Me impressiona, atualmente, o fervor com que as pessoas correm atrás de filosofias. Como transformam tudo em ideologia. Alimentação, indumentária e até gosto musical: tudo pode ser prensado, modificado, remodelado até se tornar mais uma doutrina.
E as causas disso são difíceis de precisar. Essa necessidade invencível de ter um pensamento pré-pronto sempre à mão, logo ali, na primeira prateleira do cérebro, flutua num campo de conhecimento que me é inalcançável. Parece ser a bola da vez. Saímos do materialismo e estamos partindo para o consumismo mental. Idéias baratas oferecidas em programas baratos de tevê, em conversas baratas no rádio e em livros baratos em livrarias e bancas, sendo diariamente ingeridas aos milhares e expelidas com a mesma facilidade para dar lugar a outras, ainda menos dignas. Tudo para suprir o ideologismo.
Antes nos empurravam produtos e aceitávamos. Agora só aceitamos os produtos se vierem impregnados de conceitos. Todos correm atrás de alguma crença como se fossem ovelhas fugindo de cães pastores raivosos, sendo que a única defesa contra os caninos pontiagudos é brandir doutrinas qual espadas afiadíssimas.
Não ter nada era a maior monstruosidade diante do materialismo.
Perante o ideologismo, a grande traição é não crer em nada.
Pois venham os algozes, presas à mostra, babando de antecipação. Sou um mendigo filosófico assumido, um pária desprovido de ideais, um sem-teto ideológico. Mordam, cães!
Devaneios…

Isso pra mim é medo. Medo de si mesmo e do futuro. Neguinho se ligou que aquele celular de última geração uma hora perde a graça. Daí como é mais fácil procurar bengalas psicológicas do que olhar pra dentro de si e esvaziar a fossa existencial, algumas pessoas acabam buscando essas coisas
PS: Vi Doom. Ainda bem que não gastei 12 reais no cinema.
muito tempo! Como foi que vc me achou de novo? Hahahahaha… e vc continua o mesmo - graças!
Eu via muito disso, quando no colegial os professores chegavam com suas historinhas com moral “eu sou moralmente correto e socialmente acertado” e ao final os alunos ficavam com aquela cara de “ai, quando eu crecer, quero ser que nem ele”.
Eu só conseguia pensar “uh, que merda é essa?”. Até as historinhas de vida dos professores tornam-se referencias ideologicas.
Que babaquice.
crescer*
Mas o q vc chama de ideologismo?
E sempre foi assim, não? Talvez não dessa forma, mas sempre foi…
MSN faz uma falta para conversas assim.