Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito,
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito,
Me assombra a súbita impressão do incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa.
E se a sentença se anuncia bruta,
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa.
(Chico Buarque e Ruy Guerra)

Ainda bem que você tirou o começo. Era bem capaz de você receber uma leva de comentários do tipo: “EI, CÊ TÁ COM SÍFILIS???”.
Desde o episódio do “queimador de índio”, perdi a fé nas pessoas que comentam em blogs. =B
Só um toque: não é só o Chico o autor, o Ruy Guerra também. :)
tente por esse link aqui
http://www.howmanyfiveyearoldscouldyoutakeinafight.com/
o link de resultado do teste que é picareta, o que me faz refletir se ele merece efetivamente ser feito.
Eu já fiz o personagem que canta essa música no Calabar.
Ela é ótima, boa de cantar inclusive.
Até então eu somente havia ouvido a música. Nunca tinha parado para ler essa letra, pelo simples fato de que ela é cantada de modo fácil de entender. Contudo, apenas o canto não me permitia entender que se trata de um soneto. Muito bem construído, por sinal. Um abraço!