Divagações

(Um post sem sentido, sem pé nem cabeça, sem cabimento, sem sustentabilidade ética, sem envergadura moral, sem métrica e sem rima)

É sério, não espere que esse texto faça algum sentido, já que ele provavelmente será um monte de pensamentos que tenho enquanto frito na cama, em meio a elucubrações insones. Eu avisei.

É um negócio que eu nunca entendi, esses sujeitos que têm ciúmes das irmãs, primas, filhas ou outras parentes do sexo feminino. Quero dizer, qual é a do cara? Ele não vai comer a irmã dele, oras, então por que a gente não pode? Sem contar que um filho da puta desses provavelmente come a irmã alheia, e duvido que sinta um pingo de remorso por isso. O negócio é colocar a parente na roda, já que também tá a fim de se servir das consagüíneas dos outros. É o mínimo de bom-senso.

Thiago Capanema é assim. Tem umas primas gostosas, umas irmãs idem (aliás, a família Capanema sabe fazer mulher bonita, justiça seja feita), mas vai elogiar, pra ver. O cara fica todo afetadinho. “Filho da puta, respeita minha prima/irmã”, e coisa e tal, é o que sempre diz. Não é questão de ser desrespeitoso, é questão de constatar um fato: a guria é gostosa, bonita, atraente, chame como quiser. Vamos fingir que não? Se elogiar a beleza da mina é desrespeito, o que eu devia dizer, então? “Caralho, mó canhão a tia ali, heim? Mermão, pediu pra ser feia no vale do eco, valha-me deus!”? Bah. Mentir não é comigo, sinto muito.

Não sou nada ciumento com minha irmã, inclusive acredito que é uma puta sacanagem minha mãe tê-la levado pra’quele esquema de “côrte” lá da religião delas. Negócio mais século três, fala sério. A guria vai casar virgem. Diz: tem coisa pior que isso? Pra escolher um parceiro pra vida inteira é necessário que tenhamos alguns padrões pré-estabelecidos de julgamento, inclusive sexuais. Se você só trepar com uma pessoa a vida toda, como vai saber se aquilo é sexo bom ou ruim? Pois é, não vai.

Casar virgem é levar pra casa um sapato sem experimentar: se ficar largo ou apertado demais é aquela dor-de-cabeça pra trocar. Lamentável.

Aliás, minha irmã tá com 14 anos! Quatorze! Ou catorze? (Lembrei daquela piada idiota: 7+8 é quatorze ou catorze? É quinze! Rá rá rá!) Enfim. Faz 15 em agosto. E eu ainda me lembro dela pequenininha, com uns 7 anos, em Maceió, enchendo o saco da minha mãe pra, fazendo jus aos seus direitos de mãe, torrar minhas bagas pra levar a Bárbara de bicicleta pro colégio. E lá se vão 7 anos. A certeza de que venho ficando mais velho a cada dia que passa provavelmente é o que vem me mantendo acordado de madrugada todas essas noites.

Mas há alguma vantagem nisso tudo, claro que há. Acho que venho ficando mais suave com o tempo (Número 1 no Top 10 Frases Mais Gays Que Eu Já Escrevi Neste Blog), e isso muito me alegra (Número 2 no mesmo ranking já citado).

Escrevi, tempos atrás, sobre as (des)vantagens de expor de forma contundente opiniões que fossem de encontro às idéias da maioria. Muita gente entendeu errado a idéia do texto, como se eu estivesse dizendo que ter idéias próprias não é legal ou coisa assim. Nunca diria uma asneira de tal tamanho. O que eu quis dizer (e continuo dizendo) é que o ideal é pesar suas palavras e expor seus pensamentos de forma respeitosa, sem tratar como asnos aqueles que pensam diferente (até porque um dia você pode vir a mudar de idéia, acredite, essas coisas acontecem), ser menos bruto (ui!), mais respeitoso. Mais carinhoso, até, com esses pobres mortais incapazes de enxergar as verdades universais que se abrem diante dos seus olhos como tulipas sob as primeiras gotas de orvalho da primavera (Número 3 no ranking já duas vezes citado no parágrafo superior).

A intenção disso é ofender o menor número possível de pessoas e trazer para seu redor gente que te admire. Se não pela sua forma de pensar, pelo menos pela maneira de expor o que pensa. Não, nada de “criar fãs”, que isso é coisa de babaca. Criar amizades, em vez de inimizades, eu diria. Óbvio que é impossível agradar a persas e espartanos, já que sempre vai existir alguém que se ofenda com qualquer bobagem, mas quanto menos calosidades no seu círculo de conhecidos, melhor.

Aí fico vendo esses caras que - como eu já fiz - destrincham verdades-para-si em blogs, fóruns, listas de discussão, onde-quer-que-seja, e afirmam que as pessoas não gostam deles porque eles “têm coragem de dizer o que todo mundo pensa mas não tem colhão pra falar”. Velho, todo mundo tem colhão pra dizer qualquer coisa pela internet. Não precisa ser macho pra xingar meio mundo quando a chance de sofrer algum dano REAL é próxima de zero. Mas algumas pessoas têm bom-senso suficiente pra não entrar em discussões intermináveis e trocas de ofensas gratuitas. Outras, não.

E, vou te dizer, eu viro um escritor compulsivo - que só fala merda - quando não consigo dormir. Tsc.

Ando pensando em criar um blog só falando de jogos de videogame. Com dicas, detonados, coisas assim. Mas nada discutindo games novos, de ps2, xbox e outras plataformas de playboy, tá ligado, mano? Quero falar de umas paradas mais antigas, de Super Nintendo, de computador, de Game Boy Advance…

- Aí, Game Boy Advance é novo, véio!

É, eu sei, mas o negócio é que jogo de GBA eu posso pegar ROM na interneta e rodar no emulador aqui no pc. X-Box eu nunca nem vi um pessoalmente, porra! Não é nada ideológico, isso de não querer jogos novos. É só falta de grana mesmo. Enfim. Continuando. Tô a fim de criar esse blog, mas não tenho “as moral” (saca o português de periferia) de tocar um treco desses adiante sozinho, porque me conheço e sei que vou abandonar o esquema. Preciso de alguém pra tapar meus buracos (número 1, tomando o lugar daquela outra frase, no ranking ao qual já tô ficando cansado de me referir nesse texto), pra trabalhar enquanto eu não faço nada. Pra ser escravo, em suma. Quanto mais gente, melhor. Principalmente se tiver quem manje de design, pra fazer um visual bacaninha.com.br pro nosso bloguinho. Possíveis candidatos, favor mandar um emelho.

E depois de um texto agregando tantas idéias diferentes sob o mesmo teto, sem distinção entre elas, tratando-as como iguais, diante de deus e da justiça humana, provavelmente ficarei uma semana sem escrever nada, dada minha parca inspiração.

Parca, e não paca, sua marmota.

0 Responses to “Divagações”


  1. No Comments

Leave a Reply