De uns tempos para cá, passou a me atrair a idéia de manter um controle de tudo o que eu visse, lesse ou pensasse. Do que conseguisse me lembrar, ao menos, considerando quão lastimável é minha memória. Tentando remediar a triste vazão de raciocínios que nunca mais consegui recuperar, ano passado comprei, por R$ 1,99, uma cadernetinha preta. Nada além de um bloco de papel envolto numa capa preta de um material que se assemelha a couro - embora, logicamente, não seja -, onde se lê “Note e Anote”.
(Eu sei, é extremamente Ana Maria Braga.)
Também fui atrás de uma lapiseira bem baratinha, uma que não me desse vontade de arrancar os cabelos ao perdê-la. Optei por uma bela Poli 0.5 da Faber Castell que me serve muito bem.
Mas é meio difícil tomar nota em certas situações. Também sinto muita preguiça de alcançar a lapiseira e a caderneta em vários momentos, quando não estão à mão. No fim das contas, meu plano não se saiu tão bem quanto imaginado.
Para isso criei um blog. Que, claro, blog não vai dar cabo desses problemas, provavelmente irá apenas partilhá-los. Mas será bom ter onde escrever sobre os livros, filmes, CDs, jogos e revistas que me caírem nas mãos. Um espaço pra publicar qualquer baboseira que me ocorra, como fazia com meu primeiro blog. E pra manter já escritos alguns trechos de textos que costumam me assaltar nos momentos mais inesperados possíveis, quando me faltam meios ou vontade para desenvolvê-los a contento.
- Você poderia fazer isso no utopia!, você diz. E talvez pudesse, mas ele tem muita visibilidade. Sem contar que é, provavelmente, minha página favorita, dentre todas as (várias) outras, o que me deixa um tanto criterioso com o que devo ou não publicar aqui. Por um lado isso é bom. Relendo meus textos de dois anos para cá, raramente surge algo que eu pense “Rapaz, podia ter ficado calado nessa!”. Mas o lado ruim é que acredito ser excessivamente crítico em certos momentos, então me privo de extravasar certas coisas. E a função maior de um blog, para mim, é ser uma válvula de escape.
Enfim. Agora tenho um bloco de notas online. E a única razão para estar exposto na internet, aos olhares de todos os curiosos, é que dessa maneira terei como acessá-lo de qualquer lugar no mundo onde haja um computador conectado à internet.
Afinal de contas, a gente nunca sabe quando vai ser teleportado para o extremo oposto do planeta.

Hum… deve ser interessante… E onde o senhor colocou o link do bloco de notas online? Quero ler.
Rapaz, tem que começar a escrever mais senão como vou passar o dia aqui no trampo sem fazer nada e sem nada de interessante pra ler? hehehehhe
Ja pensou em escrever um fanfic? Estilo o hyperfan e o quadrim?
penso que você não vai colocar o link pra gente ler. diga-me que estou errada, por favor!
eu já ia fazer a pergunta dos seres acima mas ai eu li o título do post.
Se sair uma elaboração sobre produtos culturais nacionais, publica lá no www.overmundo.com.br também….
:)
Por que à vezes essa porra fica A▒■66ssim?
Não faço idéia. Ainda não testemunhei o fenômeno. Deve ter algo a ver com o blogger novo.