Por mais que exista gente por aí com mania de dizer que sexo é a ferramenta que move o mundo, qualquer um que passe três minutos (sério, já cronometrei) refletindo sobre o assunto vai perceber que, na verdade, a força motriz da humanidade é a violência. Os mais apegados à teoria do sexo como alavanca histórica hão de torcer o nariz para essa afirmação, mas o que posso fazer se a verdade está aí, na cara de quem quiser ver? Pare para analisar! Se o sexo fosse mesmo o mais importante engenho social, as maiores obras já produzidas pelo cinema seriam De Quatro No Trilho, Um Jumento Em Minha Cama e Buttman em Amsterdã. Aliás, John Stagliano seria o maior cineasta da atualidade. Em contrapartida, os livros de história não tratariam de coisas como a Guerra dos 100 anos ou a Batalha das Termópilas: estudaríamos, em primeiro lugar, a cultura sexual dos gregos e a crescente repressão da libido após a tomada do poder pela igreja católica.
Felizmente (???), entretanto, nossa sociedade acha muito mais aceitável passar fogo em determinados grupos étnicos/classes sociais do que fazer um surubão envolvendo chefes de estado, prostitutas e transeuntes escolhidos ao acaso. Mas divago.
O fato é que na década passada, mais precisamente em 1993, essa nossa cultura de violência deu a uns caras na ID Software a genial idéia de fazer um jogo que superasse o já ultrapassado (na época) Wolfenstein 3D. E aí criaram Doom!
Aliás, já começo me corrigindo: Doom não foi só “genial”, Doom foi MAGNÍFICO. Depois de conceber o jogo, o criador poderia morrer sabendo que havia deixado um legado insuperável para a humanidade. Embora não tenha sido Doom a introduzir o sistema de jogo de tiro em primeira pessoa, crédito que vai para o Wolfenstein 3D, ele refinou o estilo. Enquanto o Wolfenstein trazia ambientes iguais, som mono e mapas planos, Doom vinha com mapas de níveis diferenciados (alguns com 3 ou 4 andares), ambientes heterogêneos (com altura, iluminação e texturas diferentes) e som estéreo (era possível saber de onde vinha seu inimigo, esquerda ou direita, e ter uma idéia da distância em que ele se encontrava).
Doom foi mesmo um divisor de águas no mundo dos games. Não à toa, o jogo CRIOU a classificação “doom style”, já que o mercado foi tomado por imitações. Algumas delas eram realmente interessantes e, em determinados aspectos, superaram o predecessor (como Duke Nuken 3D, por exemplo). Outras não valiam nada.
Embora o jogo tenha se tornado controverso logo após seu lançamento, devido à enorme carga de carnificina que carregava (e sua história com boas doses de satanismo), foi sucesso imediato e faz sucesso até hoje, apesar de estar obsoleto. Convenhamos: em tempos de Playstation 2 e gráficos REALMENTE 3D, com profundidade e nuances de luz e sombra, um jogo pixelizado, apesar de ainda oferecer diversão, não é exatamente um deleite para os olhos. Por isso a ID Software tratou de lançar o Doom 3, meio que um “remake” do jogo original. Dessa vez, pasmem!, o jogo tem até história!
(E dá medo pra caralho!)
De todo modo, apesar de sua nova versão estar em alta, o primeiro Doom não foi esquecido. Tanto que o site Overclocked Remix, que faz remixes de músicas de jogos antigos, criou uma página especial, apenas com remixes de músicas do jogo (que eu já tratei de baixar por completo, incluindo as capas do CD, para poder gravar e ouvir quando e onde me der vontade).
E, pegando carona no sucesso da nova versão do clássico, a Universal Pictures está produzindo o filme da série. Embora as imagens, o trailer e as declarações dadas por Karl Urban (que interpreta o soldado John Grimm, o personagem com o qual você abre novos buracos nos demônios) quanto à utilização da câmera em primeira pessoa DURANTE o filme mostrem-se muito promissoras, tenho cá minhas dúvidas com relação à qualidade do roteiro. Afinal de contas, parece que cinema e videogame são duas coisas que não combinam (pelo menos não quando um jogo é transformado em filme, já que alguns filmes renderam bons jogos).
Mas preciso admitir que ainda nutro alguma esperança de que dê certo, já que Doom tem tudo pra render um filme de ação/terror capaz de esgotar bilheterias e provar que é possível levar videogames pra telona com fidelidade à história original, sem causar ataques epiléticos e síncopes furiosas nos gamemaníacos, agradando tanto os que já conhecem o jogo quanto os que nunca ouviram falar dele (se é que esses REALMENTE existem). O negócio agora é esperar ansiosamente pelo dia 21 de outubro e torcer para que a fórmula que funcionou nos computadores funcione também nos projetores.


IDDQD! IDKFA! Pego a espingarda calibre 12 e estouro miolos. Que delícia … Mas prefiro sexo.
Sexo, violência, qual a grande diferença?
Olha, cara, eu vejo uma GRANDE diferença entre fazer sexo e descer a porrada em alguém.
na unica vez q joguei doom joguei uma hora, fiquei enjoada e vomitei. o mesmo n se pode dizer sobre sexo. felizmente!
Ainda que o filme seja uma porcaria, vale a pena assistir porque tem a Rosamund Pike no elenco. Delícia.
Doom 3 dá medo. A idéia de usar a lanterna separada da arma, foi genial.
Agora quanto ao filme, espero que ele fuja um pouco do trash-ação, gostaria que o diretor mostrasse para o público o medo, a pressão psicológica. Imagina: Um soldado preso num planeta de merda, cheio de monstros satânicos querendo SANGUE e ainda pos cima tendo que dar conta de tudo bem dizer sozinho. Doom tem história para um bom filme.
Pedro, DOOM vai virar filme =D. Omelete.com.br
a violência certamente é o meio mais usado.
mas o fim é semnpre sexo. filmes de guerra/aventura ou qualquer outro gênero quase que invariavelmente terminam em beijo. e todas as novelas terminam com 97% dos personagens casando, engravidando ou tendo filhos. sexo é a finalidade, definitivamente.
Eu nunca tinha ouvido falar nele.. o.O
Só eu mesmo né? huehuehue
=*
Sacanearam o filme do Doom, ao invez de portal pro inferno os bichos sao alienigenas…
Portal pro inferno é uma ideia muito melhor, bem menos explorada (só vi um filme que a espaçonave ia pro inferno, e mesmo assim ele foi mediocre)
No Doom nao tem andares (uma pessoa em cima da outra) tem é DEGRAUS mais altos, mais baixos ou degraus que nao da pra subir, mas um andar realmente sobre o outro, só no Quake 1 (Duke Nukem 3D tinha um macete pra burlar isso, mas só que nao era realmente 2 andares, vc via no editor de mapas)