Então.
Em 2002 eu ganhei uma camiseta que, durante um tempo, era praticamente meu uniforme de Pedro Nunes. Era só vestir o troço e “Olha lá o Pedro Nunes”. Sério! Fui reconhecido na rua e em um show por causa daquela parada.
Era uma bela camiseta azul, com o símbolo do metrô de Londres estampado no peito. Alternativona, vai dizer? E não tinha costuras laterais, sacumé? O troço era um tubo de pano com mangas, gola e o símbolo do metrô de Londres. Uma maravilha.
Só que, como toda camiseta que a gente gosta, ela acabou bem rápido. Provavelmente porque era só aparecer no armário pra eu colocar no corpo. Lavagem após lavagem, ela foi desbotando, perdendo a estampa, ficando velha. E eu fiquei sem minha camiseta SUPERSONIC-STYLE-INDIE-UNDERGROUND:

Na verdade ela ainda existe, mas num estado bem precário, com direito a furos nos suvacos e coisas assim. É uma daquelas roupas boas de dormir e ficar em casa, mas não é adequada pra sair na rua, a menos que você vá sentar na frente da igreja pra pedir dinheiro, trocando centavos por doses de desencargo de consciência com os cristãos hipócritas.
Pois Ney Hayashi, o japonês lendário, em visita à Inglaterra teve a gentileza de me trazer OUTRA!
Agora, sim. As coisas voltarão a ser como eram antigamente:
Quero dizer, não é pra tanto. Eu teria que perder quase 20kg e voltar a me relacionar com determinadas personas non gratas das quais é melhor manter distância. Naquela época eu era jovem, havia uma desculpa para a falta de critérios ao escolher meus amigos. Atualmente seria mais difícil explicar, caso fosse flagrado em companhia de alguns desses retardados. É melhor limitar esse flashback apenas à camiseta.

Puts, ganhar um presente desses não tem preço. Você devia escrever pra mastercard. Gostei do seu blog.
beijo
No dia que nos conhecemos tu não estava com ela…
Já vi que eu sou tipo um desprezado… hahaha
Bora chamar o Daniel ciclista e marcar alguma coisa… para tu ir com tua camisa style… rs