com outras pessoas seja mais produtivo que racionalizar sozinho. Ou não, como diria Caetano...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Então. Eu estava divagando em minha cabeça sobre isso outro dia.<br />
Na ocasião pensei: &#8220;pô, então os ateus acreditam que Deus não existe, ou não acreditam que Ele existe? Sim, porque se é a primeira, eles são tão fervorosos quanto a maioria dos crentes (católicos, protestantes e todo o resto), mas, se é a segunda hipótese, então eles são, na verdade, agnósticos, pessoas que, a meu ver, não querem nem saber&#8221;.<br />
E foi com esse pensamento que perdi toda uma tarde conjecturando sobre qual a melhor opção. Eu, definitivamente, deveria voltar a escrever no meu blog, pois talvez debater o assunto com outras pessoas seja mais produtivo que racionalizar sozinho. Ou não, como diria Caetano&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Rodrigo Souza, a.k.a. Sargento</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20297</link>
		<dc:creator>Rodrigo Souza, a.k.a. Sargento</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 13:47:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.utops.com.br/?p=1140#comment-20297</guid>
		<description>Estou em processo de mudar de apartamento. E como é comum nessas horas, um monte de bagulho empilhado tem que passar pelo seu julgamento: o que vai pra minha nova casa e o que vai ficar na casa da mamãe? Nessa de passar os olhos no que é útil e no que não é útil, folheei um mangá que eu curti muito quando era mais novo mas ainda hoje me surpreende com alguma nota filosófica interessante: Vagabond, a história de Miyamoto Musashi.

Em certo ponto da história Musashi quer enfrentar Yagyu Sekishusai, um grande mestre da esgrima, considerado invencível, para ele mesmo poder se sagrar invencível. Após duro embate, Sekishusai acaba revelando que a busca dele pela invencibilidade nunca vai estar completa pois seu espírito está aprisionado pela palavra invencível.

Assim que li seu texto, que me foi passado pela Gizelli, lembrei imediatamente dessa história. Talvez ateísmo e agnosticismo acabem por ser palavras-estanque que delimitam nosso agir. Eu sou ateu pelo fato de não dar crédito as muitas histórias que fui escutando ao longo da vida das mais diferentes origens religiosas. E não dar crédito leia-se apenas que pesei os argumentos que me foram dados e baseado naquilo que é chamado de senso-comum, e concluí que não passa de mais uma das muitas possíveis histórias para explicar o então inexplicável. Poderia muito bem dizer que sou agnóstico, pois é bastante claro pra mim a nossa incapacidade de provar tanto a existência quanto a inexistência de alguma deidade.

Tampouco ache que um seja evolução do outro, embora já tenha lido nos dois sentidos: que agnosticismo é uma evolução do ateísmo e vice-versa. Perda de tempo, diria.

Mas porque escolhi ateu e não agnóstico? Porque ambas são apenas palavras e o contrato social meio que diz que tenho que escolher uma. E mesmo a tendo escolhido, muitas vezes quando perguntado sobre se vou a uma igreja/templo/terreiro respondo apenas que não, não sou religioso. Dizer que não é religioso causa menos ojeriza do que se afirmar ateu! O problema do rótulo de novo.

Gosto da forma como Asimov vê essa questão e se posiciona como um humanista, traço marcante de toda sua obra. Embora escrevesse basicamente sobre robótica, é na sua escala humana onde ele mais se apoiava. E é dessa forma que gosto de pensar. Que estudo o ser humano, de como ele inventou as religiões da mesma forma que ele inventou máquinas como o martelo, o machado, o arco e tantas outras. São próteses que expandem seus limites corporais, pegando uma carona em McLuhan, que de alguma forma ajudam a viver no mundo material onde ele surgiu. Algumas pessoas fazem uso da ferramenta da religião, outras prescindem de seu uso.

Acho que me alonguei demais para um comentário.

Ótimo blog. Volto aqui mais vezes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou em processo de mudar de apartamento. E como é comum nessas horas, um monte de bagulho empilhado tem que passar pelo seu julgamento: o que vai pra minha nova casa e o que vai ficar na casa da mamãe? Nessa de passar os olhos no que é útil e no que não é útil, folheei um mangá que eu curti muito quando era mais novo mas ainda hoje me surpreende com alguma nota filosófica interessante: Vagabond, a história de Miyamoto Musashi.</p>
<p>Em certo ponto da história Musashi quer enfrentar Yagyu Sekishusai, um grande mestre da esgrima, considerado invencível, para ele mesmo poder se sagrar invencível. Após duro embate, Sekishusai acaba revelando que a busca dele pela invencibilidade nunca vai estar completa pois seu espírito está aprisionado pela palavra invencível.</p>
<p>Assim que li seu texto, que me foi passado pela Gizelli, lembrei imediatamente dessa história. Talvez ateísmo e agnosticismo acabem por ser palavras-estanque que delimitam nosso agir. Eu sou ateu pelo fato de não dar crédito as muitas histórias que fui escutando ao longo da vida das mais diferentes origens religiosas. E não dar crédito leia-se apenas que pesei os argumentos que me foram dados e baseado naquilo que é chamado de senso-comum, e concluí que não passa de mais uma das muitas possíveis histórias para explicar o então inexplicável. Poderia muito bem dizer que sou agnóstico, pois é bastante claro pra mim a nossa incapacidade de provar tanto a existência quanto a inexistência de alguma deidade.</p>
<p>Tampouco ache que um seja evolução do outro, embora já tenha lido nos dois sentidos: que agnosticismo é uma evolução do ateísmo e vice-versa. Perda de tempo, diria.</p>
<p>Mas porque escolhi ateu e não agnóstico? Porque ambas são apenas palavras e o contrato social meio que diz que tenho que escolher uma. E mesmo a tendo escolhido, muitas vezes quando perguntado sobre se vou a uma igreja/templo/terreiro respondo apenas que não, não sou religioso. Dizer que não é religioso causa menos ojeriza do que se afirmar ateu! O problema do rótulo de novo.</p>
<p>Gosto da forma como Asimov vê essa questão e se posiciona como um humanista, traço marcante de toda sua obra. Embora escrevesse basicamente sobre robótica, é na sua escala humana onde ele mais se apoiava. E é dessa forma que gosto de pensar. Que estudo o ser humano, de como ele inventou as religiões da mesma forma que ele inventou máquinas como o martelo, o machado, o arco e tantas outras. São próteses que expandem seus limites corporais, pegando uma carona em McLuhan, que de alguma forma ajudam a viver no mundo material onde ele surgiu. Algumas pessoas fazem uso da ferramenta da religião, outras prescindem de seu uso.</p>
<p>Acho que me alonguei demais para um comentário.</p>
<p>Ótimo blog. Volto aqui mais vezes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: yoko</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20296</link>
		<dc:creator>yoko</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 13:04:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.utops.com.br/?p=1140#comment-20296</guid>
		<description>a melhor maneira de se identificar com algo é sendo algo. mas isso só se trata de mais um ditado mineiro sem intenção e justificativa de participar de um embate tão fervoroso quanto a fé, ou não fé. este país é muito religioso e as pessoas, mesmo não se prontificando a levantar uma bandeira, acabam concordando ou argumentando em pró de uma religiosidade inexistente. daí me pergunto, porque 'diabos' expulsaram o saramago mesmo? 

gosto muito de uma teoria de um nobre colega: está cansado de ser enganado? crie sua própria religião e viva de donativos alheios. 

dinheiro compra tudo. 

=)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a melhor maneira de se identificar com algo é sendo algo. mas isso só se trata de mais um ditado mineiro sem intenção e justificativa de participar de um embate tão fervoroso quanto a fé, ou não fé. este país é muito religioso e as pessoas, mesmo não se prontificando a levantar uma bandeira, acabam concordando ou argumentando em pró de uma religiosidade inexistente. daí me pergunto, porque &#8216;diabos&#8217; expulsaram o saramago mesmo? </p>
<p>gosto muito de uma teoria de um nobre colega: está cansado de ser enganado? crie sua própria religião e viva de donativos alheios. </p>
<p>dinheiro compra tudo. </p>
<p>=)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Déia</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20295</link>
		<dc:creator>Déia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 12:26:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.utops.com.br/?p=1140#comment-20295</guid>
		<description>Como diria uma música apaixonante: "Mas a dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza".

Amor... Questões como essa mostram que você continua em cima do muro, mas que esta posição o incomoda muito.

Beijos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como diria uma música apaixonante: &#8220;Mas a dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza&#8221;.</p>
<p>Amor&#8230; Questões como essa mostram que você continua em cima do muro, mas que esta posição o incomoda muito.</p>
<p>Beijos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Alf</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20294</link>
		<dc:creator>Alf</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 11:50:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.utops.com.br/?p=1140#comment-20294</guid>
		<description>bem, eu gostei muito do texto. eu concordo com o a observação de que o ateísmo é uma espécie de religião.

ocorre que o problema está justamente no ponto da discriminação. religião, qualquer que seja ela, demanda uma fé pessoal. qualquer um pode estar no meio de um grupo e se dizer qualquer coisa. mas a religação é individual. nas entrelinhas das crenças, apenas estar no local do culto ou qualquer que seja a prática, não quer dizer absolutamente nada.

sabendo disso, pode-se e talvez deva-se discutir o assunto. mas religiosos e anti-religiosos não travam discussões para esclarecimentos ou aprofundamento do ponto de vista. travam discussões por adeptos.

creio que isso não é mais religião. vira qualquer espécie de doutrinação ideológica.
não?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bem, eu gostei muito do texto. eu concordo com o a observação de que o ateísmo é uma espécie de religião.</p>
<p>ocorre que o problema está justamente no ponto da discriminação. religião, qualquer que seja ela, demanda uma fé pessoal. qualquer um pode estar no meio de um grupo e se dizer qualquer coisa. mas a religação é individual. nas entrelinhas das crenças, apenas estar no local do culto ou qualquer que seja a prática, não quer dizer absolutamente nada.</p>
<p>sabendo disso, pode-se e talvez deva-se discutir o assunto. mas religiosos e anti-religiosos não travam discussões para esclarecimentos ou aprofundamento do ponto de vista. travam discussões por adeptos.</p>
<p>creio que isso não é mais religião. vira qualquer espécie de doutrinação ideológica.<br />
não?</p>
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		<title>By: oberdanorris</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20293</link>
		<dc:creator>oberdanorris</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 07:28:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.utops.com.br/?p=1140#comment-20293</guid>
		<description>Está aí uma coisa, muitos me consideram ateu, mas sempre disse que não fui, até então, não sabia como me definir, só não acredita na existência "daquele Deus" e da bíblia. 
Mas só em falar isso, causava revolta do tipo "tu é ateu, merece apanhar cara" amigos falando isso, pergunto-os se isso é ato "que deus aprovaria" bater em mim por ser "ateu", então.
Excelente post, sem mais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Está aí uma coisa, muitos me consideram ateu, mas sempre disse que não fui, até então, não sabia como me definir, só não acredita na existência &#8220;daquele Deus&#8221; e da bíblia.<br />
Mas só em falar isso, causava revolta do tipo &#8220;tu é ateu, merece apanhar cara&#8221; amigos falando isso, pergunto-os se isso é ato &#8220;que deus aprovaria&#8221; bater em mim por ser &#8220;ateu&#8221;, então.<br />
Excelente post, sem mais.</p>
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		<title>By: Daniel Bastos</title>
		<link>http://www.utops.com.br/das-ironias-da-justica/comment-page-1/#comment-20292</link>
		<dc:creator>Daniel Bastos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 23:59:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.utops.com.br/?p=1140#comment-20292</guid>
		<description>Eu ainda acho que a melhor forma de se evitar um embate filosófico-teísta é dar uma transada bacana.

&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Fique à vontade pra comer a bunda do Chico, amigo.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu ainda acho que a melhor forma de se evitar um embate filosófico-teísta é dar uma transada bacana.</p>
<blockquote><p><em>Fique à vontade pra comer a bunda do Chico, amigo.</em></p></blockquote>
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