Divagar

A vida não é justa e o mundo é cheio de gente burra. Hoje acordei com tendência a dizer o óbvio e estão aí as duas afirmativas mais verdadeiras que alguém pode fazer. Repito para os idealistas de plantão: justiça é conversa fiada pra boi dormir, gente inteligente é um negócio raro de encontrar. Nesse blog aqui, por exemplo, duvido que você ache uma. Começando pelo autor. Mas existem piores, então pode ficar, se o grau mediano de limitação intelectual emanado aqui não te aborrece.

Não, você não está enganado(a), esse parágrafo é um dos que começa textos que não têm qualquer assunto em particular, que caminham por tópicos completamente diferentes de forma totalmente aleatória. Bem-vindo(a) ao meu processo ilógico de pensamentos, no geral reclamações. Sua estada aqui será curta e prometo limitar os palavrões o máximo possível, mas quando leio que a Alizée é casada e tem um filho, o que é que me ocorre? CARALHO! É isso que me ocorre. Que tipo de imbecil faz um filho numa mulher daquelas? Um imbecil de sorte, foi o que Eduardo Stigger me disse, e o problema é que o miserável tem razão.

A moça é nova, a moça é linda, a moça é gostosa pra caralho. Por que não comê-la desesperadamente até que a gravidade, os shows, os vícios e o tempo, esse inoxidável (?), façam seu trabalho? Quando começar a rolar a época da decadência, dá-lhe um bucho em pé de guerra, um fedorentinho, e pronto, ela sai de uma função cultural (ser gostosa) pra outra (ser procriadora). Por que as pessoas procriam? Não faço idéia. Não sei nem porque é que se CASAM, pra começo de conversa. Que idéia mais idiota, trocarem anéis e morarem juntos.

Ok, morar junto às vezes nem é uma idéia tão besta assim. Às vezes pode se tornar inviável duas contas de luz, duas contas de água, duas contas de telefone, duas de internet, duas de tv a cabo, dois aluguéis/boletos de cobrança de parcelamento de pagamento de imóvel, enfim. Às vezes é mais barato mesmo juntar os panos de bunda, alugar um apê maior e irem pra essa vida conjunta, que promete torná-los inimigos pro resto da vida. As pessoas têm o direito de se apaixonar umas pelas outras e de odiar umas às outras, também, não se deve impedi-las de levar a vida como acharem melhor.

Mas deve ser aquele troço de desejo mútuo. O pior que pode acontecer é alguém de fora começar a pressionar, um dos dois entrar na onda e o outro resolver aceitar, indo pra essa época complicada da vida só pra alegrar familiares (geralmente os do outro). Porque as pessoas não têm a menor noção e se metem no que não deveriam se meter, fazendo comentários teoricamente engraçadinhos, quando o ideal seria que calassem a boca e cuidassem da própria vida. Eu namoro há quase cinco anos - sim, com a mesma guria - e tô sempre ouvindo idiotices como “E aí, vão se casar?” ou “Tá enrolando a menina?” e coisas assim. Daí, se eu mando tomar no cu, quem é o mal-educado? Eu, logicamente.

Porque se meter na vida dos outros é desagradável, mas não é falta de educação. Sugerir a alguém que inverta o vetor do duto de saída fecal, ah, isso é de uma falta de elegância que beira a barbárie.

O foda é que existe quem se deixe levar por essa pressão. Os pais dela, ou os pais dele, resolvem que estão juntos há tempos demais e que deveriam juntar logo esses trapos, arranjar um buraco qualquer, entrar com a papelada, essas coisas. Devo dizer que geralmente é a mulher que vem com essa conversa mole, principalmente quando a mulher tem um monte de irmãs. Porque mulher em grupo só fala dessas merdas. Quando não conversam sobre as próprias roupas, cabelos, unhas, métodos depilatórios e ph do corrimento vaginal, entram nesse tópico desagradabilíssimo que é a vida conjugal. Pra uma mulher, conseguir colocar uma argola dourada no dedo de um idiota e convencê-lo a morar com ela (ou a deixá-la morar com ele) é como, para um homem, conseguir comer uma gostosa de propaganda de cerveja, com direito a fotos pra mostrar pros amigos. Ou como tirar um Ford Fusion da concessionária sem ajuda dos pais: um sinal de status, uma demonstração de superioridade, uma prova que você é capaz de ser bem-sucedido nessa vida.

Lógico que nem todas as mulheres são assim, nem todos os homens também. Mas que a maioria é, ah, isso é.

Colhões mesmo tem aquele marido da Jennifer Garner em Juno, que resolve mandar pro caralho o surto familiar-psicótico da mulher que cismou que “nasceu pra ser mãe” e vai viver sozinho num loft, com seus quadrinhos, sua guitarra fodona, seus filmes sangrentos de horror e sua tara por adolescentes barrigudinhas. Tá aí um cara que eu respeito. Logicamente, ele é colocado de forma muito depreciativa no filme, porque o roteiro, oras, foi escrito por uma mulher. Fosse um filme do Nick Hornby e a história giraria em torno dele, e ele seria um cara legal pra caralho, tipo o Hugh Grant em Um Grande Garoto. É tudo uma questão de ponto de vista.

Falando em retomar as nerdices, voltei a jogar RPG e, alguns dias depois, morre o Gary Gygax. Veja só se não é o universo dando um berro e dizendo que eu fazia muito melhor ficando afastado desse hobby maldito, dessa coisa demoníaca, desse criadouro de assassinos satanistas que é o RPG. RPG é coisa do diabo, todo mundo sabe. Sempre rolam uns rituais macabros envolvendo sangue de bode, cabeças de galinhas pretas, farofa de macumba e pedaços de cérebros de eleitores do PSDB (esse último item é mais difícil de achar). Tudo isso pra tirar um 20 em um D20, numa jogada com dificuldade 27, onde seu modificador é JUSTAMENTE +7 e que pode definir o curso da missão.

Devo admitir que o mestre come nosso rabo, mas dá beijinho na nuca depois, então fica tudo bem.

Utilizando essa última frase pra sair da nerdice e partir pra viadagem, resolvi deixar o cabelo crescer. Resolvi há seis meses e tá crescendo há seis meses. Atualmente estamos nos dando bem, mas há algum tempo ele teve um período de adolescência que foi realmente difícil de tolerar. Era um tamanho maior do que o costumeiro, mas menor do que o de um cabelo “grande”. Eu não podia mais tratá-lo como se fosse pequeno, também não podia tratá-lo como se fosse grande. Ele se revoltava por pouca coisa e convencê-lo a obedecer, a ser minimamente lógico, era bastante difícil. Foi uma época complicada, mas estamos nos dando bem melhor agora. Acho que nunca mais volto a cortá-lo tão curto. Do tamanho que está, ele não cria esculturas medonhas sempre que tiro um cochilo. É só penteá-lo pra trás e pronto, chega de dor-de-cabeça.

Melhor que isso, só raspando com gilete.

Mas não tenho coragem pra tanto. Já basta fazer isso na minha cara e descobrir (mesmo já conhecendo, mas relembrar é sempre difícil) o que há por baixo. Não quero descobrir que tenho calombos esquisitos no crânio ou marcas medonhas espalhadas pelo couro cabeludo.

Felizmente o gene da carequice não caminha por essas bandas…

5 Respostas para “Divagar”


  1. 1 Rodrigo

    A Ford agradece a gentil mídia espontânea.

    Assessoria de Imprensa

    Caralho, Mãe…

  2. 2 Pedro

    De nada. A propaganda aqui é sempre gratuita, e sempre baseada meramente na opinião do autor, que não está à venda, ao contrário de alguns outros blogueiros por aí.

  3. 3 daniel bastos

    Este gene não só está presente aqui, como chega cada vez mais perto a hora de eu me confrontar com ele.

  4. 4 Hikaru

    Pow Pedro!!! E aquela proposta pra Aruba?? oooooooooooooxi

    *Para o cabelo: Passa gel que ele fica comportadim ahuauhhuahuahua =P

  5. 5 Luana

    a alizee parace o júnior, da sandy júnior.

    pelo menos aqui parece
    http://youtube.com/watch?v=XXYG_RCPfGI

Retruque!