Tópicos (3)

As primeiras coisas primeiro: estreou, esta semana, o blog da H.O.M.E.M. - Honrada Organização Mundial dos Especialistas em Mulheres. Não me perguntem a razão, pois não a conheço, mas estou lá, integrando as fileiras dos que tentam construir uma ponte, montar uma tirolesa, alinhar uma catapulta, traçar um atalho, fazer qualquer coisa, enfim, numa tentativa - vã, se me permitem dizer - de cruzar esse milenar abismo que separa os sexos.

Imaginei que deixar meu cabelo crescer iria torná-lo mais comportado. Conclusão à qual cheguei seguindo aquela minha teoria que diz que cabelos, como pessoas, têm infância, adolescência e idade adulta. Ledo engano. Embora adulto ele se comporte melhor, o miserável ainda é um revolucionário. Um subversivo. Um maldito comunista. Cheio de vontades e exigências. Se é pra viver um inferno capilar, considerei cortá-lo, voltar a ter cabelos curtos (raspá-los, nunca, me falta a coragem). Então esse é meu dilema atual. Peço às mulheres que porventura leiam esse blog que opinem: devo deixá-los compridos, como estão? Ou curtos? Para ajudar na formação de uma opinião mais ponderada, seguem fotos minhas antes e depois de deixar o cabelo crescer.

Curto:
Antes
Comprido:
Depois
Queria entender que poder é esse que o sax tem de tornar qualquer música absurdamente, profundamente, indescritivelmente BREGA. Você pegue, por exemplo, o tema de amor de Cinema Paradiso, que é das coisas mais lindas do mundo, de deixar com lágrimas nos olhos mesmo o mais furioso espancador de mulheres. Toque em um violão e é uma música sensacional. Toque ao piano e é espetacular. Toque ao violino e não esqueça de distribuir lenços à platéia. Toque em um sax… e me arranje um saco de vômito!

Falando nisso, onde eu estava em março desse ano, que não ouvi falar que o Ennio Morricone vinha fazer um concerto no Brasil? E agora, quando vou ter outra oportunidade de ver o velhinho tocando ao vivo? Não vou me perdoar se o maestro for pra cova antes que eu tenha visto uma apresentação dele!

Estudei feito um corno nos últimos dois meses, na esperança de conseguir nota para me livrar de duas matérias da faculdade nas quais estava meio pendurado (precisando tirar acima de 9 na segunda parcial, de modo a não ficar para a prova final e entrar de férias mais cedo). Consegui. Por outro lado, retirei da minha lista de prioridades as outras três matérias, porque tive boas notas nelas na primeira parte do semestre. Resultado? Lógica de Programação - que me rendeu um 9,5 na primeira parcial - me enrabou com força, com vontade, com areia e limalha de ferro nessa segunda fase. Que bonito, que beleza.

A faculdade chama essas parciais de “bimestre”. Mas, em primeiro lugar, um período de faculdade é um semestre, então deveria ser dividido em dois trimestres. E, em segundo lugar, bimestre é coisa de ensino fundamental/médio. Chamo de parciais, etapas, fases, aquelas-merdas-de-períodos-intermináveis-de-avaliações e etc.

Saiu CD novo do Keane, Perfect Symmetry (do qual já falei) e também do Killers, Day & Age, do qual falo agora: o que há com esses caras, afinal de contas? A cada novo CD, eles parecem retornar mais e mais para meados dos anos 80. Por deus, eu vi os revivals dos anos 70 durante minha adolescência e já me causaram sofrimento suficiente. Temos MESMO que fazer isso? Relembrar e tentar retornar às décadas anteriores? Não podemos simplesmente seguir em frente? O único empreendimento humano a retornar aos anos 80 da forma correta foi GTA Vice City (e sua versão PSPística, da qual eu pretendo falar qualquer dia, Vice City Stories), e por uma razão bem simples: porque não levou a sério nada daquela merda, ridicularizando-a sempre que possível.

Perdi 8kg nas últimas semanas, descendo de 79kg para 71kg. Não foi nada planejado, simplesmente aconteceu. Ao contrário da crença comum, entretanto, perder peso quando você é ocioso não queima as gorduras, tornando sua antes incipiente barriga em um notável bucho. Só o exercício pode acabar com sua pochetona. Com isso em mente, utilizei meu 13º em uma importante aquisição: cumprimentem Libertina (Tina, para os íntimos).

LiberTina
Quase uma década após a morte de Clementina, minha bicicleta anterior, deixei para trás meu luto e arranjei nova companheira. Agora só me falta um MP3 Player (o meu, vejam que trágico!, voou contra a parede de forma inexplicável!) e o eixão do lazer será meu habitat aos domingos.

Me assusta a absurda quantidade de blogs falando da vida dos outros que existem e fazem sucesso. Me refiro a páginas como a “te dou um dado?”, “papelpop” e assemelhados. Não entendo como uma pessoa pode ser tão limitada a ponto de não só criar um blog com o objetivo específico de ser uma variante online da Contigo!, mas ainda levar essa abordagem a um nível completamente novo: não basta falar da vida das pessoas, é preciso fazer isso de forma estupidamente cruel e escarninha. É um termo que evito a todo custo usar, mas tal despeito me leva a crer que o verdadeiro combustível dessas pessoas é a inveja, pura e simples. Diante da impossibilidade de chegar àquele lugar, por que não cuspir em quem se encontra ali? O fato dos “escritores” - se é que o termo se aplica - desses blogs serem gays e mulheres feias em sua maioria só torna maior a plausibilidade (opa!) da minha teoria. Mas ainda preciso considerar a questão com maior cuidado.

Em tempo: sou completamente contra esse mercado de jornalismo fofoqueiro, cujo produto a ser vendido é a vida dos outros. Os defensores dessa palhaçada argumentam que muitos dos que estão na posição de “celebridade” contratam fotógrafos para segui-los e vender as imagens, conseguindo, assim, um lugar melhor sob os holofotes. Não me interessa. Como não me interessa o outro argumento muito usado nesses casos: “as pessoas querem saber”. As pessoas querem um monte de coisas que a lei proíbe, simplesmente porque as pessoas querem mesmo é ver o ôco. O fato de haver demanda não significa que deva haver o serviço! Esse é um dos que ainda não foram proibidos, mas serão, se a humanidade de fato estiver ficando mais sábia com o passar do tempo. Coisa que eu duvido, ou seja, essa merda ainda vai crescer muito até alguém perceber que é preciso dar cabo de tanto desrespeito e cretinice de uma vez por todas. Daí os viados e as mocréias vão ter que arranjar outro passatempo. Quem sabe não experimentem tornar suas próprias vidas menos patéticas? Ah, a esperança. Não é à toa que este blog tem “utopia” no nome…

11 Responses to “Tópicos (3)”


  1. 1 Gustavo Caetano

    Fique feliz por ter cabelo para se revoltar. Meu sonho =/

    Tá ficando careca, mano?

  2. 2 Enrique

    Minha experiência com cabelo é a seguinte: primeira vez que eu deixei crescer, ficou legal e me chamavam de “Frodo”. Segunda vez, o cabelo parou de obedecer a gravidade e me chamavam de “Beakman”. Quando mudaram o apelido pra “Don King”, eu resolvi cortar. Tô deixando crescer de novo, e tá ficando bom…mas dá um trabalho sacal, e tenho que lavar todo dia cedo senão eu viro supersayajin.
    Eu boto a culpa do Killers se afundar ainda mais nos anos 80 nos críticos, que malharam o Sam’s Town dizendo que era “pretensioso demais pros dias de hoje”. E eu tava rezando pra banda não dar bola, mas não deu outra: esse disco novo tá parecendo Duran Duran >

    Pois é, cara. Esse cd novo tá esquisito. Uma ou outra música funcionam, o resto… bah. E foi uma pena, pq o Sam’s Town foi FODAÇO.

  3. 3 Gabi

    e no fim, vai cortar o cabelo ou continuar com visu mendigão?

    Foi justo pra decidir ISSO que eu perguntei a opinião no post. Você experimentou ler o post?

  4. 4 Hikaru

    > Eu voto em deixar o cabelo comprido.

    > Gostei da sua Libertina. Creio que preciso de uma também, pois meu “hamster” (tb conhecido popularmente como carro Clio branco)me deixa muito mais sedentária.

    > Arruma um celular que toque MP3. Quando ganhei um e descobri essa função, desisti de ter mp3 player. =]

  5. 5 Srta Valentim

    Se deixar o cabelo comprido tenta usar um creme “leve in” ou óleo de silicone. Vai diminuir o volume.

    Aí já é viadagem metrosexual demais pra minha cabeça. Tô fora de creminhos, óleozinhos e tratamentinhos de qualquer espécie. Meu negócio é xampu e condicionador.

  6. 6 Cynthia

    Cabelo curto, claro. Mil vezes melhor se parecer com um terrorista (ou um político que compactue com o terrorismo) do que com o “menestrel”, hahaha…

    ;o)

  7. 7 Amanda

    T3XUG0 LIFESTYLE 4EVAH

  8. 8 Myrion

    Nossa, quanto assunto… comecemos pelo cabelo: acho q devia cortar, mas sem esse negócio de máquina. Tem q deixar um tanto q permita pelo menos um cafuné , entendeu?
    Eu tb odeio esses blogs de “fofocas e sacadas super-inteligentes sobre as celebridades”. Nossa, q bando de gente à toa.
    E ainda quero visitar esse H.O.M.E.M. parece interessante… será minha próxima leitura.
    bjs

  9. 9 Clá

    Do jeito que está. Mas não, não vou dizer pra você usar um creme “leve in” (sic). Me poupe.

    Você ME poupou, eu te poupo.

  10. 10 Manuela

    Não sei que decisão vc tomou, não sei se já cortou o cabelo, não sei se esse comentário aparecerá por ser de um post antigo. Mas COM CERTEZA corte o cabelo, POR FAVOR. Se já cortou, saiba que sou uma pessoa mais feliz! =)

  11. 11 Pedro

    Eu cortei o cabelo, Manu. =)

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