Pense aí por alguns segundos. Não, não é em qualquer coisa. Vou te descrever uma imagem e você vai tratar de visualizá-la, ok?
Em um banco precário de madeira, fincado em solo arenoso, estão sentados um homem negro jovem e um macaquinho. O homem veste uma calça jeans preta, uma camisa pólo branca e laranja e calça chinelos de dedo. O macaquinho está trajando um uniforme do Boca Juniors.
O homem olha para a câmera com um olhar que fica entre a sisudez e a melancolia.
O macaquinho fita um ponto longínquo no horizonte além dos limites da imagem.
Duas coisas unem homem e macaco: a primeira é a mão do animal, pousada suavemente sobre a perna do rapaz. A outra é uma corrente.
Visualizou? Ótimo. Agora me diga: na sua mente, existe algum teor racista na foto?
Porque eu olhei durante incontáveis minutos pra tal imagem e REALMENTE não consegui captar qual a razão de tamanho tamanho alarido.
Fica a pergunta pra quem vê, então.
Falta de visão de uns (e, dentre esses, me incluo) ou melindre de outros?

Tem gente que gosta de posar de defensor de direitos humanos.
Todo negro tem que ser discriminado, senão não conta. Deixa de ser negro.
O foda disso tudo Pedro, que são essas pessoas que mais discriminam os “afro descendentes” (olha o processo!)
Não tratam como gente, mas como algo que necessita sempre de piedade e proteção, tal qual o macaquinho.
E fazendo isso dormem tranquilos, pensando: Eu sou superior, pois ajudo os pobres negrinhos, que não podem fazer nada por eles mesmos.
Resumindo a parada toda. Povinho bunda, esse.
Sei lá. Quando imaginei a cena só consegui pensar em acusações sobre o indivíduo sentado no banco de ser zoofílico e o macaquinho ser seu escravinho S&M particular.
As pessoas são histéricas, eis tudo.
o problema ali é o uniforme do boca juniors… porque é crueldade fazer um animalzinho usar roupas de argentinos.